Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
Consumo de drogas durante a gravidez quais o perigos?

O consumo de drogas durante a gravidez pode ter efeitos adversos tanto no feto que se está a desenvolver como no recém-nascido. A cocaína e os opiácios são duas das drogas ilícitas que podem causar problemas significativos. A cocaína estreita os vasos sanguíneos e eleva a tensão arterial e o seu consumo durante a gravidez pode provocar um aborto. O seu consumo, mesmo em raras ocasiões, no príncipio da gravidez pode causar anomalias congénitas nos rins, nos olhos, no cérebro ou noutras extremidades. O filho de uma mãe adicta a esta droga é mais propenso a ter escasso peso ao nascer, além de uma medida corporal e uma circunferência da cabeça menores do que é normal. 

Os opiáceos, como a heroína, a metadona e a morfina, raramente causam anomalias congénitas, mas, como atravessam a placenta, as crianças podem nascer adictas a elas. Os sintomas de abstinência manifestam-se habitualmente dentro das 72 horas posteriores ao nascimento. Esses sintomas incluem irritabilidade, com choro excessivo, nervosismo, tensão muscular, vómitos, diarreia, suor, respiração acelerada e convulsões. Os sintomas de abstinência ligeiros tratam-se agasalhando a criança e alimentando-a frequentemente para reduzir a inquietude. Os sintomas graves podem ser controlados com pequenas doses de tintura de ópio, um narcótico. A dose reduz-se muito gradualmente no termo de alguns dias ou semanas à medida que os sintomas desaparecem. 

Pode ter-se abusado de muitas outras drogas e frequentemente consomem-se várias drogas ao mesmo tempo durante a gravidez. Os filhos de mães que tenham consumido drogas neste período devem ser cuidadosamente controlados por pessoal de saúde e por membros dos serviços de assistência social. Algumas crianças têm defeitos que requerem atenção especial e outras, como as afectadas pela síndroma do feto alcoólico, podem sofrer atraso mental. Estas últimas devem ser avaliadas e receber tratamento no contexto de um programa de desenvolvimento infantil precoce. Muitas requererão educação especial quando alcançarem a idade escolar. 

O filho de uma mãe toxicodependente deve ter um acompanhamento por parte do departamento local de serviços sociais. O abuso ou a dependência de drogas da mãe, juntamente com os hábitos de comportamento que isso supõe, expõe a criança a um alto risco de sofrer abusos ou abandono.



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Domingo, 30 de Maio de 2010
Alimentação ideal para ajudar a reduzir o peso após a gravidez

Cálcio e fibras contribuem para a redução de peso após a gravidez

Manter uma alimentação rica em fibras e cálcio, logo após a gravidez, reduz a absorção de calorias e ajuda a perder os quilos ganhos nos noves meses de gestação.

Durante a amamentação, a ingestão de remédios para emagrecer e as dietas são proibidas, mas já está comprovado que as fibras e o cálcio auxiliam na redução de peso.

As fibras solúveis em água melhoram o controle da glicose sanguínea e os efeitos da insulina. Isso significa uma redução na absorção de calorias pelo organismo.

Nas refeições, valorize as fibras vegetais, como alface, rúcula e legumes crus. Eles estimulam o intestino e aceleram o metabolismo, fazendo com que não haja um aumento de peso maior que 10 quilos, limite da gestação. O cálcio na redução da ingestão de calorias atua da seguinte maneira: ele aumenta a temperatura corporal e, conseqüentemente, reduz o acúmulo de gordura.



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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
Vai ser mamãe? Aqui ficam sete dicas importantes.

Para que os bebês se desenvolvam de maneira sadia, as mamães devem tomar uma série de medidas e, principalmente, abolir hábitos que não sejam saudáveis. Os cuidados devem ser tomados logo no início da gravidez. Abaixo, confira algumas orientações que serão bastante positivas tanto para você como para o seu bebê:

1) Reduza a ingestão de café e chá. A cafeína é uma substância estimulante, que atua diretamente no sistema nervoso e que pode ser passada da mãe para o feto. O risco de a criança nascer com baixo peso justifica a contra-indicação

2) Nada de consumir álcool. Ele pode ocasionar sérios riscos para as crianças, como má formação facial, retardamento mental e físico, como também problemas e comportamento

3) Fique longe dos Raios X. Se você estiver fazendo algum tratamento dentário, comunique a gravidez ao seu dentista

4) A automedicação é totalmente proibida para as futuras mamães

5) Evite comer carne mal passada, pois ela pode estar infectada por parasitas. Os efeitos causados à mãe pela contaminação podem ser leves, mas para o feto, não são nadas leves. – 6) Sauna e banhos quentes ajudam a relaxar, mas tenha cuidado com a elevação da temperatura do corpo, pois a criança pode nascer com problemas no sistema nervoso central

7) Aborto espontâneo e chances de o bebê nascer com baixo peso são algumas das conseqüências impostas pelo fumo. As mulheres grávidas não podem nem pensar em fumar



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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
Qual a relação entre Incontinência Urinária, Gravidez, pós-parto e disfunção sexual?

A incontinência urinária durante a gravidez não é rara. Durante a gravidez as mudanças físicas e hormonais que as futuras mamãs experienciam são as grandes responsáveis pelos episódios de perda de urina. Contudo não se pode por de parte a possibilidade da gravidez apenas tornar sintomática uma fragilidade preexistente. 

Esta incontinência normalmente surge nos dois últimos trimestres mas é no último que ganha especial importância, pois o útero empurra a bexiga causando deste modo vontade e urgência em urinar.

Normalmente a incontinência observada durante a gravidez tende a evoluir para a regressão espontânea nas 6 semanas pós-parto. No entanto sempre que esta situação não acontecer é fundamental que a mulher procure ajuda especializada quer junto do seu médico quer junto do seu fisioterapeuta. 

A persistência desta sintomatologia não é normal.

É importante relembrar que durante a gravidez o treino dos músculos do pavimento pélvico é muito importante pois ajuda a lidar com o aumento do peso da mãe e do bebé em crescimento no útero. Conseguir ter uns músculos do pavimento pélvico em forma antes do bebé nascer irá facilitar a sua recuperação após o parto. 

Também é importante no pós-parto iniciar precocemente o treino destes músculos, mesmo no caso de cesariana, pois os músculos perdem força e ficam rebaixados devido à pressão exercida pelo bebé no útero e por isso é comum a mulher ter perdas de urina e disfunção sexual.



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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010
Já é possível saber qual o sexo de bebé às nove semanas

Um novo teste caseiro está a causar controvérsia pela possibilidade de incentivar aos aborto selectivos.

É do senso comum que é preciso esperar até às 20 semanas de gestação para que um casal saiba o sexo do bebé. Tudo está mais simplificado após a entrada no mercado do "IntelliGender". Este simples, rápido e, aparentemente, eficaz teste, pode determinar ao fim de apenas 9 semanas se os pais terão um menino ou uma menina. 

O modo de utilização do IntelliGender, é muito semelhante ao de um vulgar teste de gravidez. A primeira urina do dia, em contacto com os químicos do kit produz resultados ao fim de 10 minutos: se ficar verde ou preto é menino, se ficar laranja ou amarelo é menina.

O "IntellinGender", já pode ser comprado em 11 países, mas apenas através da Internet. Em Portugal, bastará dispor de 70 euros para saber qual o sexo do seu bebé. Só em 2006, foram vendidas 50 mil unidades do teste nos EUA, terra-natal deste produto.

Os especialistas apontam para uma taxa de precisão na ordem dos 90%. Mas Ted Eaver, chefe do Colégio Real Australiano e Neozelandês de Obstetras e Ginecologistas, argumenta que um teste destes não pode ter o mesmo grau fiabilidade de uma ecografia ou de uma amniocentese.

Mas as preocupações dos especialistas vão mais longe, ao lembrar que este teste pode induzir a abortos selectivos. Os pais podem optar por abortar se o sexo do filho em gestação não for o desejado. Um problema mais premente em países com grande densidade populacional, como a China e a Índia.



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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
O cromossoma extra que marca a diferença - Trissomia 21

O mongolismo, mais tarde conhecido como síndrome de Down, foi descrito, pela primeira vez, na Grã-Bretanha, no séc. XIX, pelo médico inglês John Landgdon Down, com base em algumas características observadas em crianças internadas num asilo de Inglaterra. “Na segunda metade do séc. XX, J. Lejeune e colaboradores descobrem que o mongolismo resultava da presença de um cromossoma 21 supra-numerário (três cromossomas, em vez dos dois habituais), pelo que esta doença genética passou a designar-se, correctamente, por trissomia 21 (literalmente, três cromossomas 21)”, explica o Dr. Miguel Palha, pediatra do desenvolvimento e Director Clínico do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças. Todos nós temos, no nosso ADN, 46 cromossomas, ou seja 23 pares. O trissómico não tem 46 cromossomas mas sim 47, localizando-se esse cromossoma extra, no par 21.

O risco de nascimento de uma criança com trissomia 21 aumenta com a idade da mãe. “Para as mães com idade superior a 35 anos, a probabilidade de se ter um filho com esta deficiência é significativamente mais elevada”, afirma Miguel Palha. 

Características físicas e psíquicas

As pessoas com trissomia 21 têm uma incidência muito elevada de anomalias associadas. “O aspecto exterior (fenotipo) é muito característico: cabeça pequena, fendas palpebrais orientadas para fora e para cima (como nos povos orientais), orelhas pequenas e de implantação baixa, língua exposta fora da boca, pescoço curto e largo, mãos e pés pequenos e quadrados, baixa estatura, entre outros”, descreve Miguel Palha. Podem ainda verificar-se algumas perturbações na fala, decorrentes de uma macroglossia (língua grande) e de uma cavidade oral pequena. “Adicionalmente, a macroglossia relativa é um dos mais significativos e um dos mais evidentes estigmas físicos da trissomia 21”, acrescenta o especialista.

Estas são algumas das diferenças entre os portadores desta patologia e os outros. Quase todas as crianças com trissomia 21 apresentam ainda um défice cognitivo, “embora em dimensões muito variáveis. De um modo geral, é ligeiro a moderado”. No entanto, estas crianças podem ter uma vida normal e “alcançar bons níveis de autonomia pessoal e social”. São também muito meigas, alegres e “com grande capacidade para as trocas sociais”, acrescenta Miguel Palha.

Para que isto aconteça, os seus pais devem procurar associações que apoiem os portadores de trissomia 21. É o caso do Centro de Desenvolvimento Infantil “Diferenças”, com sede em Lisboa, e da Associação para portadores de trissomia 21 (Apatris 21), localizada no Algarve. Ambas as instituições desempenham um trabalho de extrema importância nesta área.

“Aqui, no Diferenças, as crianças têm um plano médico e um plano educativo. Vão uma vez por ano ao médico e têm uma rotina estabelecida, onde são avaliados os problemas de oftalmologia, de cardiologia, entre outros”, explica a Dra. Susana Martins, técnica superior de educação especial e reabilitação. No plano educativo, as crianças frequentam sessões de educação especial ou terapia da fala. “Os pais devem estar presentes em alguns destes encontros. A ideia é explicarmos o que estamos a fazer para que continuem o trabalho em casa.”

O desenvolvimento de uma criança com trissomia 21 é mais lento. No entanto, ela vai desenvolver e realizar todas as suas capacidades e actividades, mas comparativamente com as outras crianças, sempre um pouco mais tarde e mais lentamente. Por esse motivo, os pais de algumas destas crianças ficam surpreendidos com a sua evolução. “À partida, conseguem fazer um processo de aprendizagem adequado, se for muito bem treinado”, acrescenta Susana Martins. 

Aprender a aceitar a diferença

“Os pais vão ser confrontados, de forma progressiva, com inúmeros obstáculos, o principal dos quais está relacionado com a exclusão social, muitas vezes veiculada e amplificada pelos hospitais, pelos centros de saúde, pelas escolas, pelas associações desportivas, pelas associações culturais e por outras instituições da comunidade”, afirma Miguel Palha. A única solução para este problema passa por conhecer melhor a trissomia 21 e aprender a lidar com a diferença. “Os cidadãos com deficiência, independentemente das suas capacidades e competências, devem ser compreendidos, aceites e integrados na família, na rua, no bairro, na escola, no emprego, na associação recreativa ou desportiva e, de um modo geral, em toda a comunidade”, defende o pediatra.

Numa primeira fase, os pais sentem-se perdidos. “É sempre complicado receber uma notícia, que não vai de encontro às expectativas de pais e familiares. Por muito que se fale, ou que se saiba, não se está preparado quando é connosco”, diz-nos Cátia Fernandes, psicóloga educacional da Apatris 21.

No entanto, há excepções à regra. É o caso de Francisca Prieto, mãe de Francisca, que teve de enfrentar alguma discriminação no decorrer da sua gravidez. Determinada em ter a sua filha, nunca desistiu. “Quer para mim, quer para o meu marido, era perfeitamente evidente que iríamos ter este filho”, afirma. “Para mim, ter a Francisca era algo perfeitamente assumido, embora respeitasse as mães que tomavam outro tipo de opções. Senti uma pressão enorme para interromper a gravidez, por parte de amigos, familiares, classe clínica em geral, e das maneiras mais extraordinárias”, confessa.

Os especialistas recomendam aos pais uma melhor compreensão da trissomia 21, enquanto “um acidente genético que ainda não é controlável nem evitado”, adianta Cátia Fernandes. A melhor forma para começar a enfrentar a trissomia 21 é “procurar logo acompanhamento, que não deve ser negado nem negligenciado”. Toda e qualquer criança que necessite de necessidades educativas especiais deverá, a partir dos 15 dias de idade, beneficiar de intervenção precoce por uma equipa especializada, que trabalhará com a criança. “Esse trabalho passará por técnicos como: psicólogos, médicos, terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais”, refere a psicóloga educacional da Apatris 21.

Na ajuda ao desenvolvimento global do trissómico, todas as actividades e ofertas de estímulo são fundamentais, como por exemplo, a piscina e os cavalos. 

Escola especial ou regular?

Esta é uma das dúvidas que se colocam aos pais de crianças com trissomia 21. Para Miguel Palha, a resposta é clara: “as associações de pais devem pugnar pela inclusão das pessoas com deficiência nas instituições da comunidade, como é exemplo, a escola regular”. Só assim é possível promover o contacto com crianças sem qualquer tipo de deficiência. “A adopção de comportamentos pessoais e sociais convencionais é um dos mais importantes objectivos da intervenção na deficiência”, fundamenta o pediatra. 

Francisca Prieto seguirá este conselho e irá optar por colocar a sua filha no ensino regular. “Eu acredito que a verdadeira inclusão só pode ser feita desta forma. O padrão dela tem de ser a normalidade. Para que a minha filha se consiga superar e exceder as expectativas, vai ter de frequentar um ensino normal”. Apesar de saber que irá enfrentar algumas dificuldades e que o próprio processo será complicado, acredita que “tudo irá correr muito bem. No entanto, sei que ela terá de ser acompanha e ter apoio extra. Sei que ela vai conseguir fazer tudo mas com o triplo do esforço”.

Carmo Teixeira, mãe de Henri, corrobora esta opinião. “Acho que muitos dos problemas vêm dos próprios pais que os protegem demais. Muitas vezes, temos de os atirar para a frente e não podemos estabelecer barreiras antes de experimentar, o que implica que eles sofram um pouco. Temos de os deixar estar no mundo com os outros”. Henri frequentou uma escola regular que lhe permitiu conviver com padrões de comportamento normais. 

O que prevê a lei

A lei vigente em Portugal não é específica para portadores de trissomia 21, aplicando-se a estes, os mesmos diplomas legais que são indicados para qualquer portador de deficiência. “Aqui rege a lei 46/2006, de 28 de Agosto, regulamentada em 15 de Fevereiro de 2007, pelo decreto-lei 34/2007. Pretende-se com estes diplomas legais, prevenir e proibir a discriminação, directa ou indirecta, em razão da deficiência, sob todas as suas formas, e sancionar a prática de actos que se traduzam na violação de quaisquer direitos fundamentais ou na recusa ou condicionamento do exercício de quaisquer direitos económicos, sociais, culturais ou outros, por quaisquer pessoas, em razão de qualquer deficiência”, explica a Dra. Alexandra Mota, advogada da Apatris 21. Quer isto dizer que a prática de qualquer acto discriminatório constitui uma contra-ordenação punível com coima. 

No que respeita à oferta de empregos para portadores de trissomia 21, “a única situação que se encontra prevista na lei diz respeito à existência de quotas de emprego na administração pública para pessoas com deficiência”. Estamos perante o decreto-lei nº 29/2001, de 3 de Fevereiro que “estabelece o sistema de quotas de emprego para pessoas com trissomia 21 ou qualquer outra deficiência, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, nos serviços e organismos da administração central e local, bem como nos institutos públicos que revistam a natureza de serviços personalizados do Estado ou de fundos públicos”, conclui a advogada. 

Duas histórias, uma mesma realidade

Carmo Teixeira e Francisca Prieto são um exemplo de coragem. Apesar de nunca pensarem ter filhos com trissomia 21, o Henri e a Francisca, respectivamente, não se deixaram abater, lutando sempre para lhes proporcionar uma vida normal. “Os pais de crianças deficientes passam por um período de luto do filho saudável. O meu durou seis meses. Entretanto, fui-me apercebendo que este problema não justificava a interrupção da gravidez”, afirma Francisca Prieto. No dia em que a sua filha nasceu, “em vez de ser um grande desgosto, foi um momento de grande felicidade, sem dramas. A situação já estava perfeitamente assimilada por nós e pela família que, entretanto, aceitou a ideia”. A história de Carmo Teixeira difere apenas na altura em que recebeu a notícia. “No meu caso, só soube que o Henri tinha trissomia 21 no dia do seu nascimento”. Passado o período inicial, “péssimo para qualquer mãe”, Carmo Teixeira começou a perceber que “em Portugal, existe uma unidade muito avançada a nível mundial e o Henri foi acompanhado desde muito pequeno. Julgo que esse apoio foi fundamental”.

O facto de ter um filho com trissomia 21 incentivou Carmo Teixeira a escrever dois livros, para apoiar outras mães ou irmãos destas crianças. “Tenho um irmão diferente” e “Crescer com um irmão diferente”, da sua autoria e de outros colaboradores, são obras pensadas para ajudar os leitores a perceber o que é a trissomia 21, dando testemunhos de familiares e amigos de crianças ou jovens com necessidades especiais. Editado pela MediaJunior, está à sua disposição nas livrarias Fnac e Bertrand. 

Convívio com os irmãos

Francisca tem três irmãos e o Henri tem dois. “O facto de ter uma filha com trissomia 21 serviu de motivação para ter mais um irmão. Eu e o meu marido considerámos que era preciso mais um filho para ajudar a Francisca”. A relação dos irmãos com os dois portadores de trissomia 21 é muito natural. “As conversas sobre a Francisca nunca foram tabu lá em casa e ela tem as mesmas brincadeiras que os irmãos.”

Acompanhada pelo Centro de Desenvolvimento Infantil “Diferenças”, Francisca Prieto sentiu desde o início um forte apoio. “Senti um alívio enorme ao perceber que havia um sítio com uma equipa especializada em crianças com perturbações de desenvolvimento que me podia ajudar a acompanhar a minha filha. Saiu-me um peso de cima.”

Henri também é seguido na mesma instituição desde muito pequeno. “O facto do meu filho ser acompanhado desde muito cedo fez com que conseguisse acompanhar o ritmo de qualquer criança da sua idade.”

Os olhos de Constança (irmã mais nova de Henri) brilham ao falar do irmão. “Crescemos juntos desde pequenos. Fomos sempre muito próximos um do outro. Quando eu era pequena, a minha mãe explicou-me que ele era diferente”. É a própria Constança quem explica aos amigos que Henri tem trissomia 21. “Nunca houve nenhum episódio marcante mas cheguei a ter amigas que não percebiam muito bem o que ele tinha. Chegavam a ter medo dele. Julgo que as pessoas não estão muito bem informadas”. Uma mensagem semelhante é dada por Francisca Prieto. “A trissomia 21 não é razão suficiente para não se ter um filho. A Francisca trouxe-me muitos mais ganhos do que perdas. Ela mudou-me como pessoa, transformou a minha família. Costumo dizer por brincadeira que o cromossoma extra dela me deu uma energia excepcional para tudo o que for preciso”, conclui. 

Um exemplo de vida

Henri está a trabalhar actualmente, apanha vários transportes públicos diariamente, aprende a cozinhar (apesar de considerar que não tem muito jeito) e a fazer as tarefas de casa para estar mais preparado “quando for viver sozinho” e é bilingue. Fala na perfeição a língua portuguesa e francesa. “Eu sinto que o meu irmão é igual a outros jovens da idade dele. Tem as suas qualidades e os seus defeitos, como todas as pessoas”, afirma Constança. Orgulhosa de Henri, afirma ainda que aprende imenso com ele. “Aceitar a diferença e conseguir conviver com essas pessoas é mais fácil do que parece”, diz-nos.

A trabalhar com cavalos, uma paixão desde pequeno, Henri tem ainda tempo para “entrar em campeonatos de natação adaptada”, tendo-se já consagrado campeão. Nos tempos livres, gosta de “andar a cavalo, de bicicleta, e estar no computador”. Com o dinheiro que já conseguiu amealhar, já comprou uma égua e gosta de “a treinar aos fins-de-semana, em casa da avó”. Um exemplo digno de registo e ideal para mudar mentalidades.



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Domingo, 23 de Maio de 2010
O drama do Aborto espontâneo

É uma das mais negras sombras que pairam sobre uma gravidez desejada. A possibilidade de ocorrer um aborto espontâneo é mínima, mas está sempre presente. As características maternas são as mais comuns como factores de interrupção involuntária de gravidez, nomeadamente devido às características hormonais, como a falta de progesterona, o que impede a sobrevivência do ovo durante as primeiras semanas, um risco que desaparece a partir da 12ª semana, altura em que é a placenta que se encarrega de fornecer a progesterona ao bebé. 

As malformações uterinas, tumores e infecções impedem também o desenvolvimento do feto, o mesmo acontecendo no caso de uma gravidez ectópica, quando o ovo se implanta fora do útero, o que acaba por causar a morte do feto antes dos primeiros meses devido à ruptura do órgão em que o ovo se implantou. 

Por parte de ambos os pais, o problema coloca-se ao nível genético, quando um destes transmite uma doença ao embrião, o que o impede de se desenvolver. Em alguns destes casos é possível prevenir o aborto e salvar o feto. Na falta de progesterona, esta hormona pode ser prescrita logo no início da gestação, e as deficiências uterinas são corrigidas com a extracção dos tumores ou tratamento da infecção. 

O risco de aborto espontâneo é mais elevado em casos de mulheres com mais de trinta anos devido a malformações ovulares. A hipertensão materna pode também provocar a morte do feto após o primeiro trimestre de gestação, o que pode ser evitado com o controlo da tensão arterial da grávida e a administração de doses mínimas de aspirina, ao mesmo tempo que ficam proibidos os alimentos com muito sal e açúcar, o café e o álcool. As infecções urinárias são sempre perigosas durante a gestação, pelo que qualquer sintoma deve ser indicado ao médico.

Afastada devido à vacinação, a rubéola ainda é um enorme perigo para grávidas e bebés. Se planeia uma gravidez, seis meses antes deve vacinar-se contra esta doença e evitar qualquer contacto com o vírus. No caso de ter sido anti-rubéola para diminuir a duração da doença. A utilização do dispositivo intra-uterino e as infecções por ele causadas podem levar à esterilidade e também pode provocar abortos porque o DIU impede a nidificação e pode interferir com a bolsa de águas.

Algumas mulheres sofrem repetidamente de abortos espontâneos, uma situação que muitas vezes requer o internamento durante alguns períodos da gestação e que actualmente está a ser tratada com a ingestão de doses mínimas de aspirina ou de ácido fólico, sob prescrição médica. De forma a minimizar as hipóteses de aborto deve ser evitado o consumo de álcool e café, assim como do tabaco, os ambientes saturados de substâncias químicas e contaminantes, evitar as situações de stress e esforços excessivos.O controlo regular pelo médico e uma alimentação equilibrada são requisitos fundamentais. 

Os primeiros sinais de alerta devem ser tomados em conta, apesar dos que a seguir apresentamos nem todos serem sinais de aborto espontâneo: contracções prematuras, falta de sintomas de gravidez, sem o crescimento do útero e dos seios, hemorragias fortes ou manchas de sangue que se prolongam por vários dias. Todos estes sintomas devem ser de imediato comunicados ao médico.

Se sofreu um aborto espontâneo, o seu médico vai de certo informá-la que tal facto não irá impedir uma segunda gravidez, deixando apenas passar algum tempo e com algumas medidas de prevenção. Não se deixe desanimar e avance para uma nova experiência.



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Queixas e duvidas mais frequentes na Gestação

A maioria das queixas apresentadas a seguir diminui ou desaparece sem o uso de medicamentos.

Os medicamentos devem ser evitados ao máximo.

Caso essas queixas não desapareçam ou sejam persistentes podem ser manifestações de doenças mais complexas.

Náuseas e vômitos

São comuns no início da gestação. Quando ocorrem no final da gestação podem estar associados a doenças importantes, devendo ser sempre comunicado ao seu médico.

As orientações para a gestante são as seguintes: fraccionar a dieta (comer mais vezes e menos a cada vez), evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiro forte ou desagradável; evitar líquidos durante as refeições e ingerí-los de preferência nos intervalos.

Quando os sintomas forem muito freqüentes seu médico irá avaliar a necessidade do uso de medicações.

Pirose - azia - queimação

É comum a partir do segundo trimestre da gestação. Geralmente melhora com dieta fraccionada, diminuindo as frituras, café, chá, pimenta,vinagre,frutas acidas (laranjas), álcool e fumo.

Medidas gerais como não deitar após as refeições e elevar a cabeceira do leito também são benéficas.

A critério médico, a gestante poderá fazer uso de medicamentos.

Sialorréia - excesso de saliva

Muito comum no início da gestação, orienta-se deglutir a saliva e seguir mesmo tratamento indicado para náuseas e vômitos.

Fraquezas e desmaios

Podem acontecer após mudanças bruscas de posição e também quando a gestante ficar sem se alimentar.

Gestantes não devem fazer jejum prolongado.

Geralmente deitar de lado (esquerdo preferencialmente) respirando calma e profundamente melhora a sensação de fraqueza e desmaio.

Hemorróidas

São comuns principalmente nos últimos três meses de gestação, após o parto e também em gestantes que já apresentavam o problema antes da gravidez.

As gestantes devem procurar manter o hábito intestinal regular (manter o intestino funcionando bem). Sempre que as fezes estiverem endurecidas, causando dificuldade para evacuar, as hemorróidas podem sangrar ou doer.

Dietas ricas em fibras e a ingestão de líquidos auxiliam o funcionamento dos intestinos.

Corrimento vaginal

O aumento do fluxo vaginal (leucorréia, corrimento) é comum em gestantes. O fluxo vaginal normal não causa coceira, mau cheiro, ardência ou dor nas relações.

Consulte seu médico se apresentar os sintomas acima.


Quando ocorre ruptura da bolsa das águas (um dos sinais de parto) a paciente pode referir aumento do corrimento vaginal. É sempre necessário avisar seu médico quando houver suspeita de ruptura da bolsa com saída de líquido amniótico.

Queixas urinárias


O aumento do número de micções é comum na gestação, principalmente no início e no final da gestação por aumento uterino e compressão da bexiga. Como a infecção urinária é mais comum em gestantes, sempre que houver ardência para urinar, dor, sangue na urina ou febre seu médico deve ser comunicado.

Falta de ar - dispnéia - dificuldade para respirar

O aumento do útero e o aumento da freqüência respiratória da gestante podem ocasionar esses sintomas. Geralmente o repouso, deitada de lado, alivia a sensação de falta de ar. Se houverem outros sintomas associados (tosse, febre, inchaço) pode haver doença cardíaca ou respiratória associada.

Dor nos seios

Os seios aumentam de volume durante a gestação o que freqüentemente causa dor.

A gestante deverá usar um sutiã com boa sustentação. O exame nos seios geralmente descarta problemas mamários mais graves.

Dor nas costas - dor lombar - dor articular


Durante a gestação as articulações ficam com maior mobilidade e isto freqüentemente ocasiona dores nas costas e em articulações como o joelho e o tornozelo.

As gestantes geralmente têm uma postura que provoca dores nas costas (aumento da lordose lombar - colocar a barriga para frente e o quadril para trás). O aumento excessivo de peso também aumenta a incidência de dores osteoarticulares.

Como prevenir:


evitar aumento excessivo de peso
fazer exercícios regularmente
manter uma postura adequada
evitar uso de saltos altos e desconfortáveis

Dor de cabeça - cefaléia


Dores de cabeça mais freqüentemente estão associadas a tensões, conflitos e temores, entretanto podem estar associadas a doenças mais sérias. Sempre deve ser afastada a presença de pressão alta. Seu médico avaliará a necessidade do uso de medicações.

Sangramento nas gengivas


Durante a gestação é mais comum o sangramento de mucosas (nasal, gengival) pois, além de uma maior vascularização nas mucosas, seus pequenos vasos sangüíneos ficam mais frágeis. A causa mais freqüente de sangramento gengival é a inflamação crônica da gengiva.

A gestante deve escovar os dentes com escova macia, massagear a gengiva e passar fio dental. Esse sintoma deve ser relatado a seu médico (ocasionalmente pode estar associado a outros problemas da coagulação do sangue) e ao dentista.

Edema na pernas - inchaço

Principalmente no final da gestação ocorre inchaço de membros inferiores. Quando não estiver associado à perda de proteínas na urina e à pressão alta geralmente reflecte o acúmulo de líquido característico da gestação.

Existem posições que dificultam o retorno venoso (volta do sangue das pernas para o coração). Gestantes com edema não devem ficar em pé (paradas) ou sentadas durante muito tempo. É recomendável exercitar as pernas (caminhar).

O edema diminui na posição deitada (preferencialmente sobre o lado esquerdo) e também com a elevação das pernas acima do nível do coração.

Outra medida importante é retirar anéis dos dedos da mão, pois ocasionalmente ocorre edema nas mãos e dificuldade de retirada desses adornos.

Cãibras


Podem ocorrer durante a gestação, geralmente após excesso de exercício.

Quando ocorre, o músculo deve ser massajando, podendo-se aplicar calor no local.

Cloasma gravídico
- manchas no rosto - asa de borboleta no rosto

Manchas escuras na pele podem ocorrer durante a gestação. Essas costumam diminuir em até 6 meses após o parto, entretanto em algumas mulheres persistem.

São manchas semelhantes àquelas que ocorrem pelo uso de anticoncepcional oral. Gestantes que apresentam essas manchas devem evitar a exposição ao sol.

Estrias

As estrias são resultado da distensão dos tecidos. Modo eficaz de preveni-las não existe. Não engordar muito é importante para diminuir sua incidência, entretanto existe predisposição individual a apresentar estrias.

Ainda que controverso, recomenda-se massagem com substâncias oleosas nos tecidos mais propensos a estrias (abdômen, seios e coxas).

Seu médico poderá lhe indicar um creme para massajar a pele.

Sobre o mamilo não devem ser aplicados cremes. As estrias são inicialmente arroxeadas e com o tempo ficam branquicentas.



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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
Endometriose-pode levar a infertilidade

Endometriose

Endometriose é uma condição comum na qual o endométrio prolifera e se espalha para fora do útero, podendo então implantar-se nos ovários e em outros órgãos pélvicos e causar infertilidade. No entanto, esta situação é com frequência relativamente benigna e muitas mulheres engravidam normalmente sem a que doença tenha sido diagnosticada. A causa da endometriose é desconhecida, mas tem sido sugerido que é uma doença de angiogénese (a formação de novos vasos sanguíneos) porque, nesta situação o endométrio e as placas endometrióticas, parecem ter uma actividade maior do que o endométrio normal.

Acredita-se que a endometriose compromete a fertilidade por causar obstrução mecânica através de adesões pélvicas, anatomia distorcida e lesão ovárica ou tubária. Além disso, o processo ovulatório e a captura do óvulo podem ser perturbados. A figura seguinte descreve localizações comuns de endometriose.

Localizações comuns de endometriose



Tipos de Endometriose

Existem alguns sistemas diferentes de classificação da endometriose. O mais amplamente usado é o da Sociedade Americana de Fertilidade (American Fertility Society), no qual a endometriose é classificada em quatro fases: mínima, leve, moderada e grave, dependendo da extensão da proliferação e do grau de áreas de cicatrizarão e de adesões associadas.

Os sintomas de endometriose podem incluir períodos menstruais difíceis, dolorosos e prolongados. No entanto, há pouca correlação entre a gravidade dos sintomas e a extensão da doença. Algumas pacientes com endometriose extensa podem não apresentar quaisquer sintomas. O tratamento da endometriose depende de sua gravidade, se causa infertilidade e causa sintomas. Vários tratamentos estão disponíveis, incluindo cirurgia e tratamento com medicamentos.

Tratamento de Endometriose

* Se a paciente está infértil na sequência de endometriose grave, pode ser necessária cirurgia para remover os tumores endometriais e as adesões livres. A cirurgia a laser pode ser utilizada nestes casos mas naturalmente requer equipamento especializado e caro. Tem a vantagem de ser um método muito preciso ao mesmo tempo que reduz o risco de formação posterior de adesões. . A principal vantagem da cirurgia em geral é que se for bem sucedida, a concepção é possível dentro de poucas semanas após a operação.

* Se a paciente é infértil, mas a endometriose é leve ou moderada, o especialista pode recomendar uma tentativa de tratamento clínico antes de uma cirurgia de complicada ser realizada. Uma vez que deriva do endométrio normal, a endometriose é hormono-dependente. O tratamento clínico, portanto, depende de supressão da secreção de hormona feminina por um período de até 6 meses com medicamentos, tais como análogos da hormona libertadora de gonadotrofinas. Durante o período de supressão, a endometriose regride, mas infelizmente todos os tratamentos actualmente existentes impedem a concepção. O principal problema da terapêutica com medicamentos supressores é o período de tempo que demora (um problema importante para mulheres inférteis mais velhas) e o facto de que os efeitos colaterais desconfortáveis 'da menopausa' poderem ocorrer durante o tratamento.

Em mulheres inférteis com endometriose grave, que não respondem a uma tentativa de tratamento com medicamentos e para as quais a cirurgia está contra-indicada, a melhor opção pode ser usar uma técnica de reprodução assistida, tal como superovulação e inseminacção intra-uterina (intrauterine insemination, IUI), passando depois para fertilização in vitro (in vitro fertilisation, FIV).



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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Diabetes gestacional

Cuidados com a mãe e o bebê devem ser redobrados

Apesar do diabetes gestacional ser considerado uma situação de gravidez de alto risco, os cuidados médicos e o envolvimento da gestante possibilitam que a gestação corra tranqüilamente e que os bebês nasçam no momento adequado e em boas condições de saúde.

Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença. "O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é diagnosticada, pela primeira vez, durante a gravidez. Pode atingir até 7% das grávidas, mas não impede uma gestação tranqüila, quando é diagnosticado precocemente e recebe acompanhamento médico, durante a gestação e após o nascimento do bebê", explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, directora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Várias são as mudanças metabólicas e hormonais que ocorrem na gestação. Uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar - ou até mesmo bloquear - a acção da insulina materna. Para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o próprio corpo compensa o desequilíbrio, aumentando a fabricação de insulina. Entretanto, nem todas as mulheres reagem desta maneira e algumas delas desenvolvem as elevações glicêmicas características do diabetes gestacional. Por isso, é tão importante detectar o distúrbio, o mais cedo possível, para preservar a saúde da mãe e do bebê. "O tratamento do diabetes gestacional tem por objectivo diminuir a taxa de macrossomia – os grandes bebês filhos de mães diabéticas – evitar a queda do açúcar do sangue do bebê ao nascer e diminuir a incidência da cesareana”, explica a médica. Para a mãe, além de aumento do risco de cesareana, o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente pode ser detectado pelo aparecimento de um inocente inchaço das pernas, mas que pode evoluir para a eclâmpsia, com elevado risco de mortalidade materno-fetal e parto prematuro.

Diante de tantos riscos potenciais, é essencial que as futuras mamães façam exames para ver a taxa de açúcar no sangue durante o pré-natal. "As grávidas devem fazer o rastreamento do diabetes entre a 24ª e a 28ª semana de gestação", diz a endocrinologista. Mulheres que integram o grupo de risco do diabetes devem fazer o teste de tolerância glicêmica, antes, a partir da 12ª semana de gestação. "Os exames são fundamentais para um diagnóstico preciso, porque os sintomas da doença não ficam muito claros durante a gravidez. Muitos sintomas se confundem com os da própria gestação, como vontade de urinar a todo momento, sensação de fraqueza e mais apetite", recomenda Ellen Paiva.

Importância da terapia nutricional

Diagnosticado o diabetes gestacional, a gravidez precisa ser cercada de novos cuidados. "O controle da alimentação, por exemplo, deve ser feito com a ajuda de um profissional capacitado. Dietas mal elaboradas podem interferir no desenvolvimento do feto. Dietas abaixo de 1200 Kcal/dia ou com restrição de mais de 50% do metabolismo basal não são recomendadas, pois estão relacionadas com desenvolvimento de cetose", diz a médica.

A terapia nutricional é um aliado importante. Para muitas mulheres é suficiente para manter a glicemia dentro dos valores recomendados pelo médico. "Na gravidez, a mulher deve ganhar um mínimo de peso, em geral entre 10 e 12 quilos, para mulheres que estão com o peso adequado. Suas escolhas alimentares devem ser saudáveis. Será necessário relembrar os conhecimentos básicos de nutrição. Por isso, a orientação de um nutricionista é recomendável", explica Ellen Paiva.

Dentre os objectivos da terapia nutricional deve constar, também, um limite para ganhar peso, recomendado às mulheres obesas. Isso é imprescindível, porque é mais freqüente que mulheres obesas desenvolvam diabetes durante a gestação. "O ganho de peso máximo recomendado para essa situação é de mais ou menos 7kg”, diz a directora do Citen. A dieta pode ser acompanhada de exercícios leves como nadar ou caminhar.

Terapia insulínica

Caso haja dificuldade para atingir resultados satisfatórios do controle da glicemia somente com a dieta, há ainda a terapia insulínica, como uma alternativa de tratamento. "O tratamento com insulina está, em geral, indicado quando as taxas de glicose em jejum ficam acima de 105 mg/dl e as taxas de glicose medidas 2 horas após as refeições acima de 130 mg/dl", explica a endocrinologista Ellen Paiva.

É comum haver a necessidade de aumento das doses de insulina no final da gravidez, a partir do terceiro trimestre, porque a resistência à insulina, geralmente, aumenta neste período. No terceiro trimestre da gravidez, os níveis baixos de glicose que levariam à hipoglicemia são raros. Contudo, grávidas que usam insulina correm o risco de apresentar hipoglicemia. "Para prevenir os incômodos sintomas de uma crise de hipoglicemia, a gestante deve seguir o seu planeamento alimentar, respeitar os horários das refeições e fazer adequações necessárias em sua alimentação, quando for praticar algum tipo de exercício", recomenda a endocrinologista.

Controle da doença

Após o parto, geralmente o diabetes desaparece, mas essas pacientes têm grande risco de sofrerem o mesmo transtorno em gestações futuras e 20-40% de chance de se tornarem definitivamente diabéticas nos próximos 10 anos. "Além das complicações no pós-parto imediato, estudos demonstraram que os fetos macrossômicos têm risco aumentado de desenvolverem obesidade e diabetes durante a adolescência, por isso, os cuidados com a alimentação prosseguem após o parto, para mãe e filho", recomenda Ellen Paiva.



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