Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Fumar na gravidez ...é um risco sem benefício

O cenário ideal é que a grávida esteja, antes e após a gestação, num ambiente completamente seguro e sem fumo.

Se está a pensar engravidar e fuma, a primeira decisão que deve tomar é apagar, definitivamente, o cigarro!
Isto porque os riscos que o fumo activo ou passivo podem provocar na gravidez são terríveis e irreversíveis, tanto para si como para o bebé. Por isso, se abandonar o tabaco não está nos seus planos, a questão é apenas uma: É capaz de arriscar a saúde do seu bebé “apenas” pelo prazer que lhe dá fumar um cigarro?

A decisão de engravidar
Antes de engravidar, a mulher fumadora tem pela frente alguns obstáculos a percorrer, já que o consumo de tabaco acrescenta dez anos à idade reprodutiva da mulher.
O que significa que uma fumadora com 30 anos que pretenda engravidar, passa pelos mesmos obstáculos que uma de 40 anos que não fume. A mulher pode experienciar, também, uma diminuição da ovulação e uma redução da sua fertilidade, factores que causam um efeito devastador na sua vida e na do casal.

Situação que se agrava quando a mulher fuma mais de 10 cigarros por dia, diminuindo substancialmente a receptividade do útero. Estes são os resultados de um estudo que concluiu que mais de metade das mulheres que fumavam poucos cigarros, conseguiram engravidar e, das que fumavam muito, apenas um terço teve sucesso. Mas nem tudo são más noticias!
A gravidez implica algumas alterações que podem e devem ser transformadas em oportunidade para adquirir alguns hábitos de vida saudáveis.

Deixar de fumar é, sem dúvida, a mais urgente!
É verdade que a dificuldade é grande e aumenta exponencialmente quando a mulher trabalha em locais com fumadores ou quando o seu próprio parceiro fuma, sendo este o principal influenciador no comportamento tabágico da futura mamã.

Estudos revelam que parte das mulheres grávidas abandonam o tabaco durante a gravidez e as que não abandonam, acabam por reduzir o número de cigarros diários. No entanto, 40% dos parceiros admitem continuar a fumar juntos às mulheres durante todo o processo de gravidez, o que pode acarretar problemas muito graves no feto. Como tal, o cenário ideal é que a grávida esteja, antes e após a gestação, num ambiente completamente seguro e sem fumo.
Para isso, antes de decidirem ter um filho, o ideal seria que a mulher e o seu parceiro deixassem de fumar simultaneamente, apoiando-se um no outro.

Saúde em primeiro lugar
O tabaco está fortemente associado à incidência de abortos espontâneos, mortes prematuras do feto e a complicações durante o parto (que pode ser prematuro) das fumadoras. O seu consumo durante a gravidez aumenta, ainda, o risco da mulher dar à luz um bebé mais frágil e com menos peso e comprimento.

Menos grave, mas sem menor importância, o consumo de tabaco na gravidez também possui alguns efeitos na beleza da mulher, ao aumentar o risco de aparecimento de estrias e dificultando a cicatrização após uma cesariana. E os problemas não acabam aqui.
Um estudo concluiu que o tabaco pode provocar malformações nos membros e crânio dos bebés ainda durante a gravidez, bem como pés tortos ou malformações gastrointestinais.
Em casos mais graves, o bebé pode até mesmo nascer sem um membro.

Ao nível do desenvolvimento, os filhos de mulheres que fumam na gravidez apresentam um maior risco de sofrer de hiperactividade e de défices de atenção. Aqui, não importa a quantidade de cigarros que se fuma, o risco é igual se a mulher fumar apenas um cigarro ou vinte.

Um outro estudo mais recente afirma que as crianças filhas de mães que consumiram tabaco na gravidez apresentam um coeficiente de inteligência até 6 pontos abaixo das outras nascidas de mães não fumadoras.

Devido aos eventos familiares, sociais, profissionais e, até mesmo, ao facto do cônjuge fumar, a grande maioria das grávidas volta a fumar após o termo da gestação, pois consideram que “deixar o vício” foi uma decisão temporária. O que demonstra que não avaliam de forma séria as consequências do tabaco para a sua saúde e, mais grave ainda, para a do seu bebé!

O importante a reter é que, cada vez que a mãe fuma, quer seja activa ou passivamente, o bebé também fuma, pois todas as substâncias da nicotina passam para o pequenino através do leite materno, prejudicando gravemente a sua saúde.
E, mesmo quando as mulheres estão sujeitas apenas ao fumo passivo, todos esses compostos do tabaco ao seu redor conseguem passar através do cordão umbilical, prejudicando ainda mais a saúde do bebé.

“O tabaco está fortemente associado à incidência de abortos espontâneos, mortes prematuras do feto e a complicações durante o parto (que pode ser prematuro) das fumadoras”

Como tratar?
Segundo um estudo de Harvard, as terapêuticas tradicionais com nicotina, que não podem ser tomadas por grávidas, não resultam a longo prazo pois provocam recaídas um mês depois.
Os efeitos positivos da acupuntura para deixar de fumar também já foram contrariados por um outro estudo que comprova que esta técnica apenas é mais eficaz que a ausência total de tratamento, mas o seu efeito não perdura: seis meses após o início do tratamento, a maior parte das pessoas tratadas tiveram uma recaída e não havia diferença relativamente às pessoas não tratadas.

Em Portugal já está disponível o mais recente e inovador método de cessação tabágica: a terapia Soft Laser.
Consiste num tratamento de 90 minutos, indolor e não invasivo, com resultados cientificamente comprovados em apenas uma sessão. Esta terapia, que já integra o Sistema Nacional de Saúde da Holanda, está a ser praticada em Lisboa e no Porto, pela Facilitas Healthcare, empresa líder em clínicas de cessação tabágica, e garante uma taxa de sucesso de 90%.

A Facilitas Healthcare já ajudou mais de 50 mil pessoas a deixar de fumar em toda a Europa. O tratamento pode ser aplicado em grávidas e reduz, ainda, os sintomas de abstinência do tabaco, principal motivo de recaídas dos ex-fumadores.
Adicionalmente pode ser complementado com um tratamento de gestão de peso, para que a pessoa não tenha receio de engordar. Esta será uma forma de proteger a saúde da grávida e do seu parceiro, constituindo um lar seguro e saudável para o bebé que está para chegar.

Texto: Dr.ª Marta Andrade, Terapeuta de Cessação Tabágica

fonte:_http://familia.sapo.pt/



publicado por adm às 16:02
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1 comentário:
De células do cordão umbilical a 23 de Julho de 2012 às 16:55
Banco de Criopreservação, Células Estaminais, Cordão Umbilical


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