Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Gravidez de alto risco...quando e porquê?

São vários os factores que podem determinar que a gravidez seja considerada uma gravidez de alto risco. Entre os factores mais comuns destacam-se a idade dos progenitores, os antecedentes familiares com qualquer anomalia genética ou malformação, ou a exposição materna a factores teratógenos.

Pode ainda considerar-se de risco uma gravidez em que existam antecedentes de abortos espontâneos repetidos, ou algumas doenças crónicas, como a diabetes, a epilepsia, a artrite reumatóide, doenças dos rins e da tiróide ou cardiopatias, e ainda, complicações da própria gravidez, como por exemplo, a detecção de hidrâmnios. Escusado será dizer que uma gravidez gemelar é também considerada uma gravidez de risco.

Prevenção pré-concepcional
A prevenção inicia-se com uma primeira consulta pré-concepcional. Nesta consulta, para além de uma observação clínica ao casal e do conhecimento de toda a sua história clínica e das dos seus antecedentes familiares, bem como o conhecimento de doenças crónicas, degenerativas ou genéticas de tios ou primos, o médico mandará realizar os exames necessários para verificar a saúde dos candidatos a pais.

Quando a idade materna é superior a trinta e cinco anos e como as estatísticas nos dizem que existe uma relação directa entre a idade materna e a probabilidade de o feto ser afectado por alguma anomalia cromossómica, como por exemplo a síndrome de Down – que afecta 1 em cada 250 recém-nascidos quando a idade materna se situa entre os 35 e os 40 anos de idade, e afecta 1 em cada 50 nascimentos quando a idade materna ultrapassa os 40 anos – o médico poderá, mandar realizar testes genéticos se os achar convenientes.

“Uma gravidez de alto risco é acompanhada regularmente através de análises à urina e ao sangue materno”

Prevenção na gravidez
Uma gravidez de alto risco é acompanhada regularmente através de análises à urina e ao sangue materno, permitindo assim ao médico a detecção de quaisquer substâncias cuja presença ou concentração anómalas indiquem que algo não está a correr devidamente como feto. Estas análises permitem detectar, por exemplo, se existe uma concentração elevada de alfa-fetoproteína, que indicia que o bebé pode estar afectado por espinha bífida, anencefalia ou quaisquer outras anomalias fetais.

Todavia, se existe uma baixa concentração de alfa-fetoproteína pode indiciar que o bebé pode sofrer de síndrome de Down. Estas análises bioquímicas associadas ao exame ecográfico das 12 semanas permite dar um diagnóstico integrado no primeiro trimestre da trissomia 13,18 e 21 com elevado grau de fiabilidade.

É também possível detectar a presença do ácido fenilpirúvico na urina materna, que indicia que o feto se encontra afectado por fenilcetonúria. Para melhor controlo, nas gravidezes de alto risco, costuma-se recorrer a um maior número de ecografias que permitem controlar o desenvolvimento fetal e detectar a eventual presença de malformações, como uma anencefalia, hidrocefalia, entre outras. Sempre que necessário e se houver suspeita de uma malformação cardíaca, o médico solicitará uma ecocardiografia, para determinar a posição e os limites da silhueta cardíaca e das válvulas do coração.

As técnicas de diagnóstico
Sempre que o médico suspeita que possa existir alguma anomalia, entre a 14ª e 16ª semanas da gravidez, pode realizar uma amniocentese para verificar a saúde do feto e, em caso de existir alguma alteração grave, poder decidir com os pais a interrupção da gravidez ou a sua continuidade. Este exame permite realizar um estudo bioquímico com que obterá o diagnóstico de quaisquer transtornos metabólicos congénitos.

Permite também o estudo cromossómico das células fetais e o diagnóstico de alterações genéticas ou cromossómicas, como por exemplo a síndrome de Down. Os resultados deste estudo podem levar cerca de duas semanas. Se o médico necessitar de resultados com maior rapidez, embora não tenham a fiabilidade da amniocentese, pode mandar realizar, a partir da 10ª semana, uma biópsia das vilosidades coriónicas.

A biópsia das vilosidades coriónicas permite a realização de um estudo cromossómico, molecular e do ADN da célula, o que possibilita o diagnóstico de alterações cromossómicas, problemas metabólicos congénitos, hemoglobinopatias e distrofias musculares hereditárias. Os resultados, muito embora dependam da alteração considerada, são conhecidos em oucos dias.

Prevenção no parto
No caso da mãe ter uma doença sexualmente transmissível como, por exemplo, síndrome de imunodeficiência adquirida, para além de um acompanhamento efectivo à mulher no que respeita à sua própria medicação, é em geral aconselhado que o parto seja cirúrgico para diminuir a hipótese de transmissão ao bebé. Esta medida é também aconselhada para outras doenças como a sífilis.

Também no caso das gravidezes gemelares, o médico pode decidir que o parto seja cirúrgico e até que a gravidez não chegue a termo, sempre e quando existir sofrimento fetal. Em qualquer caso, todas as gravidezes de risco e alto risco têm um maior acompanhamento clínico que uma gravidez normal.

A Prevenção durante toda a gravidez é decisiva não só na evolução de uma gravidez saudável quer para a mãe quer para o bebé, bem como num nascimento feliz.

Texto: Maria Martins
Revisão científica: Dra. Madalena Barata, Directora do Centro de Medicina da Reprodução do British Hospital-Lisbon XXI

fonte:http://familia.sapo.pt/g



publicado por adm às 16:01
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