Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
A queda de cabelo abundante pos-parto será normal?

- Gravidez e Pós-Parto - Necessidade suplementar de nutrientes para cabelos e unhas enfraquecidos:

As unhas e os cabelos são constituídos essencialmente por uma proteína de estrutura rígida - a Queratina.

A gravidez corresponde a um estado fisiológico da mulher que se caracteriza pela ocorrência de numerosas alterações, tanto hormonais como metabólicas.

A nível hormonal verifica-se um aumento de estrogéneos, hormonas femininas que estimulam o crescimento de cabelo e unhas. Nesta fase, 95% dos cabelos encontram-se em formação (anagénese) e a fase de queda (telogénese) encontra-se interrompida. Por este motivo, a normal queda de cabelo não se verifica na gravidez. No entanto, as alterações metabólicas que ocorrem durante a gravidez vão-se traduzir numa necessidade suplementar de aporte de nutrientes no organismo da mulher, uma vez que vão ser indispensáveis para a alimentação do feto.

A carência nutricional que normalmente se verifica durante a gravidez vai condicionar a estrutura do cabelo e unhas, uma vez que os nutrientes são essenciais para a síntese de um cabelo e unhas íntegros, traduzindo-se numa fragilidade capilar e ungueal. Apesar de ocorrer um estímulo do seu crescimento, forma-se um cabelo frágil, quebradiço e espigado, bem como unhas frágeis e quebradiças.

No post parto, ocorre um restabelecimento do equilíbrio hormonal acompanhado de um aumento da % de cabelo em queda. Após 3 meses do parto, os cabelos que estavam em fase de anagénese na gravidez vão passar para a fase de telogénese, verificando-se a queda do cabelo que não caiu durante a gravidez, de um modo difuso e acentuado.

Durante o período após o parto, verificam-se igualmente carências nuricionais, particularmente agravadas pelo aleitamento em que há uma necessidade suplementar de aporte específico de nutrientes, que vão afectar a integridade capilar e ungueal.

Um estudo publicado no Jornal de Nutrição da Sociedade Americana das Ciências Nutricionais, Pregnancy and Lactation: Physiological Adjustments, Nutritional Requirments and the Role of Dietary Supplements; 0022-3166; 2003, refere que durante a gravidez e aleitamento há uma necessidade suplementar de numerosos nutrientes, entre outros:

Nutrientes Gravidez Aleitamento
Proteínas 54,35% 54,35%
Vitamina B5 20% 40%
Minerais (Zinco) 37,50% 50%
Biotina (Vitamina H) 0% 16,67%


Tabela 1- Necessidades nutritivas suplementares (%) que ocorrem na gravidez e no período de aleitamento.



publicado por adm às 00:17
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Quais os cuidados no pós-parto?

O puerpério, ou pós-parto, é o período que se inicia após a dequitação (saída da placenta) e termina com a primeira ovulação da mulher. A primeira ovulação nas mulheres que não amamentam ocorre entre 6 e 8 semanas após o nascimento do bebé. Nas mamães que amamentam isso pode acontecer depois de 6 a 8 meses. Esse é um momento de mudanças físicas, fisiológicas e psíquicas.

Como o período em que a primeira ovulação acontece é imprevisível, se a mamãe não quiser ficar grávida é essencial que use algum método contraceptivo para não correr riscos. Para saber o melhor método, converse com seu médico.

O puerpério é dividido em três fases:

• Puerpério imediato (do primeiro ao décimo dia).

• Puerpério tardio (do décimo ao quadragésimo quinto dia).

• Puerpério remoto (além do quadragésimo quinto dia, até retornar a função reprodutiva da mulher).

Após o parto normal, a mulher já pode andar e comer, mas a mamãe não deve se levantar sozinha, pois perdeu muito sangue durante o parto e isso pode fazer com que a pressão arterial caia e cause até desmaios.

Já no parto cesária, a mulher deve permanecer em repouso na cama já que realizou um procedimento cirúrgico. Mas não por muito tempo, pois permanecer deitada no leito por muito tempo aumenta o risco de trombose no período pós-parto. É recomendado que a mamãe levante somente com auxilio da enfermagem após 12 horas do parto. A alimentação após a cesariana é iniciada gradualmente após 6 horas.

A alta hospitalar acontece a partir de 48 horas do parto normal e 72 horas após a cesariana se tudo ocorrer bem, e se obstetra, neonatologista e pais estiverem de acordo. Exercícios pré e pós-natal orientados são fundamentais para o mais rápido estabelecimento da mulher.

Um corrimento vaginal (lóquios) parecido com a menstruação ocorrerá por cerca de 20 a 30 dias. Nos primeiros dias será vermelho e intenso tendendo a diminuir e ficar acastanhado até transparente. Se dentro de 30 dias esse corrimento não diminuir ou aumentar, tiver mau cheiro, coágulos ou secreção purulenta com febre, é melhor avisar o médico, pois pode ser sinal de alguma infecção.

Nas nutrizes (mamães que amamentam) ou nas mulheres submetidas à operação cesariana com limpeza abundante da cavidade uterina, os lóquios costumam ser de menor intensidade.

Mudanças no útero - O útero é primeira mudança sentida pela mulher. Após o parto, ele deve estar duro e firme e geralmente uma enfermeira irá examiná-lo várias vezes durante algumas horas. O útero se contrai naturalmente para prevenir hemorragia e para retornar ao tamanho que era antes da gravidez. As contracções podem acentuar-se durante a amamentação, provocadas pela estimulação da sucção dos mamilos. Até o final do primeiro mês, diminuindo cerca de um centímetro por dia, o útero retorna ao seu tamanho original.

Os seios estão se preparando para alimentar o bebé por isso tornam-se doloridos. A amamentação fará com que alivie a dor. Se sentir dores fortes, endurecimento das mamas e febre, procure seu médico. Não esqueça de pedir o máximo de informações sobre amamentação com os profissionais que te atenderão no pós-parto. O leite materno é o melhor alimento para seu filho e a amamentação faz com que seu corpo volta o mais rápido ao que era antes da gravidez.

O intestino costuma ficar mais lento e acumular gases, podendo aparecer hemorróidas e um certo inchaço na barriga. Nas primeiras vezes, poderá sentir um pouco de dor e também de medo que os pontos rompam, com o esforço. O relaxamento da musculatura abdominal e perineal, a episiotomia e hemorróidas deixam a mulher com intestino preso.

Nas pacientes submetidas à operação cesariana, a obstipação (intestino preso) pode chegar até 72 horas. Recomenda-se ingerir alimentos ricos em fibra, frutas como mamão, ameixa e laranja, além de beber bastante água, pelo menos dois litros por dia.

A região perineal, principalmente se a episiotomia tenha sido feita, e a região do corte cirúrgico na cesárea podem doer. Caso isso ocorra, a mamãe terá a receita médica de analgésicos.

Essas regiões devem estar sempre limpas. Existem exercícios para melhor cicatrização. Seu médico pode te orientar.

Incontinência urinária - Pode ocorrer incontinência urinária devido a lesões traumáticas nos primeiros dias após o parto.O controle será readquirido com a ingestão de muito líquido e exercícios. Se tiver dores, dificuldade ao urinar ou necessidade de urinar com freqüência, deve procurar assistência médica.

As manchas na pele que ocorreram durante a gravidez tendem a diminuir. Por vezes não somem por completo. As estrias tendem a diminuir devido à perda de peso e a se tornarem menores e brancas. Algumas mulheres têm tendência a apresentar pele seca, queda acentuada de cabelo durante 3 a 6 meses após o parto e unhas quebradiças.

Logo após o parto a mulher perde de 5 a 6 quilos e com a normalização do metabolismo poderá perder até 3 quilos nos dez primeiros dias. Enquanto o metabolismo não se normaliza, a mulher pode sentir-se muito cansada pelo parto e por ter um novo “trabalho”, o bebé. Precisa de ajuda até pegar o ritmo.

Recomeço com o papai - Depois de exames e liberação do obstetra, a vida sexual pode ser retomada. Isso deve acontecer de 30 a 40 dias após o parto. Com as alterações hormonais a vagina está mais ressecada e a libido pode estar em baixa. Aos poucos, a mamãe e o papai encontrarão a melhor maneira de recomeçar.

A sensibilidade da mamãe nessa época fica aflorada. É a época em que todos os sentimentos se misturam. Seja ele sentimentos de alegria pela chegada do novo serzinho, de medo, insegurança e ansiedade por não saber se vai cuidar dele direito, se vai conseguir ser mãe e mulher e necessidade de muito carinho ou de atenção por parte do marido. Mamãe, saiba que sentir-se assim é normal.

Mas se a sensação de incapacidade, tristeza e crise de choro não deixar a mamãe cuidar do seu bebé e continuar sua vida como sempre, isso pode ser depressão pós-parto. Nesse caso, existe a necessidade de cuidados profissionais.

Aos poucos conhecendo o bebé e se acostumando com a nova rotina, a mamãe se ajeitará naturalmente e passará por esse período sem maiores problemas.



publicado por adm às 00:15
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