Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
Asma na gravidez: evite complicações

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada pelo estreitamento generalizado dos brônquios.  Com caráter genético, ela é resultado de mutações nos genes e pode ser desencadeada por diversos fatores, especialmente os alérgicos. Embora não tenha cura, com o tratamento correto é possível obtenção de controle adequado.


De acordo com a dra. Regina Maria de Carvalho Pinto, presidente da Comissão de DPOC da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), de 4% a 8% das mulheres gestantes possuem asma e é importante que façam o acompanhamento da doença com um especialista.

Por ser uma doença que na grande maioria das vezes tem início na infância, o comum é que as mulheres já a possuam antes do período gestacional. A gravidez não aumenta a incidência de asma, mas fatores comuns, mesmo fora do período gestacional, como rinite, sinusite, doença do refluxo gastroesofágico, infecções virais e fatores emocionais podem precipitar os sintomas durante a gravidez. Além disso, o aumento do volume do útero pode causar sintomas semelhantes ao da asma, especialmente a falta de ar.

“À medida que o volume do útero aumenta, especialmente no final da gravidez, o diafragma fica mais elevado, ocasionando redução da capacidade respiratória, que associada ao aumento da ventilação fisiológica da gravidez, causa sensação de falta de ar. É importante que a gestante e o médico consigam diferenciar os sintomas da asma, das alterações físicas decorrentes da gravidez”, afirma.

Tenho asma, o que fazer?

O acompanhamento médico é essencial para que a mulher saiba distinguir os sintomas da asma das implicações ocasionadas pela gravidez. O tratamento de manutenção da doença é realizada por meio de medicamentos como broncodilatadores e corticóides inalados, além de medicação de resgate. A via inalada é a preferencial, através de dispositivos, popularmente conhecidos como “bombinhas”.

Esteja a mulher grávida, ou não, o tratamento é extremamente importante, bem como o acompanhamento, mesmo nos períodos sem crises. No caso da gravidez, as consultas periódicas devem ser mantidas para novas orientações relacionadas à asma e à gestação.

Riscos para a mãe e para o bebê

Mesmo que a gestação não seja considerada um agravante, é preciso controlar a doença para evitar consequências como a pré-eclâmpsia - problema caracterizado pelo aumento da pressão arterial sistêmica no ultimo trimestre da gravidez -, partos prematuros e baixo peso da criança ao nascer.

Sem este acompanhamento, as crianças podem se desenvolver menos durante a gravidez, aumentando a possibilidade de nascimento abaixo do peso ideal e de sofrer complicações metabólicas e respiratórias por conta disso.

Segundo a dra. Regina Maria, fazer o acompanhamento com um profissional reduz os riscos tanto para a gestante quanto para o bebê, evitando possíveis efeitos colaterais decorrentes da medicação e propiciando uma gravidez mais estável e o nascimento de criança mais saudável.

“A asma precisa ser tratada mesmo durante a gravidez. Infelizmente alguns médicos e pacientes têm a cultura de suspender medicamentos durante a gravidez, e isso não deve ocorrer nos casos de asma. O tratamento, quando bem indicado, é seguro e a gestante deve passar por acompanhamento médico para receber as orientações necessárias e garantir a própria saúde e a saúde do feto”, alerta.

fonte:http://www.band.com.br/

 



publicado por adm às 22:54
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Sábado, 12 de Novembro de 2011
A asma e a gravidez

Um transtorno que pode afectar a gravidez se a futura mãe não fizer uma prevenção adequada.



A asma é uma patologia que afecta milhões de pessoas em todo o mundo, em especial nos países industrializados. As grávidas, mais do que qualquer outra pessoa que padeça desta enfermidade, devem evitar os factores desencadeantes, para além dos ácaros, do pó da casa e da caspa dos animais.

Para além das consultas de rotina, devem ainda, durante toda a gravidez, ser acompanhadas por um especialista – alergologista – para garantir uma medicação eficaz e sem efeitos secundários que possam colocar em perigo a vida do futuro bebé.
Muito embora a forma como a asma afecta a futura mãe, durante a gravidez, varie de mulher para mulher, os sintomas mais evidentes surgem geralmente entre as 29 e as 36 semanas. Existem, todavia, algumas mulheres que mantêm os mesmos sintomas que tinham antes da gravidez e outras que sentem uma melhoria no período pré-natal.
Segundo alguns estudos, a asma é a doença pulmonar mais comum na gravidez. No entanto, a asma não deve ser considerada uma limitação ou uma contra-indicação à gravidez. Com a terapêutica adequada, a grávida consegue um bom controlo durante toda a gestação e o parto.

“A asma pode provocar outros transtornos como, por exemplo, a hipertensão gestacional, a pré-eclampsia, hiperemese gravídica, hemorragias vaginais e, muitas vezes, dificuldades no parto”

Tratamento adequado
A asma pode definir-se como uma doença pulmonar inflamatória que provoca nas vias respiratórias problemas de obstrução e inflamação. Infelizmente, até hoje, ainda não se conhecem as causas, mas conhecem-se os elementos desencadeantes. Assim, a prevenção começa por ser a primeira medida a tomar.
Seguidamente e para evitar as crises, qualquer asmático deve ser acompanhado por um alergologista.

Quando a gravidez não é acompanhada devidamente, a asma pode provocar algumas complicações para a mãe e para o feto.
Quando não controlada, provoca falta de oxigenação sanguínea, ou seja, o sangue materno não tem a quantidade de oxigénio adequada, tendo como consequência a falta de oxigenação no sangue fetal. Quando isto acontece o crescimento e desenvolvimento do feto podem ser afectados. Sabe-se também que a asma pode provocar outros transtornos como, por exemplo, a hipertensão gestacional, a pré-eclampsia, hiperemese gravídica, hemorragias vaginais e, muitas vezes, dificuldades no parto.

Evite o consumo dos alimentos que contenham aditivos ou gorduras em excesso

Ataques de asma
Especialmente em épocas propícias a inflamações respiratórias, um simples catarro pode desencadear um ataque de asma, tal como respirar uma atmosfera poluída por fumos, poeiras ou polens. Nestes casos, as células das vias respiratórias segregam maismuco do que o normal. Estemuco – espesso e pegajoso – tende a entupir as vias e estas inflamam-se. Os músculos das vias respiratórias endurecem, provocando o seu estreitamento, dificultando a respiração. Um ataque de asma, pode assim surgir em qualquer momento. Muito embora a maioria dos ataques possam ser considerados leves, outros há que podem ir de moderados a severos. Quando surge um ataque de asma, a paciente pode sentir falta de ar e não conseguir respirar, pode até ter dificuldades em falar. Os lábios podem ficar arroxeados e os músculos do pescoço tensos.

Não esquecer
Os factores emocionais são considerados como desencadeantes de ataques de asma. Evite o stress e as grandes alterações emocionais. Se possível, leve uma vida calma.

Prevenção
Por vezes, com algumas medidas simples podem prevenir-se os ataques de asma, mesmo quando não se conheçam todos os desencadeantes.
Deixamos-lhe, abaixo, algumas recomendações:

Agentes irritantes
• Evite as zonas poluídas pelos fumos dos escapes dos automóveis e não circule nas "horas de ponta"
• Evite a contaminação do fumo do tabaco. Opte sempre pelas zonas de não fumadores.
• Não faça grelhados e evite estar perto de alguém que utilize o barbecue.
• Não esteja perto de lareiras abertas ou de braseiras.
• Limite o uso de sustâncias que emitam odores fortes ou irritantes como detergentes, lacas para o cabelo, desodorizantes, tintas, diluentes.

Alimentos
• Dê preferência aos alimentos frescos e naturais mas evite o marisco, as nozes, os amendoins, trigo, proteínas de leite de vaca, soja e ovos. Evite o consumo dos alimentos que contenham aditivos ou gorduras em excesso.

Animais de estimação
• Evite os animais de estimação e, se não for possível, mantenha-os fora de casa.

Insectos e roedores
• Mantenha a casa limpa sem recorrer a agentes tóxicos. Tenha cuidado com as aranhas, baratas e roedores.

Pó e ácaros
• Use colchões anti-alérgicos ou utilize resguardos anti-alérgicos e lave-os semanalmente.
• Utilize roupa de cama de fibras naturais. Evite os cobertores e os edredões de penas.
• Aspire regularmente a casa em vez de varrer.
• Limpe o pó com um pano húmido.
• Retire alcatifas e tapetes de pêlo.

Para além das consultas de rotina, as grávidas asmáticas devem ser acompanhadas por um especialista, para garantir uma medicação eficaz e sem efeitos secundários que possam colocar em perigo a vida do futuro bebé

Texto: Isabel Santos
Revisão científica: Dra. Madalena Barata, Directora do Centro de Medicina da Reprodução do British Hospital-Lisbon XXI

fonte:http://familia.sapo.pt/g



publicado por adm às 20:10
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