Domingo, 3 de Julho de 2011
Grávidas de férias

Os bebés nascem quando querem, e as urgências aparecem sem prévio-aviso



Estar grávida não significa perder o direito a uns dias passados na praia ou no campo. Todavia, dependendo do tempo de gravidez, existem alguns cuidados que deve ter antes de partir, de "armas e bagagens", para o local eleito para esses dias de lazer.
A gravidez não tem por que alterar a atitude de viajar, no entanto, é importante considerar que tipo de infra-estruturas sanitárias tem o lugar escolhido para desfrutar as férias, o meio que vai utilizar para viajar e a distância até ao local.
Como várias vezes temos referido, estar grávida não é estar doente. Contudo, a gravidez implica cuidados suplementares. Antes de partir para férias é aconselhável conversar com o seu médico sobre o tema. Se já se encontra no terceiro trimestre, é natural que o seu médico não aconselhe a que viaje para o estrangeiro ou para locais onde o acesso a um hospital ou maternidade seja precário. Não deve esquecer que muitas vezes as urgências aparecem sem aviso prévio.

Nascimentos fora da hora
Se, na altura de iniciar as suas férias, estiver na semana 38 e se o seu bebé decidisse nascer, já pesaria entre 2,5 e 3 quilos. Com esse peso e se a gravidez decorreu de forma saudável, provavelmente, não apresentaria qualquer complicação. Contudo, é possível que o bebé não nasça onde tinha planeado. Se já completou a semana 28 e o bebé resolvesse nascer, por exemplo, na semana 30, o bebé seria prematuro. Pesaria cerca de um quilo a um quilo e meio, e neste caso seria imprescindível contar com uma bom equipamento de saúde tanto no campo obstétrico como neonatológico.
Se nascesse prematuro, o bebé deveria permanecer internado, no local onde nascesse, não menos de 30 a 60 dias (de acordo com o peso ao nascer), até alcançar o peso adequado.
Por tudo isto, consideramos que viajar para o estrangeiro pode ser um risco nesta fase da gravidez. Se nascesse no estrangeiro, provavelmente, teria de permanecer no país de nascimento, para acompanhar o bebé prematuro até à sua alta.

Estar grávida não é estar doente. Contudo, a gravidez implica cuidados suplementares. Antes de partir para férias é aconselhável conversar com o seu médico sobre o tema

Acompanhar a gravidez
Se pensa viajar para o interior do país, consulte o seu Centro de Saúde ou a sua Seguradora, onde tem o seu seguro de saúde, para se certificar que o lugar escolhido tem cobertura médica, e como fazer no caso de uma emergência. Se viaja para o estrangeiro, também deverá assegurar-se com a cobertura da Segurança Social ou seguro médico.
São muito poucos os sistemas de saúde que oferecem cobertura estando no estrangeiro, e quando o fazem, geralmente, restringem-se aos países limítrofes, ou aplicam restrições de acordo com as semanas de gestação (geralmente cobrem só a primeira metade da gravidez). Para algumas companhias de seguros, a gravidez é considerada como uma doença pré-existente.
Se não tem cobertura, é importante que antes de viajar faça um seguro de saúde de viagem. Não são muito baratos, mas no caso de serem necessários, o benefício será muito maior do que o custo.

Em viagem
Se a gravidez é normal e controlada, uma viagem não tem por que aumentar os riscos que toda a gravidez implica. Se a gravidez é considerada de risco, terá que analisar junto com o seu obstetra o que é mais conveniente.
Se vai viajar de automóvel, é aconselhável que evite as horas de calor. Inicie a viagem de manhã cedo ou ao fim da tarde. A cada duas ou três horas faça uma paragem no caminho para andar um bocado, e ir à casa de banho. Aproveite também para tomar uma bebida fresca.
A viagem é o início das suas férias e não apenas um meio para chegar ao destino. Se vai viajar de avião, saiba que as viagens de avião durante a gravidez, se tomadas algumas precauções, não têm contra-indicações do ponto de vista médico. Todavia, saiba que uma das particularidades dos assentos da classe económica é o escasso espaço entre as filas.
Estas características obrigam-nos muitas vezes a permanecer sentadas sem nos levantarmos do assento, devido à escassez de espaço ou para não incomodar os outros passageiros. E esta atitude pode ser prejudicial para a saúde. Tente fazer a sua viagem em aviões com cabinas pressurizadas (todos os jactos de linhas programadas as têm) para evitar os efeitos da falta de oxigénio. Contudo, ainda que deva ser mais cuidadosa, nenhuma destas condições impede realizar uma viagem de avião. Seguindo uma série de medidas simples, poderá viajar cómoda e segura.
Se vai viajar de combóio, escolha um local perto da carruagem restaurante, assim poderá tomar uma bebida ou as refeições sem ter de percorrer um longo percurso com o combóio em movimento.
Se pensa fazer um cruzeiro, deve discutir bem com o seu obstetra essa opção, especialmente se é a sua primeira viagem num navio.

Veja como:
- Trate de chegar cedo ao aeroporto , e quando fizer o check in avise o funcionário que está grávida, o funcionário da companhia certamente lhe oferecerá a melhor localização possível.
- Não permaneça sentada durante toda a viagem. Levante-se a cada duas ou três horas e percorra o corredor do avião para estirar as pernas.
- Se as hospedeiras estão a ocupar o corredor com os carros da alimentação, permaneça parada ao lado do seu assento, mova suavemente as pernas, especialmente os dedos dos pés, e realize movimentos de rotação com os pés (duas a três sessões de 10 a 15 movimentos). Estes exercícios estimulam a circulação nas pernas e impedem que o sangue tenda a formar coágulos.
- Durante o voo, recomenda-se beber água, já que a humidificação das cabinas dos aviões é bastante escassa. Beba uma boa quantidade de água ou bebidas sem álcool. A desidratação afecta os mecanismos de coagulação do sangue.

fonte:http://familia.sapo.pt/



publicado por adm às 15:45
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