Domingo, 13 de Novembro de 2011
A psoríase e a gravidez

A psoríase não é jamais considerada uma “doença só da pele”



A psoríase é uma doença inflamatória crónica, não contagiosa, que pode aparecer em qualquer idade. É doença sistémica, ou seja, afecta o organismo como um todo, com inflamação generalizada envolvendo vários tipos celulares, tecidos, órgãos e aparelhos: pele (o maior órgão do corpo humano), articulações, vasos sanguíneos, fígado, etc.

“As dietas devem ser enriquecidas e reforçadas com óleos de peixe, vitaminas e antioxidantes (frutas, vegetais)”

É neste contexto que se fala em co-morbilidades, ou seja, de todo um conjunto de doenças associadas à psoríase: Obesidade, alterações dos lípidos sanguíneos, diabetes, hipertensão arterial, doença isquémica (angina de peito e enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral), fígado gordo, artrite, doença inflamatória intestinal, doença pulmonar obstrutiva crónica, determinados tipos de tumores. Enfim, a psoríase não é jamais considerada uma “doença só da pele”. Esta nova realidade conceptual da doença traz implicações a nível prognóstico e terapêutico, mas sobretudo em termos de abordagem diagnóstica, que quanto mais precoce melhor, pois falamos de patologia sistémica, crónica e recorrente. Quanto mais precoce e atempada for a abordagem, por vezes pluridisciplinar, maior a probabilidade de êxito terapêutico.

Vários estudos científicos recentes têm vindo a destacar e a alertar, para o aumento da incidência e da prevalência de hipertensão arterial nos doentes de psoríase, o que é muito preocupante em termos de agravamento do estado de saúde geral, da qualidade de vida e do encurtamento da esperança média de sobrevida dos doentes. E considera-se mesmo que se trata de formas mais graves e mais difíceis de tratar, necessitando por vezes de associações de dois ou mais fármacos anti-hipertensores.

 

A psoríase não deve ser contra-indicação para engravidar

Melhoras na gravidez
A psoríase tende a melhorar durante a gravidez, consequência de toda uma série de alterações hormonais que vão condicionar o “ambiente imunitário” das doentes (relembra-se que estamos perante doença auto-imune crónica), e consequentemente, atenuar as manifestações inflamatórias associadas.
A produção de hormona coriónica gonadotrófica (pela unidade feto-placentária) e de glicocorticóides, mais pronunciadas a partir das 12 semanas de gravidez, assume papel determinante nesta melhoria clínica, observada em quase 60% das gestações.
Contudo, será de ressalvar que no período pós-parto observar-se-ia reaparecimento das manifestações de psoríase na quase totalidade destas doentes, ou seja, estamos perante uma situação transitória, muito específica, que não pode ser descontextualizada da própria gravidez.

A psoríase não deve ser contra-indicação para engravidar, mas teremos que ter sempre presente que, em cerca de 20% dos casos pode haver agravamento e exacerbação da doença, sendo que, nestes casos, a abordagem terapêutica pode ser problemática, pelos efeitos secundários, nomeadamente teratogénicos, dos tratamentos sistémicos disponíveis.
Quanto à psoríase na infância, e relembrando o carácter sistémico da afecção, as crianças afectadas têm maior probabilidade de vir a desenvolver doenças metabólicas, tal como no adulto, sendo imperioso acompanhamento médico rigoroso e frequente, de modo a evitar o desenvolvimento de eventual diabetes e doenças cardiovasculares, sobretudo naquelas com excesso de peso. Parece-me indispensável informar estes pacientes, bem como a população em geral, da importância deste novo conceito da doença, pois isto vem alterar a abordagem terapêutica da mesma, necessariamente multidisciplinar e com especial interesse também a nível das medidas preventivas correlacionadas:
combater a obesidade e os erros de dieta, incentivar o exercício físico diário, apelar para os perigos do abstencionismo, do alcoolismo e do tabagismo. O tabaco é também factor de predisposição para a doença e está demonstrado que existe relação directa entre o elevado consumo de cigarros – mais de 20 por dia – e a gravidade da afecção. Aconselha-se estilo de vida o mais “saudável possível”, procurando evitar o stress, alternando períodos de repouso e lazer, dormir bem e usar roupa confortável. Devem ser evitadas as gorduras saturadas e as bebidas alcoólicas, sendo que as dietas devem ser enriquecidas e reforçadas com óleos de peixe, vitaminas e antioxidantes (frutas, vegetais).

O tabaco é também factor de predisposição para a doença e está demonstrado que existe relação directa entre o elevado consumo de cigarros – mais de 20 por dia – e a gravidade da afecção

Contagioso é o preconceito
Em Portugal, estima-se que 2 a 3% da população esteja afectada, isto é, cerca de 200 a 300 mil pessoas. Apesar de tão frequente, é ainda pouco conhecida do público em geral, que frequentemente lhe atribui conotações negativas e a confunde com doenças contagiosas. Na pele, são características as lesões avermelhadas, descamativas e infiltradas – com relevo na superfície – envolvendo preferencialmente a cabeça, cotovelos, joelhos e região lombo-sagrada, em regra acompanhadas de desconforto (por secura excessiva da pele, bem como da inflamação subjacente), por vezes com prurido. Nalguns doentes são patentes alterações nas unhas – picotado, alteração da tonalidade, espessamento e eventual destruição das mesmas – que poderão significar maior agressividade clinico-dermatológica, com mais provável envolvimento das articulações e maior impacto na qualidade de vida.
Não nos cansamos de apelar ao bom senso das pessoas e não deixaremos de lutar e de combater a falta de conhecimento, ou mesmo ignorância: “sentimos muito mas não contagiamos.

Contagioso é o preconceito”, tem como lema a PSO Portugal, Associação Portuguesa da Psoríase. Nesta perspectiva, aconselhamos os doentes a terem uma atitude pró-activa, falando descomplexadamente sobre a sua doença, mostrando conhecimento e auto-confiança. Devem informar-se com o seu dermatologista sobre qual o melhor tratamento para si, pois todas as pessoas são únicas, o que implica recomendações de tratamento diferentes para cada caso. Nunca é demais escrever e informar sobre esta entidade, que interfere com a vida a vários níveis e cujas consequências podem ser graves: cancro, doença vascular, transtornos metabólicos, depressão e distúrbios de ansiedade, entre outras. Tende a tornar-se inestética e estigmatizante, com forte impacto psicológico e social, condicionando relações familiares, sociais e profissionais. Informe-se com o seu dermatologista ou emwww.psoportugal.com.

Texto: Dr. Paulo Ferreira, Dermatologista do Hospitalcuf Descobertas, Colaborador com a PSO Portugal

fonte:http://familia.sapo.pt/



publicado por adm às 22:22
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 1 de Março de 2011
Cuidados da pele na gravidez

Todo organismo muda com a chegada de uma nova vida e isso acontece também com o maior órgão do nosso corpo humano, a pele, a qual sofre importantes modificações durante toda a gestação.
Muito além do que uma preocupação estética, pois cuidar da pele durante toda a gestação é uma questão de saúde. A revolução que os hormônios promovem no corpo de uma grávida afeta também a pele, escurecendo as auréolas do seio e a vulva escurece, surgindo uma linha negra no meio da barriga.
Atualmente há na área da saúde o profissional dermatologista especializado em gestantes. A nossa pele é o maior órgão humano e o mesmo não fica imune das alterações endocrinológicas e metabólicas que acabam ocorrendo durante toda a gestação. As principais alterações fisiológicas são o avermelhamento dos pés e das mãos, escurecimento da pele e o surgimento de pequenos vasos na face e no colo. Algumas mudanças são inevitáveis, como a pele do rosto, a qual pode ficar oleosa e ocasionar o aparecimento de espinhas e a pele do corpo, a qual pode ficar mais  seca. Por isso, veja aqui algumas dicas de como cuidar da pele durante a gestação:
Hidratação: é importante a hidratação tanto como o rosto como o corpo e ambos precisam de cuidados na hidratação, mesmo com o aparecimento da acne. Já a retenção de líquidos e o inchaço que são comuns na gestação, podem influenciar na absorção de substâncias na pele e a pele da gestante fica mais hidratada e, por isso, as chances de absorver substâncias em contato com a pele se torna maior. Mas isso, às vezes pode aumentar o risco de irritação na pele, por isso, o uso de produtos neutros e hipoalérgicos são essenciais para o cuidado da pele.
É necessário também analisar o perfume de todos os cosméticos, pois o mesmo pode enjoar a grávida por conta dos enjoos. A hidratação pode ser feita com produtos que contenham gluconolactato, óleo de amêndoa, semente de uva e úreia. Já ao contrário, é restrito os produtos a base de ácido retinóico que é uma substância que pode causar a má formação no feto e, além dele é indicado evitar também produtos com chumbo, alumínio e retinaldeído, pois interagem com o organismo.
Proteção solar: a proteção solar é importante durante toda a vida, além do uso dos chapéus e óculos escuros. O uso do filtro solar é necessário diariamente, indicado para qualquer fase da vida. Este produto tem a capacidade de proteger a pele e não faz mau nenhum ao bebê, porém é necessário observar um detalhe, as gestantes que sofrem com problemas de espinhas por causa das alterações hormonais deve optar por filtro solar em gel, pois o outro tipo de filtro favorecem o surgimento de novas espinhas.

fonte:http://www.dicasgratisbrasil.com



publicado por adm às 22:33
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Cuidados com a Pele Durante a Gravidez!

Com tantas mudanças que ocorrem no corpo da mulher com a gravidez, a pele também sente os efeitos. Umas ficam mais oleosas, outras ressecadas, podem surgir manchas, acne e até alergias a produtos que eram usados normalmente antes da gestação. Por isso, as futuras mamães precisam redobrar os cuidados com a pele durante a gravidez.

 


Com o aumento de peso, a elasticidade da pele chega ao seu limite e aí surgem as estrias. A melhor maneira de evitá-las é hidratando intensamente a pele. Use cremes com óleo de amêndoas, semente de uva, abacate ou macadâmia na composição, eles ajudam a manter a elasticidade da pele. O creme hidratante deve ser usado na barriga, glúteos, coxas e seios, que são as áreas do corpo onde costumam aparecer estrias na gravidez.

 

Mesmo sendo natural ganhar peso na gravidez, é preciso ficar de olho na balança para não engordar demais. Coma alimentos ricos em vitamina C, que estimula a produção de colágeno e proteínas. A vitamina A, E, as frutas, legumes e verduras também estão na lista de alimentos recomendados. Evite as frituras, o excesso de sal e de doces.

 

O aparecimento de manchas escuras está entre os principais problemas de pele que podem ocorrer durante os nove meses. Elas são provocadas por alterações hormonais e mudanças na pigmentação da pele, que passa a produzir maior quantidade de melanina. As manchas podem aparecer em qualquer lugar do rosto ou do pescoço e em mulheres de pele morena ou negra podem ser mais claras que o tom natural da pele.

 

A exposição ao sol deixa as manchas mais escuras, portanto a principal dica para evitar asmanchas de pele na gravidez é aplicar protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados e durante o inverno. Se as manchas estiverem muito evidentes, dá para tentar disfarçá-las usando maquiagem. Geralmente as manchas começam a desaparecer cerca de três meses depois do parto.

 

As alterações hormonais durante a gestação também podem deixar a pele mais oleosa, com cravos e espinhas. Com o fim da gravidez, essa oleosidade tende a diminuir. Mas até lá, o melhor é usar sabonetes e produtos específicos para pele oleosa em especial aqueles em forma de gel.

 

Algumas grávidas ficam com a pele seca. Neste caso, a recomendação é dar preferência para o banho com água morna para fria, sem usar muito sabonete e usar cremes que reforcem a hidratação da pele.

fonte:http://katiafarage.blogspot.com



publicado por adm às 11:22
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Sábado, 15 de Maio de 2010
Melasma/Cloasma gravidico-o chamado pano no rosto da gravidez

O melasma é uma manifestação caracterizada por manchas escuras na face. O seu surgimento geralmente está relacionado à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais hormonais (pílula) e tem como factor desencadeante a exposição da pele ao sol. O ultravioleta aumenta a actividade dos melanócitos provocando a pigmentação. O melasma geralmente melhora no inverno e se agrava no verão. Há recidiva ocorrendo reexposição solar.

Quando estas manchas ocorrem durante a gravidez, recebem a denominação de cloasma gravídico. O estrogênio e a progesterona estimulam a melanogênese. A doença aparece principalmente nas mulheres, mas também pode acometer os homens. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o surgimento do melasma. A profundidade em que se localiza o pigmento na pele determina o tipo de melasma, que pode ser epidérmico (mais superficial e que responde melhor ao tratamento), dérmico (mais profundo e de tratamento mais difícil) ou misto. Para evitar o melasma, as mulheres não devem se expor ao sol sem protecção solar durante a gravidez ou uso de anticoncepcionais hormonais (pílula).

O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento. No entanto, o tratamento acelera o seu desaparecimento. Após a melhora, a proteção solar deve ser mantida para evitar o retorno das manchas, que ocorre com bastante freqüência.

Para o tratamento do melasma é fundamental o uso de protectores solares potentes sempre que houver exposição da pele ao sol devendo-se dar preferência aos que contenham filtros físicos, que bloqueiam a passagem da radiação UV, como o dióxido de titânio.



publicado por adm às 23:56
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar
 
.posts recentes

. A psoríase e a gravidez

. Cuidados da pele na gravi...

. Cuidados com a Pele Duran...

. Melasma/Cloasma gravidico...

.tags

. 10 a 11 semanas

. 11 a 12 semanas

. 12 a 16 semanas

. 18 a 24 semanas

. 19 mitos sobre a amamentação

. 25 semanas

. 26 semanas

. 28 a 33 semanas

. 28 semanas

. 35 anos

. 6 a 8 semanas

. 6 semanas

. 8 a 9 semanas

. 9 a 10 semanas

. abertura vaginal

. aborto

. aborto espontaneo

. aborto espontâneo

. ácido fólico

. actualidade

. acupuntura

. adolescente

. alcool

. alergias

. alimentação

. amamentar

. amniocentese

. analise

. anemia

. ansiedade

. anti-séptico

. aos 30 e aos 40

. as dúvidas

. asma

. bebe

. bebes

. cabelo

. calor

. casamento

. células

. células estaminai

. celulite

. cesariana

. cloasma

. colesterol

. coluna

. concelhos

. concepto

. contracções

. corpo

. corte cirúrgico

. curiosidades

. doença

. dor

. duvidas

. enjoos

. estrias

. exercício

. filho

. gases

. gemeos

. gestação

. gravida

. grávida

. gravidez

. gravidez de risco

. gravidez ectópica

. gripe

. hipertensão

. infertilidade

. leite

. mãe

. mae

. manchas

. mulher

. nascimento

. nomes

. noticias

. obesidade

. paixão

. parto

. pele

. período fertil

. placenta

. placenta prévia

. portugal

. pós-parto

. pos-parto

. prazer

. sangue

. saúde

. saude

. sentimentos

. sexo

. sintomas

. sintomas de gravidez

. testes de gravidez

. ventre

. vida

. video

. todas as tags

.arquivos

. Outubro 2016

. Maio 2015

. Dezembro 2014

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

.links
.subscrever feeds