Quinta-feira, 27 de Junho de 2013
Gravidez: A quem se destina o Rastreio Pré-Natal?
A saúde da mãe e do feto devem ser acompanhadas durante toda a gravidez. Sob o ponto de vista médico, o período de gravidez é dividido em 3 trimestres e o 1º trimestre é de grande importância, é o período indicado para realização do Rastreio Pré-Natal (Rastreio Combinado do 1º trimestre). 


É no primeiro trimestre que se pode detetar e reduzir muitos problemas de saúde que se identificam na mãe e no feto. A realização no 1º trimestre deste rastreio permite às mulheres grávidas sentirem que têm uma gravidez segura, e em situação de existir algum problema, podem precocemente aconselhar-se com o seu médico. 


Segundo a Fetal Medicine Foundation (FMF), entidade que promove a investigação na área da medicina fetal, o rastreio combinado do 1º trimestre tem uma taxa de deteção de 97% (em conjunto com a ecografia), com 3% de falsos positivos.


O que é o Rastreio Pré-Natal - Rastreio Combinado do 1º trimestre?


O Rastreio Pré-Natal – Rastreio Combinado do 1º Trimestre é um rastreio precoce, que tem por objetivo avaliar o grau de risco para a existência no feto da Trissomia 21 (Síndrome de Down), Trissomia 18 (Síndrome de Edwards) e Trissomia 13 (Síndrome de Patau).


Permite uma deteção de 97% dos casos, para percentagens de falsos positivos de 3%, sendo um elemento da máxima importância a ter em conta pelo casal, na decisão de fazer, ou não, uma amniocentese. A amniocentese consiste na obtenção de uma amostra de líquido amniótico, através de uma punção na parede abdominal da mãe guiada por uma ecografia para que o especialista possa dirigir a agulha com precisão, sem risco de lesionar o feto ou a placenta. Este exame é normalmente efetuado sob a prévia administração de anestesia local. O líquido amniótico contém células do bebé, as quais permitirão, após algum tempo de cultura, o estudo dos cromossomas.


Este rastreio combina a informação do exame ecográfico e o exame bioquímico.


Em que consiste o exame ecográfico e o exame bioquímico?


O Exame ecográfico permite determinar com exatidão, a idade gestacional através do comprimento crâneo-caudal (CCC/CRL), permite medir com exatidão o espaço subcutâneo localizado sobre a nuca do feto (translucência da nuca -TN/NT) e avaliar a presença do Osso Nasal (ON/NB).


No que concerne ao exame bioquímico, este permite o doseamento de duas substâncias presentes no sangue materno, a PAPP-A (Proteína Plasmática A Associada à Gravidez) e a ß-HCG livre (Subunidade ß livre da Hormona Gonadotrófica Coriónica), ambas com grande sensibilidade e especificidade para o despiste das anomalias referidas.


A quem se destina este exame?


O risco da Trissomia 21 (Síndrome de Down), tal como da Trissomia 18 e 13, aumenta com a idade materna, sobretudo a partir dos 35 anos, sendo, no entanto frequente encontrar mulheres jovens com filhos portadores de Síndrome de Down. A Fetal Medicine Foundation (FMF) aconselha que se realize o cálculo de risco no 1º trimestre a todas as grávidas, independentemente da sua idade. Se considerarmos apenas a idade materna (> 35anos), como critério para despistar aneuploidias, esta permitirá apenas a deteção de cerca de 30% dos casos.


No caso de ser considerada a idade materna e o exame ecográfico do 1º trimestre, estes permitem, em conjunto, uma deteção de cerca de 75% dos casos. Ao considerar a idade materna, o exame ecográfico e o exame bioquímico (Rastreio Combinado do 1º trimestre), consegue-se uma deteção de cerca de 95 a 97% dos casos.


Num próximo artigo vamos abordar a questão de quando deve ser efetuada a realização do Rastreio Pré-Natal - Rastreio Combinado do 1º trimestre, bem como quais os principais métodos atualmente existentes de diagnóstico.


Por Germano de Sousa

fonte:http://saude.sapo.pt/s


publicado por adm às 23:09
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Sexta-feira, 21 de Junho de 2013
Suplemento de ferro na gravidez previne baixo peso do bebê ao nascer

Mulheres que tomam suplementos de ferro ao longo da gravidez têm um risco menor de dar à luz bebês com baixo peso. Essa é a conclusão de um novo estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que encontrou uma relação entre níveis adequados do nutriente em gestantes e recém-nascidos mais pesados. 


Segundo os pesquisadores, esse benefício vale para quem faz uso de até 66 miligramas por dia de suplementos de ferro. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que gestantes tomem 60 miligramas de ferro por meio de suplementos todos os dias.

A deficiência em ferro é a mais comum no mundo e também a principal causa de anemia na gravidez. Esse problema atingiu 32 milhões de mulheres grávidas no mundo em 2011, principalmente em países de baixa e média renda.

 

Deficiência perigosa — Pesquisas anteriores já associaram níveis insuficientes de ferro na gravidez a um maior risco de parto prematuro, mas nenhum estudo consistente relacionou a insuficiência do nutriente a outros aspectos do nascimento, como por exemplo, o peso do bebê.

Diante disso, uma equipe de pesquisadores americanos e ingleses analisou os resultados de 92 estudos sobre o assunto que, ao todo, envolveram quase dois milhões de mulheres. Os autores concluíram que gestantes que fazem uso de suplementos de ferro apresentam níveis maiores de hemoglobina no sangue do que aquelas que não tomam suplementos. Elas, portanto, correm menos risco de sofrerem de anemia. Os pesquisadores não encontraram, porém, relação entre suplementação de ferro e um menor risco de parto prematuro.

"Nossos achados sugerem que o uso de suplementos de ferro por mulheres durante a gravidez pode ser uma estratégia preventiva para a saúde hematológica materna e o peso do bebê ao nascer", escreveram os autores no artigo, que foi publicado nesta quinta-feira no periódicoBritish Medical Journal (BMJ).

fonte:http://veja.abril.com.br/



publicado por adm às 23:29
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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
Excesso de peso da grávida aumenta possibilidade de parto prematuro

O excesso de peso ou obesidade da grávida aumentam as possibilidades de nascimentos prematuros e quanto mais peso maior pode ser a prematuridade, revelou um especialista envolvido numa investigação sobre o assunto.

Eduardo Villamor, professor associado de epidemiologia na Universidade de Michigan, participou num estudo dirigido por Sven Cnattingius, do Instituto Karolinska em Estocolmo, na Suécia, publicado na terça-feira na revista Journal of the American Medical Association.

A investigação analisou 1,6 milhões de partos na Suécia entre 1992 e 2010.

“Este é um estudo único que nos permitiu observar a relação entre a obesidade ou excesso de peso da mãe no momento de começar a gestação e o risco de haver um nascimento pré-termo”, disse Villamor à agência noticiosa espanhola EFE, numa conversa por telefone.

O investigador indicou que “as conclusões permitem associar a obesidade a um aumento do risco de nascimentos pré-termo”, adiantando que “a relação é especialmente forte nos nascimentos pré-termo classificados como ‘extremamente prematuros’”, ou seja, “entre a 22.ª e a 27.ª semana de gestação”.

O nascimento prematuro aumenta a mortalidade infantil, a morbilidade neonatal e a incapacidade a longo prazo e, quanto mais precoces os partos, maiores são os riscos para a criança.

“A obesidade materna substituiu o tabagismo como uma das principais causas de uma gravidez com resultados deficientes”, disse Villamor.

A investigação mostrou que à medida que aumenta o índice de massa corporal (IMC) também aumenta a probabilidade de um parto prematuro, em comparação com os nascimentos em mulheres de peso normal.

Entre as mulheres com um IMC de 35 a 40 ou mais de 40 as probabilidades de partos extremamente prematuros aumentavam para o dobro, segundo a EFE.

fonte:Lusa



publicado por adm às 23:30
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Sábado, 1 de Junho de 2013
Grávidas vão passar a receber suplemento de iodo

Os estudos mais recentes revelam que as grávidas têm falta de iodo, que pode ter implicações nas capacidades intelectuais das crianças.

Os médicos vão passar a prescrever um suplemento de iodo às grávidas portuguesas. A confirmação foi feita à Renascença pelo director-geral de Saúde, Francisco George.

Os estudos mais recentes revelam que as grávidas têm falta de iodo, que pode ter implicações nas capacidades intelectuais das crianças. Uma falha que pode ser compensada com um suplemento que vai ser produzido pelo laboratório português Bial.

À margem da cerimónia de comemoração do Dia Mundial da Criança, que decorreu no Hospital de D. Estefânia, Francisco George destacou também a necessidade dos pais cumprirem o programa de vacinação das crianças, sob pena de sermos confrontados com o regresso de algumas doenças de que já pouco ouvimos falar.

O Plano Nacional de Vacinação vai ser alterado daqui a alguns meses, vai ter um novo calendário e incluir uma nova vacina contra a Meningite B.

fonte:http://rr.sapo.pt/




publicado por adm às 22:24
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