Domingo, 1 de Janeiro de 2012
Engravidar aos 20, aos 30 e aos 40… Descubra as diferenças!

Engravidar aos 20 anos

De uma perspectiva puramente biológica, o melhor é começar a tentar engravidar antes dos 35 anos. No entanto, na sociedade actual, este está longe de ser o único critério a ter em consideração quando o assunto é a maternidade/paternidade. Cada vez mais as mulheres/casais planeiam uma gravidez em função da sua estabilidade profissional, financeira e até emocional (pelo que a idade média em que as mulheres têm o primeiro filho tem vindo a aumentar). Neste processo de decisão, é importante estar a par do quanto a idade pode afectar a sua fertilidade, bem como dos prós e contras de ser mãe aos 20, aos 30 ou aos 40. A revista Fitness e a Clearblue falam-lhe das diferenças...

A idade é a sua maior aliada. O seu jovem organismo está programado para conceber e, provavelmente, ainda o estará quando decidir avançar para o segundo filho!
Em média, um casal jovem e saudável na casa dos 20 anos tem entre 20 a 25% de probabilidades de conceber em qualquer ciclo menstrual! E se, aos vinte e poucos, as probabilidades rondam os 100%; nos mais tardios 20 são de 94%. Nesta faixa etária, episódios de infertilidade inexplicada não são expectáveis e a ocorrência de barreiras à concepção como miomas e/ou endometriose é menos habitual.

Prós
A jovialidade e energia do seu organismo permitem-lhe viver uma gravidez mais saudável e menos ensombrada por preocupações como o risco de aborto espontâneo, anomalias nos cromossomas, hipertensão, diabetes, nascimentos prematuros e outros. Deste ponto de vista, nesta fase, uma gravidez é mais fácil.
Do alto dos seus enérgicos vinte e poucos anos, também é provável que tenha mais “garra” para enfrentar noites sem dormir e ainda ser capaz de “funcionar” no dia seguinte.

Contras
Por outro lado, nesta altura ainda não usufrui da estabilidade profissional e financeira desejável para levar por diante a educação de uma criança. Um filho exige muito mais tempo, atenção, dedicação e dinheiro do que normalmente temos (e até do que estamos dispostos a dar) nesta fase da vida. Pois é, terá que aprender a repartir o seu (precioso e já escasso) tempo livre. Ou seja, programas sociais, como noitadas, férias “selvagens” ou simples idas ao cinema, ficarão bem mais condicionados durante algum tempo, e, acredite, esta gestão de tempo acaba por se revelar muito difícil no dia-a-dia, estando até na origem de tensões familiares. Afinal, ainda tem muitas aventuras pela frente…
Mas, mantenha a perspectiva, quando estiver na casa dos 40, os seus filhos já são mais independentes e o seu sentido de liberdade já poderá ser retomado.

 

Engravidar aos 30

De uma perspectiva puramente biológica, o melhor é começar a tentar engravidar antes dos 35 anos. No entanto, na sociedade actual, este está longe de ser o único critério a ter em consideração quando o assunto é a maternidade/paternidade. Cada vez mais as mulheres/casais planeiam uma gravidez em função da sua estabilidade profissional, financeira e até emocional (pelo que a idade média em que as mulheres têm o primeiro filho tem vindo a aumentar). Neste processo de decisão, é importante estar a par do quanto a idade pode afectar a sua fertilidade, bem como dos prós e contras de ser mãe aos 20, aos 30 ou aos 40.

Há quem diga que é a idade de ouro da mulher e a verdade é que, nesta altura, a viabilidade de engravidar de forma natural é definitivamente boa!
No entanto, é bom que saiba que é muito mais fácil engravidar no início dos 30 do que no final - 30% das mulheres com 35 anos, com actividade sexual regular, demoram mais de um ano para conceber… Por isso, é melhor não atrasar muito a decisão, em particular se quer ter mais do que um filho.

Prós
As jovens mamãs na casa dos 30 também exibem maior capacidade de resistência e resiliência, qualidades bem úteis à condição de mãe. Todas as pessoas são diferentes, é certo, mas, na generalidade, conhecemo-nos melhor aos 30 do que aos 20, e também somos um pouco mais flexíveis do que aos 40 (a nossa infância já está muito longe!).
Em princípio, em termos profissionais e financeiros, esta também será uma boa altura para apostar no projecto maternidade – interromper a carreira para ter um filho já não será tão complicado, pois já teve oportunidade de mostrar o que vale e marcar a sua posição no mundo do trabalho.
Emocional e socialmente já soma algumas vivências (se calhar não tantas quanto gostaria, mas boas) pelo que o sentimento de “o que deixamos por fazer” (seu e do pai da criança) será menos penoso.

Crontras
A partir dos 35 anos a probabilidade de surgirem complicações associadas à gravidez aumenta. E estas complicações podem passar pelo desenvolvimento de uma gravidez ectópica, placenta prévia, nascimentos prematuros, entre outras. Esta é também a idade charneira para outro tipo de preocupações decorrentes de alterações genéticas dos cromossomas, que estão na causa de doenças como a Sindroma de Down (Trissomia 21), a Sindroma de Patau (Trissomia 18) ou a Sindroma de Edward (Trissomia 13). Mas o avanço da medicina já possibilita a realização de exames de diagnóstico para este tipo de situações, como a amniocentese (recolha de uma quantidade de líquido amniótico que rodeia o feto) ou a biopsia das vilosidades coriónicas (recolha e análise de uma pequena amostra de tecido da sua placenta).
Não há uma causa científica estabelecida, mas as estatísticas revelam que é também a partir desta faixa etária que aumentam os partos por cesariana. Tal pode ser atribuído ao facto de, em parte, os médicos tenderem a assumir que mulheres com mais idade precisam de mais cuidados, mesmo que a sua gravidez tenha decorrido na normalidade.

Sabia que…
… Se está a tentar conceber depois dos 35 anos a probabilidade de ter uma gravidez múltipla aumenta? Estranho? Pois é, na verdade, quanto mais a idade passa, maior é a probabilidade de conceber gémeos não-idênticos. Há uma explicação científica: como, com a aproximação da menopausa, os ovários têm menos óvulos viáveis, o seu organismo produz mais hormonas folículo estimulantes para desencadear a ovulação. Tanto esforço, não raras vezes, origina dois óvulos que podem ser fertilizados e implantados no útero. O resultado? Gémeos não-idênticos.

… Em termos comparativos, os homens conseguem manter-se “férteis” por muito mais tempo do que as mulheres. Ainda que a fertilidade masculina também diminua com a idade, no caso deles, isto acontece de forma mais gradual. No entanto, a proporção de homens com problemas na qualidade do esperma aumenta com a idade, o que pode afectar a saúde das crianças que podem vir a conceber.

 

Engravidar aos 40

As razões para ter chegado a esta idade sem ter apostado num filho podem ser de vária ordem: apostar na carreira profissional, ter maior estabilidade económica, ou, até, tão simplesmente, esperar pelo par ideal. Seja qual for a razão, os 40 já chegaram e você quase nem deu por isso.

Será que deixou para muito tarde? Não! Felizmente há muitas mulheres a engravidar com 40 anos ou mais. Mas não há como negar que, nesta idade, as probabilidades de concepção são menores do que seriam há uns anos atrás! Depois, importa esclarecer que as taxas de sucesso também dependem do quão nos 40 está! Ou seja, se é uma recém-chegada à "ternura dos 40", tem cerca de 40% de probabilidade de conceber de forma natural; se já conta os 45, esta percentagem cai para os 5%.
Isto acontece porque uns 15 anos antes de a menopausa aparecer, o número e a qualidade dos óvulos começa a declinar. Também eles já sentem o peso da idade e, como tal, podem estar mais doentes ou, pelo menos, não tão saudáveis.

Prós
A maior vantagem de esperar até aos 40 para ter filhos é que está mais preparada para eles: emocional e financeiramente!
Por esta altura, já é capaz de tratar a vida por tu e já desenvolveu uma competência básica: “colocar tudo em perspectiva”. Assim, estará menos preocupada com as suas próprias necessidades, e dedicar-se ao seu filho/a, fá-la sentir-se mais feliz!
Mais autónoma e confiante, será mais fácil (ou melhor, menos difícil) tomar sábias decisões em relação à educação e saúde dos seus filhos, pois sabe exactamente o que quer para eles. Por exemplo, terá mais noção da importância de adoptar hábitos e estilos de vida saudáveis (para si e para os seus filhos), pelo que até é mais provável que vá optar pela amamentação, o que é muito bom para a sua saúde e a do seu bebé.

Contras
Os desafios também são maiores, já que vai necessitar de alguns cuidados extra durante a sua gravidez. Por questões de saúde, é natural que o seu médico classifique a sua gravidez como de alto risco, o que pode parecer alarmante, mas na realidade pode apenas significar que vai receber todos os cuidados necessários para garantir o seu bem-estar e do seu bebé.
Depois dos 40 aumentam as probabilidades de desenvolver diabetes gestacional, pré-eclampsia e hipertensão. Os riscos de placenta prévia e/ou de um descolamento prematuro da placenta também estão "à espreita".
O parto, em si, poderá ser mais difícil, pois há um maior risco de ter que ser provocado ou de o médico ter que recorrer a fórceps, ventosas, ou mesmo realizar cesariana. Com maior frequência, o seu bebé tenderá a apresentar-se numa posição desconfortável, nascer com baixo peso ou prematuro.
Tal como acontece a partir dos 35, as alterações genéticas também são mais frequentes numa gravidez “tardia”. Infelizmente, o risco deste tipo de anomalias também se repercute na probabilidade de aborto espontâneo.

De facto, à primeira vista, esta lista de preocupações para mães “quarentonas” parece um tanto ou quanto vasta e desanimadora. Mas lembre-se que há muitas mulheres na casa dos 40 que têm gestações sem problemas e bebés perfeitamente saudáveis.

Sabia que…
… Se está a tentar conceber depois dos 35 anos a probabilidade de ter uma gravidez múltipla aumenta? Estranho? Pois é, na verdade, quanto mais a idade passa, maior é a probabilidade de conceber gémeos não-idênticos. Há uma explicação científica: como, com a aproximação da menopausa, os ovários têm menos óvulos viáveis, o seu organismo produz mais hormonas folículo estimulantes para desencadear a ovulação. Tanto esforço, não raras vezes, origina dois óvulos que podem ser fertilizados e implantados no útero. O resultado? Gémeos não-idênticos.

… Em termos comparativos, os homens conseguem manter-se “férteis” por muito mais tempo do que as mulheres. Ainda que a fertilidade masculina também diminua com a idade, no caso deles, isto acontece de forma mais gradual. No entanto, a proporção de homens com problemas na qualidade do esperma aumenta com a idade, o que pode afectar a saúde das crianças que podem vir a conceber.

fonte:http://mulher.sapo.pt/b



publicado por adm às 20:04
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