Terça-feira, 29 de Junho de 2010
O segundo filho, duvidas e receios...

Por mais planificada que tenha sido, a notícia de uma segunda gravidez provoca sempre surpresa.

Embora demore ainda oito meses a chegar, não há dúvida de que o anúncio da chegada de um novo filho origina grandes confusões, logo desde o princípio. 

Para a mãe, receio de não poder amá-lo o suficiente (e se for o caso, espera que ele não o note); também teme pelos ciúmes do mais crescido, e imagina como será a situação se o bebé for do mesmo sexo do primogénito, ou se for de sexo diferente.

Quando descobre que está novamente grávida, a mamã costuma experimentar além disso um sentimento de culpa, especialmente se o primeiro filho for ainda muito pequeno, dado que pensa que vai privá-lo de contar com a sua presença de forma exclusiva o tempo necessário, além de lhe impor um irmãozinho que a criança não pediu.

Para o papá, o principal receio ainda que inconsciente é que o bebé seja um menino, pois supõe que se converterá na "luz dos olhos da mamã" e o afastará a ele para um longínquo segundo plano. 

E especialmente nestes tempos, uma preocupação comum de ambos e do papá em particular é que o dinheiro não chegue, embora seja verdade que este receio se relacione mais com os "recursos internos" dos quais eles temem carecer do que com a situação económica em que se encontram. 

Geralmente, estes sentimentos contraditórios podem ser mais frequentes em relação com o segundo filho. 

Com efeito, a chegada do primeiro constitui uma vivência nova que inaugura a etapa da maternidade e paternidade, e se se trata do terceiro ou do quarto, os pais já têm experiência, de maneira que se sentem menos angustiados (ou pelo menos assim se supõe). 


Recordações do passado


Se a mãe tem irmãos mais velhos, os seus sentimentos de culpa, pena ou compaixão em relação ao primogénito podem estar relacionados com o facto dela também ter sido "a primeira" no amor que recebeu dos seus pais e um belo dia se viu subitamente afastada por um bebé, que veio ocupar o seu lugar. 

Por outro lado, quando os pais são filhos únicos e não ultrapassaram a vivência da chegada de um irmão, a facilidade ou dificuldade para enfrentar a chegada de um novo bebé dependerá basicamente dos afectos recebidos na infância por parte dos seus progenitores, avós, tios, etc. 


Culpas que vão e vêm

Os sentimentos de culpa em relação ao primeiro filho podem dissipar-se ou não ao longo da gravidez, segundo quais tenham sido os motivos inconscientes que os ocasionaram desde o início. 

Às vezes, quando o parto é iminente, podem ver-se exacerbados devido à sensibilidade aumentada da futura mamã, tanto em relação ao filho por nascer como com os seus irmãozinhos, especialmente se o bebé é o segundo e vem quebrar o triângulo inicial. 

Geralmente, uma vez que o bebé nasce, e embora nem sempre desapareçam, estes sentimentos de culpa podem transformar-se e dirigir-se para o marido ou outras pessoas do agregado familiar. 


Finalmente chegou!


Em geral, face à proximidade do parto ou depois do nascimento, no puerpério imediato, podem apresentar-se diferentes situações. 

Por um lado e independentemente de que se trate do primeiro, do segundo ou de qualquer outro filho costuma experimentar-se certa situação de estranheza e falta de carinho para o recém-chegado que se inverte com o decorrer dos dias. 

Por outro, se os pais desejavam um menino (ou uma menina) e o seu desejo se cumpre, são tomados por uma sensação de plenitude e um amor muito intenso por esse bebé, que costumam manifestar com um "Finalmente chegou!" (por exemplo, uma menina depois de vários meninos, ou o caso inverso). 

Neste caso, os conflitos não necessariamente evidentes desde o primeiro momento e às vezes dissimulados relacionam-se com os ciúmes e o sentimento de exclusão que experimenta o progenitor do sexo oposto face ao novo filho, devido à fantasia de que agora o "preferido" (ou a "preferida") será o bebé, em detrimento do papá (ou da mamã). 


O seu a seu dono

O amor que toda a mãe sente pelo primogénito parece impossível de igualar, e menos ainda de superar, mas é importante compreender que nunca se amadois filhos da mesma maneira. 

No entanto, é preciso não confundir: isto não significa que se ame um mais do que outro, mas a cada um de maneira diferente.

Recordemos que cada filho é concebido num determinado momento da vida, tanto do casal como de cada um dos seus membros, de modo que cada criança terá para os pais em conjunto e para cada progenitor de forma individual um significado e um afecto especiais. 

Por isso, nunca se deve desesperar pensando que o amor não vai chegar para satisfazê-los a todos. 

O carinho dos pais não se multiplica à medida que chegam os filhos, mas distribui-se de maneira proporcional e personalizada para cada um em particular. 

Não se trata de mais ou menos amor, mas de amores diferentes.



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Domingo, 25 de Abril de 2010
Estarei preparada para ser mãe?

O desejo de ser mãe, chega a quase todas as mulheres, mas a decisão depende muito da realidade e dos valores de cada uma delas. A decisão de ser mãe não deve tranformar-se em uma obssessão nem tão pouco em uma circunstância sem consequências. O ter um filho é uma responsabilidade e um compromisso, uma decisão que deve ser meditada com tranquilidade, confiança e sinceridade.

Esta é uma questão que circula pela cabeça de muitas mulheres em algum momento de suas vidas. O desejo de ser mãe, de ter e cuidar dos filhos, chega a quase todas as mulheres, mas a decisão depende muito da realidade e dos valores de cada uma delas. Algumas não duvidam, têm isso muito claro; outras desejam, mas sentem-se inseguras, não preparadas; e outras, ainda que desejem tanto quanto as demais, não encontra ou não dispõe de espaço em sua vida para ter um filho. Em todo caso, a decisão de ser mãe não deve transformar-se numa obssessão, nem tão pouco em uma circunstância sem consequências. Ter um filho é uma responsabilidade e um compromisso, uma decisão que deve ser meditada com tranquilidade, confiança e sinceridade.

O que é necessário para ser mãe

Para ser mãe, não se requer título nem experiência. Tão pouco é uma escolha que chega com um manual de instrução. Ninguém nasce preparado para ser uma mãe. No entanto, as mulheres que estão tentando ser mães podem contar com muita informação sobre saúde, educação, gravidez e parto, seja na televisão, na rádio, ou através da internet. Inclusive já existem algumas escolas para pais.

A experiência de cada mulher, de cada mãe, é única, pessoal e incomparável. Uma mãe com ou sem marido, biológica ou adotiva, será sempre uma mãe, sem diferenças. A discrepância residirá na forma de como recebe cada filho, como o educa e cuida. No entanto, existem alguns fatores que devem ser considerados pelas mulheres que estão desejando ser mães:

- É aconselhável que você tenha um parceiro com quem vai compartilhar da gravidez, a educação e dos cuidados do bebê.

- É importante para um bebê ter uma mamãe e um papai. Uma mãe solteira pode perfeitamente encarregar-se de um bebê, mas se puder ter cumplicidade e o companheirismo de um marido, melhor.

- É importante estar muito bem informada sobre os custos que supõe em ter um bebê. É recomendável que tenha economias para que possa fazer frente aos gastos que se disparam principalmente nos últimos meses da gravidez, e durante a preparação para a chegada do bebê. É necessário planejar economicamente a gravidez.

- A saúde é o mais importante quando se decide ser mãe. Além de uma boa alimentação conciliada com uma vida saudável, te ajudará a ficar grávida com mais facilidade, e também que tenha uma gravidez e um parto mais saudável.

- É aconselhável não conceber um bebê, se a mãe estiver vivendo um momento de tensão provocado por alguma doença, ou uma separação, ou uma crise no trabalho. Algumas mulheres pensam que uma gravidez pode solucionar alguns problemas, no entanto estão equivocadas. Só seria um problema a mais. Os estados de tensão podem repercutir negativamente no seu estado de ânimo, podendo levá-lo a estados de ansiedade e depressão.

- É necessário uma mentalização sobretudo o que possa enfrentar durante a gravidez. É necessário estar preparada e utilizar desse desejo para evitar doenças próprias da gravidez não a desanime nem a faça estar se queixando a todo momento. A gravidez NÃO é uma doença.

- Busque manter pensamentos positivos quanto à gravidez. Afaste-se das idéias preconcebidas e das queixas tão obssessivas. Equilibre as emoções e centre-se em cada momento de uma forma positiva.

- Ouvir a experiência de outras mães, das avós, por exemplo, é muito recomendável. No entanto, recorde que cada família é diferente e nem sempre se deve seguir os mesmos conselhos. O melhor é deixar-se orientar por si mesma ou pelo obstetra.

- Quando uma mulher está convencida de que quer ser mãe, nem sempre consegue na primeira tentativa. Neste caso, não deve deixar que a insegurança invada sua vida. Tenha paciência. Tudo chega quando tem que chegar. Não se desespere nunca.

- É importante que fique claro quanto a ficar grávida, sempre acompanhada de um profissional. Fertilidade, idade, riscos, alimentação, saúde, etc. Não rejeite nenhuma explicação. Assim se sentirá mais segura. Se desejar ter um filho, não acumule dúvidas.



publicado por adm às 00:08
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Como nasce e cresce uma MÃE?

O nascimento de uma mãe não acontece num único momento crucial e definido - vai emergindo pouco a pouco, a partir de um trabalho desenvolvido ao longo dos meses que antecedem e se seguem ao nascimento de um bebé.
No percurso até se tornar mãe, a mulher desenvolve uma organização psíquica própria fundamentalmente diferente da que possuía anteriormente, entrando num mundo de experiências apenas conhecido por quem já experimentou a maternidade.

Durante a gravidez, a mulher passa por diferentes acontecimentos biológicos e vivências psicológicas próprias deste período existindo tendência a centrar-se sobre si mesma e sobre o seu próprio corpo.

As vivências são sentidas pela mulher em diferentes momentos da sua gravidez, dividindo-se, deste modo, a gestação e todas as emoções / sentimentos psicológicos a ela associados, em três trimestres distintos, que repartem os nove meses de gestação.

No primeiro trimestre é habitual que se dê a Incorporação da gravidez, que engloba essencialmente sentimentos de ambivalência afectiva, entre o desejo e/ou receio da gravidez e preocupação com as transformações do corpo. Do ponto de vista físico este período poderá ser caracterizado por vómitos e naúseas.

A vivência social “obriga” a que mulher esteja feliz e satisfeita com a vinda de um filho, por isso, a grávida pode sentir que não existe um espaço concreto para as suas dúvidas e receios muito característicos desta fase de gestação.

No segundo trimestre de gravidez começa a emergir a Diferenciação. Na vivência psicológica da mulher, esta já incorporou que está grávida e aceita este facto. Começa a percepcionar os movimentos do feto e a aceitar que este apresenta características próprias. A grávida começa a imaginar, sonhar e fantasiar o seu bebé. Neste movimento, a mulher começa a ter percepção que o bebé é alguém que está dentro de si, mas que é diferente de si.

A Separação emerge no terceiro trimestre de gravidez. Com a proximidade do parto, a mulher já aceitou que está grávida, mas terá de aceitar que irá separar-se deste bebé. A perda do estatuto de grávida para algumas mulheres pode não ser fácil, pelo que a separação corre o risco de não ser aceite de uma forma natural.

Com a proximidade do parto, a mulher começa a aperceber-se que o bebé deixará de ser totalmente dependente, no entanto emergem igualmente fantasias, ansiedades e expectativas sobre o parto e o primeiro contacto face a face com o seu bebé. Nesta fase, na futura mãe, poderá também surgir um sentimento de insegurança e incapacidade em saber lidar com o bebé.

À medida que uma mulher se prepara para ser mãe, vai passando por uma experiência sem igual. O bebé determinará, durante um certo período de tempo os seus pensamentos, os seus medos, esperanças e fantasias.

Um filho faz com que a mulher repense a sua vida, reconsiderando alguns dos seus valores!!! Desta forma, uma mãe terá de se formar psicologicamente da mesma forma que o seu filho se forma fisicamente.

Por outro lado, enquanto a mãe está a desenvolver uma nova identidade, o homem também constrói a sua “organização psíquica da paternidade”.

O papel do pai é muitas vezes definido como o de apoio à mulher, uma função extraordinariamente importante, MAS não a ÚNICA... A parentalidade é cada vez mais tida em conta em detrimento da maternidade, o que vem fortalecer cada vez mais o papel do homem enquanto pai e “peça” fundamental no bom desenvolvimento dos laços familiares!!!

É por isso natural que tantas e tão profundas transformações, impliquem um momento de crise na vida de um casal, que tem de reorganizar-se face à chegada de mais um membro no seu seio.

Na realidade, dá-se uma ruptura com o passado em que tudo o que está para trás no tempo não pode continuar igual e tudo o que vem no futuro é novo!!!

Tornar-se pai ou mãe pela primeira, segunda ou quinta vez, exige uma reorientação total do significado da vida. Os casais assumem tarefas familiares específicas e os filhos tornam-se o centro da atenção dos pais!

O nascimento de um filho leva a que se dê uma reinvenção da relação parental e que se assista igualmente ao nascimento de um pai e de uma mãe!


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publicado por adm às 23:29
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