Terça-feira, 29 de Junho de 2010
O segundo parto duvidas e ansiedades...

O parto é sempre o momento mais temido - e ao mesmo tempo mais desejado - pela futura mamã. Mas, embora pareça mentira, quando se trata da segunda experiência, os receios são, geralmente, maiores.

Quem observa a cena de fora, acha que as mulheres que esperam um segundo filho, como já passaram pela experiência e “sabem do que se trata”, manejarão a situação “à vontade”, e entrarão na sala de parto com uma grande confiança. 

No entanto, nada mais afastado da realidade. Porque a verdade e que o segundo parto vive-se, a maior parte das vezes, com mais angústia de que o primeiro. Com efeito, os receios da mamã que vai dar à luz o seu segundo filho - embora sejam semelhantes aos que experimentou com o primeiro - , estão agora corrigidos e aumentados. Neste caso, somam-se novas ansiedades, que se aplicam a todo o parto, e que serão ainda maiores com o terceiro filho. 

O que quer dizer que o medo incrementa-se na medida em que aumenta o número de filhos. Noutras palavras: quanto mais partos, maiores receios. Embora pareça um paradoxo, nesse momento concentram-se todos os temores, ansiedades e preocupações face aos riscos - tanto reais como imaginários - que agora se sabe, com toda a certeza, que existem. No entanto, é verdade que os receios, trate-se do primeiro filho ou do quinto, dependem de cada mulher e da sua história. 

Na recta final

Durante o último mês de gestação, seja do primeiro ou do sexto filho, a iminência do nascimento do bebé representa para os pais, e muito especialmente para a mãe, o culminar de um período de tensa espera. O parto depressa chegará, e as fantasias concentram-se em redor do medo da morte, da dor e do vazio. Na parte final, da mesma maneira como aconteceu com o primeiro filho e que sucederá com os seguintes, a mulher tem sentimentos desencontrados. Por um lado, a sua parte “madura” anseia pela chegada do bebé. 

Por outro, perturba-a a ideia de que a gravidez esteja a chegar ao fim. E, ao mesmo tempo, o seu aspecto mais infantil anseia por escapar do parto com medo da dor. A verdade é que face a cada parto a futura mãe sente que deve efectuar um exame no qual - nada mais nada menos - vai “tirar o diploma de mamã” tantas vezes como filhos tiver. E é muito importante dar-lhe a garantia de que saberá fazê-lo muito bem. 

Os receios do pré-parto


A ansiedade específica desta etapa é a incerteza, que se exprime sob a forma de curiosidade, respeitante à data em que se produzirá o parto e do sexo do filho, se é que ainda não o conhece. E embora cada mamã deposite os seus temores em alguma circunstância particular que a inquieta e preocupa, existem alguns que poderíamos chamar “universais”, dado que são compartilhados por quase todas as mulheres. Os mais frequentes referem-se a situações que a mulher não pode controlar. Entre eles: não conhecer como está colocado o bebé na sua barriga, não saber o que ele faz e o que sente, e o medo ao roubo ou troca do bebé. É por isso que todas as mães desejam e pedem sempre para ver o seu bebé na altura em que nasce. Desta forma, pode reconhecê-lo como próprio. 

Surgem, ao mesmo tempo, os receios de morrer no momento de dar à luz, de ter um parto traumático, um filho disforme, ou a morte do bebé, aos que se somam o de não encontrar o médico no instante preciso, o de não saber quando deve ir para a maternidade, ou de ficar sozinha quando começam as contracções. No respeitante ao medo da dor, suscita-se um paradoxo. Por um lado, o bíblico “parirás com dor” parece continuar a vigorar apesar da existência da anestesia peridural. De facto, muitas vezes a mulher chega à maternidade em avançado trabalho de parto e ao perguntar-lhe porque não chegou mais cedo ela responde “porque não me doía”. De modo que parto e a dor parecem estar indissoluvelmente associados. E como se tudo isto fosse pouco, aparecem, além disso, o medo de enfrentar esse desconhecido que é o recém-nascido, e a angústia da separação, essa tristeza pela perda da barriga. Porque embora seja verdade que se ganha um filho, perde-se o estado de grávida, vivido geralmente como um estado de plenitude, com todos os olhares, mimos e elogios. Situação que não se repetirá até à próxima gravidez. 

Segundo parto, novos receios


Quando se trata do segundo filho, às ansiedades atrás mencionadas, somam-se algumas novas, relacionadas, basicamente, com o primogénito. Com efeito, nas últimas semanas ou dias anteriores ao parto, a mamã tem vontade de conhecer o seu bebé, tê-lo nos braços, dar forma e rosto às imagens tantas vezes fantasiadas e esperadas, mas sente, ao mesmo tempo, uma série de receios e preocupações pelo seu primeiro filho.

Um momento maravilhoso

Não obstante, e para lá dos receios, o parto é um processo natural e maravilhoso, para o qual nos preparámos durante nove meses. Chegado o momento, com uma adequada atenção profissional conseguiremos dominar a ansiedade e desfrutar de uma das experiências mais fascinantes da vida. Para finalizar, um pequeno conselho “anti-ciúmes” (e pró auto-estima): no momento de entrar na maternidade, coloque no saco um porta-retratos com uma fotografia linda e grande do primogénito. Desta maneira, quando visitar a sua mamã e o bebé na maternidade, a criança sentirá que apesar da chegada de um novo membro à família ele também continua a ser importante, conserva certo protagonismo e, fundamentalmente, está muito presente entre os afectos mais apreciados pela sua mamã. 

Os receios típicos de todos os partos

Que o bebé nasça com alguma malformação. 
À morte do recém-nascido. 
À dor. 
Às contracções e à episiotomia. 
De ficar magoada. 
De morrer no parto. 
À solidão e ao desamparo. 
A expulsar ou reter o bebé, como expressão do desejo de um parto prematuro ou de prolongar a gravidez. 
De não recuperar a linha. 
De não saber quando tem de sair da maternidade. 
De não chegar a tempo à maternidade e dar à luz em casa ou noutro lugar. 
De que o “seu” médico não chegue a tempo para o parto. 
Os receios do segundo parto 

Além das ansiedades típicas do parto, com o segundo filho a mãe experimenta alguns receios novos:

De morrer durante o parto e que o primogénito fique sem mãe. 
Dos ciúmes do primogénito: até agora “rei” da casa, a mamã receia pelos naturais ciúmes que o primeiro filho sentirá pela presença do seu irmãozinho. 
De não conseguir amar o novo bebé com a mesma intensidade do primeiro: este sentimento é comum a todas as mamãs que esperam um segundo filho, embora nem sempre o manifestem abertamente (“que pensarão se me ouvem? Vão julgar que eu sou uma má mãe”). 
Quem cuidará do primogénito quando ela for internada: quando a data do primeiro parto se aproxima, a mamã preocupa-se pelo enxoval, por ter a casa preparada para receber o bebé e o saco pronto com todas as coisas que deve levar para a maternidade. Mas agora deverá prever, além disso, quem cuidará do irmãozinho - ansioso, na expectativa e ciumento - quando tiver de sair da maternidade. Com quem ficará? Tratá-lo-ão como eu o tratava? E se for de madrugada, como farei? E se não me der tempo de deixá-lo com a avó? Estas são algumas das dúvidas mais frequentes.



publicado por adm às 23:20
link do post | comentar | favorito

O segundo filho, duvidas e receios...

Por mais planificada que tenha sido, a notícia de uma segunda gravidez provoca sempre surpresa.

Embora demore ainda oito meses a chegar, não há dúvida de que o anúncio da chegada de um novo filho origina grandes confusões, logo desde o princípio. 

Para a mãe, receio de não poder amá-lo o suficiente (e se for o caso, espera que ele não o note); também teme pelos ciúmes do mais crescido, e imagina como será a situação se o bebé for do mesmo sexo do primogénito, ou se for de sexo diferente.

Quando descobre que está novamente grávida, a mamã costuma experimentar além disso um sentimento de culpa, especialmente se o primeiro filho for ainda muito pequeno, dado que pensa que vai privá-lo de contar com a sua presença de forma exclusiva o tempo necessário, além de lhe impor um irmãozinho que a criança não pediu.

Para o papá, o principal receio ainda que inconsciente é que o bebé seja um menino, pois supõe que se converterá na "luz dos olhos da mamã" e o afastará a ele para um longínquo segundo plano. 

E especialmente nestes tempos, uma preocupação comum de ambos e do papá em particular é que o dinheiro não chegue, embora seja verdade que este receio se relacione mais com os "recursos internos" dos quais eles temem carecer do que com a situação económica em que se encontram. 

Geralmente, estes sentimentos contraditórios podem ser mais frequentes em relação com o segundo filho. 

Com efeito, a chegada do primeiro constitui uma vivência nova que inaugura a etapa da maternidade e paternidade, e se se trata do terceiro ou do quarto, os pais já têm experiência, de maneira que se sentem menos angustiados (ou pelo menos assim se supõe). 


Recordações do passado


Se a mãe tem irmãos mais velhos, os seus sentimentos de culpa, pena ou compaixão em relação ao primogénito podem estar relacionados com o facto dela também ter sido "a primeira" no amor que recebeu dos seus pais e um belo dia se viu subitamente afastada por um bebé, que veio ocupar o seu lugar. 

Por outro lado, quando os pais são filhos únicos e não ultrapassaram a vivência da chegada de um irmão, a facilidade ou dificuldade para enfrentar a chegada de um novo bebé dependerá basicamente dos afectos recebidos na infância por parte dos seus progenitores, avós, tios, etc. 


Culpas que vão e vêm

Os sentimentos de culpa em relação ao primeiro filho podem dissipar-se ou não ao longo da gravidez, segundo quais tenham sido os motivos inconscientes que os ocasionaram desde o início. 

Às vezes, quando o parto é iminente, podem ver-se exacerbados devido à sensibilidade aumentada da futura mamã, tanto em relação ao filho por nascer como com os seus irmãozinhos, especialmente se o bebé é o segundo e vem quebrar o triângulo inicial. 

Geralmente, uma vez que o bebé nasce, e embora nem sempre desapareçam, estes sentimentos de culpa podem transformar-se e dirigir-se para o marido ou outras pessoas do agregado familiar. 


Finalmente chegou!


Em geral, face à proximidade do parto ou depois do nascimento, no puerpério imediato, podem apresentar-se diferentes situações. 

Por um lado e independentemente de que se trate do primeiro, do segundo ou de qualquer outro filho costuma experimentar-se certa situação de estranheza e falta de carinho para o recém-chegado que se inverte com o decorrer dos dias. 

Por outro, se os pais desejavam um menino (ou uma menina) e o seu desejo se cumpre, são tomados por uma sensação de plenitude e um amor muito intenso por esse bebé, que costumam manifestar com um "Finalmente chegou!" (por exemplo, uma menina depois de vários meninos, ou o caso inverso). 

Neste caso, os conflitos não necessariamente evidentes desde o primeiro momento e às vezes dissimulados relacionam-se com os ciúmes e o sentimento de exclusão que experimenta o progenitor do sexo oposto face ao novo filho, devido à fantasia de que agora o "preferido" (ou a "preferida") será o bebé, em detrimento do papá (ou da mamã). 


O seu a seu dono

O amor que toda a mãe sente pelo primogénito parece impossível de igualar, e menos ainda de superar, mas é importante compreender que nunca se amadois filhos da mesma maneira. 

No entanto, é preciso não confundir: isto não significa que se ame um mais do que outro, mas a cada um de maneira diferente.

Recordemos que cada filho é concebido num determinado momento da vida, tanto do casal como de cada um dos seus membros, de modo que cada criança terá para os pais em conjunto e para cada progenitor de forma individual um significado e um afecto especiais. 

Por isso, nunca se deve desesperar pensando que o amor não vai chegar para satisfazê-los a todos. 

O carinho dos pais não se multiplica à medida que chegam os filhos, mas distribui-se de maneira proporcional e personalizada para cada um em particular. 

Não se trata de mais ou menos amor, mas de amores diferentes.



publicado por adm às 02:15
link do post | comentar | favorito

Domingo, 27 de Junho de 2010
Algumas dicas e técnicas de amamentação...

1. AMBIENTE CALMO E MÃE TRANQÜILA
2. POSIÇÃO DA MÃE E DO BEBÊ CONFORTÁVEL - em geral sentada em cadeira com encosto na vertical e o bebê deitado fazendo um ângulo de 45 graus com o plano horizontal, apoiado sobre os braços da mãe.
3. FAZER HIGIENE DAS MÃOS E MAMILOS 
4. CADA MAMA DEVE SER SUGADA POR NO MÁXIMO 15 MINUTOS - em 5 minutos o bebê é capaz de esvaziar 80% do leite de uma mama.
5. ANTES DE OFERECER O MAMILO, FAÇA COMPRESSÃO E EXPRESSÃO DA ÁREA PERI-AREOLAR, PARA QUE SAIA O COLOSTRO QUE O BEBÊ DEVE PROVAR, FACILITANDO A SUA SUCÇÃO.
6. MANTER A CRIANÇA ACORDADA DURANTE O ATO.
7. INTRODUZIR O MAMILO BEM PROFUNDAMENTE NA BOCA DO BEBÊ - ele deve abocanhar toda a região areolar.
8. LEMBRAR QUE DURANTE A SUCÇÃO O BEBÊ TAMBÉM "MORDE" A REGIÃO IMEDIATAMENTE ATRÁS DO MAMILO - área esta onde se encontra uma espécie de pequena bolsa que acumula o leite que vem pelos ductos (canais) mamários a partir dos ácinos (glândulas de leite). Dessa forma o leite é "esguichado" dentro da garganta do recém-nascido e depois deglutido.
9. ANTES DE REMOVER O BEBÊ DO SEIO, ABRA SUAVEMENTE A BOCA DELE - para evitar o efeito de vácuo que pode provocar rachaduras do mamilo.
10. LEMBRE-SE QUE ESSE É UM MOMENTO NÃO SÓ DE ALIMENTAÇÃO, MAS também DE CARINHO E AMOR.



publicado por adm às 22:26
link do post | comentar | favorito

Sábado, 26 de Junho de 2010
Perguntas e respostas sobre os cuidados do pós-parto

O bebê já está em seus braços. Foi um tempo de preocupações, incertezas, mas de muita alegria. Uma alegria que agora se multiplica milhões e milhões de vezes com o nascimento. Mas ainda alguns cuidados são necessários no período que nós, médicos, chamamos de puerperal, com algumas importantes mudanças físicas que podem inclusive afetar o lado emocional. O Puerpério é o período de 6 semanas a seguir do parto. A maioria das alterações provocadas pela gravidez regride na maioria dos sistemas orgânicos do corpo. Podemos dividir esse período em: 1. Puerpério Imediato - as primeiras 24 horas ; 2. Puerpério Precoce - a primeira semana e 3. Puerpério Remoto - as 5(Flávio: não seriam 5?) semanas seguintes(na verdade essa é uma divisão apenas didática, pois as regressões das modificações que a gravidez provocou no corpo demoram cerca de 6 meses para sumirem por completo). É uma fase cheia de dúvidas. Veja algumas delas e as respostas. 

1. Qual deve ser o tempo de internamento?

Depende do tipo de parto. NORMAL: alta em 24-48 horas. CESÁRIA: 48-72 horas
A alta hospitalar é dada após a paciente estar em condições de andar sem apoio, com intestino e bexiga funcionado sem problemas.
As condições de alta dependem também das perdas sangüíneas durante o parto. A grávida está preparada para perder até 1500 ml de sangue sem problemas. Isso acontece por todo aquele aumento de volume sanguíneo que aconteceu durante a gestação. As perdas normais são: durante o PARTO NORMAL = 400 a 600 ml ; Durante a CESÁRIA = 800 a 1000 ml. 

2. Como serão as minhas reações emocionais? E a depressão pós-parto?
Primeiramente vem o alívio com o êxito do parto. Depois chega a vontade de se relacionar com o recém-nascido. Em seguida sensação de insegurança e algumas vezes certo grau de depressão, causada pela impressão de que nada sabe sobre como cuidar do novo ser que agora está fora do útero e totalmente dependente de sua presteza e de seu amor. 

3. Em quanto tempo eu posso levantar e andar ?
Devemos estimular que a puérpera (as mães por favor me desculpem o uso dessa palavra feia, mas que designa a mulher que acabou de dar à luz) levante precocemente de seu leito, se houver condições, 6 horas após o parto normal, e 12 horas após a cesárea. Andar precocemente melhora o funcionamento dos intestinos e da bexiga e evita complicações trombo-embólicas, ou seja, a coagulação do sangue dentro das veias, o que pode acontecer, principalmente nas pernas. 
Um inchaço nas pernas, principalmente do lado esquerdo, é comum nos primeiros dias pós-parto. Isso se deve à redistribuição dos líquidos contidos na placenta. É como se parte desse líquido fosse armazenado de forma temporária nas pernas. Deitar com as pernas elevadas pode ajudar a diminuir esse tipo de problema.

4. Em quanto tempo o intestino volta ao normal?
É normal uma certa demora do funcionamento intestinal , particularmente, após a cesária, quando uma pequena quantidade de sangue que fica dentro do abdome dificulta o peristaltismo ou a movimentação dos intestinos. Assim, uma dieta rica em fibras e alguns laxativos leves serão utilizados nos primeiros 3 dias.

5. E a bexiga?
Urinar se torna impossível após anestesia (primeiras 12 a 24 horas). Por isso usamos sonda vesical (na bexiga) de demora (que fica por algum tempo) após a cesariana. Às vezes, mesmo depois que se retira a sonda (12 horas após a intervenção), há certa dificuldade em se obter a primeira micção. As primeiras micções podem inclusive ser dolorosas.

6. Como deve ser a higiene?
Assim que a puérpera se levanta deve tomar um banho.
O fato de lavar a cabeça não afeta e evolução saudável do puerpério.

7. Quais os cuidados com os curativos?

São retirados após 24 horas do parto, no caso de cesárea. Podem ser molhados durante o primeiro banho desde que depois sejam trocados. Após o segundo dia mantemos o corte descoberto sem necessidade de curativos. A episiotomia (corte realizado no períneo para facilitar a expulsão fetal durante o parto normal) requer apenas limpeza com água e sabonete durante o banho. Nos casos de dor e ardência - que são freqüentes - usamos alguns anti-sépticos e analgésicos em forma de "spray" - o que promove alívio.

8. Existem exercícios específicos a serem feitos no pós-parto?
Sugestões Práticas de Exercícios Durante a Gravidez e Pós-parto.
OBJETIVO: Visam tonificar os músculos da região lombar, assoalho pélvico e abdome.
Pós-PARTO NORMAL = começam após a segunda semana
Pós-CESÁRIA = começam após a terceira semana
Você pode continuar fazendo exercícios de relaxamento ou caminhadas leves a qualquer momento após um parto normal. Contudo, é uma boa conduta dar a seu corpo o devido descanso e um tempo para recuperação, antes de reiniciar um programa de ginástica. Usualmente, seis semanas é o tempo que se espera para uma boa recuperação do corpo, se você teve um parto vaginal sem complicações. Se houve complicações, ou muitas suturas perineais, você poderia esperar um pouco mais. Se você se sente pronta para reiniciar seus exercícios antes de seis semanas, discuta o assunto com seu médico.
Em caso de cesariana o tempo de espera para exercícios reguçares e intensos deve ser maior ou seja, acima de 60 dias após o parto. Esteja sempre em contato com seu médico sobre seu progresso ao iniciar um programa de ginástica após a cesariana. 
Se recomeçar um programa de ginástica significa retornar à natação, novamente, converse com seu médico. As incisões e suturas podem não estar bem cicatrizadas, e a água da piscina possui agentes químicos e bactérias que podem ser prejudiciais. Queremos salientar que há muitos outros tipos de exercícios e alongamentos que podem ser praticados na gestação e pós-parto e que as informações a seguir não substituem as recomendações do seu médico. Consulte-o sempre que for iniciar qualquer programa de exercícios físicos. Queremos dizer também que as sugestões abaixo não substituem a presença do fisioterapeuta e, na verdade, devem ser seguidas ao lado dele, até que você se sinta segura por estar fazendo os exercícios e alongamentos de modo correto. 

FAZER OS EXERCÍCIOS DE FORMA INCORRETA, ALÉM DE NÃO AJUDAR, PODE PROVOCAR PROBLEMAS FÍSICOS

9. Como deve ser a minha dieta?

Deve conter no mínimo 2600 cal/dia.
A puérpera deve ingerir boa quantidade de líquidos o que deve ajudar na produção do leite.
Nos primeiros 2 meses após o parto o esquema alimentar deve se manter no mesmo ritmo da gestação, com um acréscimo de cerca de 400 cal/dia, em virtude da produção do leite.

10. Quando voltar ao médico?

A paciente que amamenta não terá suas menstruações regulares e com muita freqüência terá ausência delas. Naquelas que não estão amamentando, a primeira menstruação poderá vir logo após a sexta semana pós-parto. Desse modo, é após 40 dias que a primeira revisão médica do parto deve ser feita. Nos casos de cesariana é aconselhável uma revisão 10 dias após a retirada dos pontos (que é feita uma semana após a intervenção). 

11. Em quanto tempo o útero volta ao normal?

De modo geral, 6 semanas é tempo suficiente para que o útero volte ao tamanho e peso normais. No primeiro dia pós-parto ele já se encontra na cicatriz umbilical e após 10 dias ele está na sínfise púbica ( ao nível do osso púbico, logo acima dos pelos pubianos).
A cicatriz da área de inserção placentária dentro do útero (área sangrante) é responsável pela presença de um constante fluxo de líquidos através da vagina no período puerperal, denominados de lóquios. No início os lóquios são vermelhos (rubros), depois vermelho-claros e a seguir amarelados, cessando após a sexta semana. Portanto, nas primeiras 2 a 3 semanas é normal apresentar um sangramento semelhante ao da menstruação, que depois vai se tornando claro e amarelado , até parar.
É comum nos 2 ou 3 dias que seguem o parto a presença de cólicas, principalmente durante a amamentação, que são a tradução de contrações vigorosas do útero, com o intuito de acelerar a involução desse órgão.

12. E o meu peso ? Em quanto tempo volto ao peso com que engravidei?
Um ganho de peso de 9 a 10 Kg durante a gravidez está relacionado a retenção de água. É normal uma perda de 5,5 Kg logo após o parto devido a saída do feto , placenta, líquido amniótico e involução uterina. Outros 4,5 Kg são eliminados nas 6 semanas seguintes, sendo cerca de 1,5 Kg na primeira semana pós-parto e 3,0 Kg nas outras 5 semanas. Assim , esses 9 a 10 Kg serão sempre perdidos , porque correspondem ao acúmulo de água durante a gestação. A quantidade de quilos que ultrapassou esses 10 kg, será o restante que você poderá perder durante o período de amamentação, ou seja, nos primeiros 6 meses.

13. Como eu faço para amamentar o Bebê?
Depende de motivação e aprendizado adequado.
A mama é preparada durante toda a gravidez para produzir leite em quantidade suficiente para o recém-nascido. Vários hormônios estão envolvidos no desenvolvimento e crescimento mamário, bem como na elaboração e ejeção do leite. 
Os principais hormônios são produzidos pela hipófise (ocitocina e prolactina); eles atingem a corrente sangüínea e vão atuar sobre a mama na produção e na liberação do leite.
A sucção é necessária tanto para produção quanto para a ejeção do leite. É ela que mantém os níveis de prolactina adequados para que se dê a síntese do leite - essa suspensão de proteínas e gorduras em solução de açúcar (lactose) e sais de sódio. Cerca de 90% da composição do leite corresponde a água. 
O volume de leite produzido é variável de mãe para mãe. Sabemos que quanto mais o bebê suga mais leite é produzido. Nos primeiros 2 dias após o parto só é produzido o colostro (secreção pré-láctea rica em proteínas e anticorpos), de cor amarelada, que é suficiente para manter as condições de nutrição do bebê, até que ocorra a apojadura ou descida do leite propriamente dito. Essa descida do leite acontece em geral 2 a 5 dias após o parto. Não se preocupe com essa demora, pois o bebê nasce com reservas energéticas suficientes para agüentar até a vinda definitiva do leite. É por esse motivo que o bebê perde até 10% de seu peso de nascimento nesse período. O volume de leite aumenta gradativamente de 120 ml por dia no segundo dia, 170 ml no terceiro dia , 240 ml no quarto dia para cerca de 300 ml por dia a partir do quinto dia do período puerperal. Podemos calcular a quantidade de leite produzido por dia, multiplicando-se o dia pós-parto por 60. Dessa forma 15 dias após o parto a produção do leite estará em torno de 900 ml por dia (15 x 60). Portanto, são necessários 14 a 15 dias para que essa produção seja regular e constante.


tags: , , ,

publicado por adm às 23:36
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Quais as melhores posições sexuais na gravidez?

Sexo na gravidez é tabu para muitas pessoas. Cada casal reage de uma forma diferente ao sexo durante a gestação, mas a verdade é que, estando os dois afim e a vontade, não há problema algum.

Para melhorar o sexo na gravidez, temos que adaptar o casal a realizar novas posições sexuais. Conforme a barriga cresce vai dificultando as relações. Dificultando e não impedindo. Para quem quer viver nove meses de prazer, seguem dicas de quatro posições sexuais:

Posição sexual 1
Os dois se encaixam de lado. A grávida pode colocar um travesseiro bem pequeno sob a barriga, para apoiá-la melhor.

Posição sexual 2

Ele deita na cama, ela senta sobre ele. Boa posição para a grávida, pois ela pode se movimentar e controlar a penetração.

Posição sexual 3
O casal fica na posição clássica, porém o homem eleva o tronco para não pressionar a barriga da parceira.

Posição sexual 4
Os corpos ficam em posição de cruz - ela deita e flexiona as pernas, ele se encaixa de lado, sob as pernas dela.



publicado por adm às 22:45
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
Os benefícios das frutas durante a gravidez

Não subestime o poder das frutas, elas são fortes aliadas em diversos aspectos, principalmente durante a gravidez, onde ela atua diretamente no conforto.

Isso se deve ao arsenal de vitaminas e minerais que, além de amenizar os desagradáveis sintomas de uma gravidez, contribuem para o desenvolvimento do bebê.

Outro fator importante é a de prevenir doenças. As frutas reduzem os enjôos, azia, prisão de ventre, inchaço, cãibras e mantêm a pressão arterial sob controle.

As frutas também contribuem para uma rápida recuperação do parto, além de contribuir para que o nenê venha ao mundo tempo certo, com peso adequado e boa formação dos ossos, dos dentes e do sistema nervoso central.



publicado por adm às 23:23
link do post | comentar | favorito

Domingo, 20 de Junho de 2010
Durante a gravidez posso ou não pintar os cabelos?

Uma mulher grávida pode pintar os cabelos? Eis a questão que atormenta a maioria das gestantes. Qualquer tratamento químico para cabelos pode deflagrar reações alérgicas nas futuras mamães, mesmo nas que nunca tiveram esse problema antes. 

Na gravidez, o corpo feminino se transforma conforme a dança dos hormônios e até mesmo um inofensivo batom velho pode causar uma reação esquisita.

A pele da mulher fica mais hidratada e, por essa razão, absorve com mais intensidade qualquer substância, aumentando as chances de irritação. Por isso, o couro cabeludo pode apresentar coceira e vermelhidão depois de uma sessão de pintura.

Lembre-se de que a tintura pode ser inalada e causar alergias respiratórias. Isso vale para os produtos com amônia, iodo e peróxido de hidrogênio na fórmula. Se a mulher tiver sensibilidade a eles, pode realmente apresentar alguma reação. As escovas definitivas que levam formol também provocam fortes reações.

Pode

Mas quando o assunto é a saúde do feto, os médicos não entram em acordo. Para alguns especialistas, as modernas tinturas e tonalizantes não oferecem nenhum perigo à criança, já que aboliram os temidos metais pesados de sua composição. Essas substâncias, como o chumbo, o alumínio e o cobre, poderiam levar a distúrbios neurológicos graves e à malformação do sistema nervoso central. No entanto, os produtos que hoje circulam no mercado são (ou pelo menos, deveriam ser) seguros e liberados durante a gravidez.

Não Pode

Já outros médicos discordam desse raciocínio, argumentam recomendam passar longe das químicas para cabelos, pois esses cosméticos são inócuos quando as condições de saúde estão perfeitas, mas o corpo muda muito durante a gravidez. A pele das gestantes, por ser mais sensível, abriria caminho para alguns componentes entrarem na circulação sanguínea e, de lá, chegarem à placenta e ao feto. Na gravidez, as variáveis são outras e não dá para prever as conseqüências.

Enfim…

O fato é que nenhum estudo comprovou os efeitos das tinturas para cabelos na saúde dos bebês. Provavelmente, elas não causam malformação. Mas, como ninguém fez testes para assegurar, por precaução não são recomendadas. Outros especialistas preferem o meio-termo e, após o primeiro trimestre, liberam apenas xampus tonalizantes e tinturas naturais, como a hena.



publicado por adm às 23:29
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 17 de Junho de 2010
Dicas para as grávidas terem algum conforto com o calor

Toda gestante sabe como o verão pode ficar insuportável. Descubra algumas sugestões para aliviar o desconforto nessa época do ano

1- Controle o ganho de peso e tente se manter na média de um quilo por mês. Quanto mais você engordar, mais calor vai sentir. O aumento que ultrapassa 12 quilos no final da gestação é sinal que a mulher engordou mesmo, ou seja, ganhou gordura. E ela forma uma capa que funciona como um tipo de cobertor, aquecendo o organismo. Além disso, quanto mais gorda, mais rápido alguns órgãos trabalham.

2- Tome um banho apenas morninho. Mas evite o banho frio, que pode provocar cãibras.

3- Beba dois a três litros de líquidos por dia.

4- Coma frutas como melancia, e melão que, geladinhas, diminuem a sensação de calor. Tente uma salada de frutas.

5- Evite comidas com muita gordura. Elas fazem seu organismo trabalhar mais para digeri-las, aumentando a sensação de calor. Prefira saladas com folhas cruas. Sopas frias, como o gaspacho, também são uma ótima opção.

6- Escolha roupas arejadas de algodão e evite tecidos sintéticos que dificultam a transpiração.

7- Faça exercícios de relaxamento dentro da água.

8- Opte por calçados abertos. Tênis e meia esquentam demais o pé.

9- Deixe as compras para os dias mais frescos e fuja de lugares muito cheios.

10- Se tiver cabelo longo, mantenha-os presos sempre que puder.

11- Carregue na bolsa um spray de água termal, vendido em farmácias e perfumarias. Borrife sobre o rosto e pescoço.

12- Se você estiver usando meias de compressão, coloque-as dentro de um saquinho no congelador na hora em que entrar no banho. Ao sair do banho, vista-a. Verá que a sensação de calor é bem menor.

13- Aplique cremes à base de cânfora ou hortelã nos pés e nas pernas. Eles deixam uma sensação geladinha. Mas converse antes com seu ginecologista para ver se não há risco de alergias.

14- Molhe o rosto, o pulso e a parte de trás do pescoço no decorrer do dia com água fresca.

15- Na hora de escolher um hidratante, prefira os menos oleosos, que dão uma sensação maior de refrescância.

16- Muitas gestantes abominam qualquer tipo de perfume mas outras têm uma tolerância maior e gostam de se sentir cheirosinhas. É importante escolher fragrâncias refrescantes, o que vale também para os cosméticos. Alecrim, hortelã e menta. Evite perfumes muito concentrados.



publicado por adm às 23:52
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Tudo sobre a Analgesia Epidural no Trabalho de Parto

O QUE É ?

É o controlo da dor do trabalho de parto pela administração de medicamentos anestésicos no espaço epidural.


ONDE ESTÁ O ESPAÇO EPIDURAL ?

O espaço epidural situa-se ao longo da coluna vertebral antes das membranas que envolvem o cordão medular. 
Localiza-se por detecção de perda de resistência, visto ser um espaço virtual que fica entre o ligamento amarelo e a dura mater, a sua abordagem é feita com a grávida sentada ou deitada em decúbito lateral.

Antes de iniciar a técnica:

- Fala-se com a grávida, garantindo que não existem contra-indicações para a sua execução;
- Faz-se uma breve explicação do que vai acontecer e obtém-se a sua autorização (escrita);
- Coloca-se um soro em perfusão, para preenchimento vascular; 
- Mede-se a tensão arterial e o pulso;
- Vigia-se a frequência cardíaca fetal pela Cardiotocografia;
- Posiciona-se a grávida ou na posição de sentada ou em decúbito lateral. O importante é ficar o mais enrolada possível e manter essa posição até ao final da execução da técnica. É a chamada posição de gato assanhado ou posição fetal.

E depois?

- Desinfectam-se as costas;
- Identifica-se o local onde se vai fazer a epidural;
- A parturiente sente na pele uma pequena picada da anestesia local;
- Identifica-se o espaço epidural com uma agulha específica;
- Coloca-se o cateter no espaço epidural;
- Fixa-se o cateter á pele com adesivos;
- Deita-se a grávida de costas com o tronco ligeiramente elevado;
- Avalia-se a tensão arterial e o pulso da mãe de 5 em 5 minutos, durante cerca de 15 minutos.

COMO ACTUA?

Pelo cateter administram-se anestésicos locais que vão banhar os nervos, impedindo a transmissão da dor causada pelas contracções.
Os anestésicos locais demoram cerca de 5 a 10 minutos a fazer efeito. A duração do efeito (mais ou menos 2 horas) varia de grávida, mas pode sempre ser administrada nova dose através do cateter.
A administração dos anestésicos locais só é realizada quando a grávida se encontra em trabalho de parto activo, ou seja, com pelo menos 3 centímetros de dilatação do colo uterino.

VANTAGENS ?

→ Aliviar a dor sem alterar a consciência;
→ Os fármacos utilizados não vão prejudicar o bebé;
→ Permite que a parturiente possa repousar / descansar;
→ Colaboração activa da futura mãe durante o período expulsivo;
→ O cateter pode ser utilizado, se necessário, para a anestesia numa cesariana ou em outras intervenções, sempre sem dor.

EFEITOS INDESEJÁVEIS ?

→ Sensação de peso e/ou dormência nas pernas;
→ Dificuldade em urinar;
→ Hipotensão (diminuição da tensão arterial):
Previne-se com a colocação de um soro antes da epidural e corrige-se facilmente com a infusão de mais soros ou de medicamentos que façam subir a tensão;
→ Dores de cabeça:
Devem-se a uma complicação da técnica. Podem surgir cerca de 12 horas após a punção e localizam-se na nuca. Apesar de incómodas, são de fácil tratamento;
→ Dores nas costas:
Raramente se deve à epidural. O local picado pode, contudo ficar “dorido” durante uns dias;
→ Analgesia parcial ou ineficaz:
Deve ser colocado novo cateter epidural.


CONTRA-INDICAÇÕES ?

- Recusa da grávida;
- História ou suspeita de doenças do sangue (dificuldade em cicatrizar feridas, equimoses sem causa aparente…)
- Grávida medicada com anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários (ex.: Aspirina);
- Infecção da pele no local da punção;
- Alergia aos anestésicos locais.

CASOS ESPECIAIS ?

Existem por vezes situações particulares que por poderem vir a ser motivo de ansiedade ou preocupação por parte da grávida, são de discussão obrigatória com o médico anestesiologista. As escolioses ou “costas tortas”, as dores de costas, as intervenções cirúrgicas à coluna, as hérnias discais e ainda as tatuagens na região lombo-sagrada, entre outros, poderão ser alguns destes casos.

CONCLUSÃO »

A analgesia epidural é o método mais eficaz na analgesia do trabalho de parto e com menores riscos para o feto.É uma técnica invasiva que é executada exclusivamente por médicos anestesiologistas.
As contra-indicações para a sua realização são raras, assim como as complicações.
Permite à grávida manter a plena vivência de todo o processo do nascimento do seu bebé sem dor.

PARTO SEM DOR É UM DIREITO DE TODA A MULHER!


INFORMAÇÕES SOBRE A DOR DESDE AS CIVILIZAÇÕES MAIS PRIMITIVAS E A EVOLUÇÃO PARA A ANALGESIA EPIDURAL :

A gravidez é uma etapa muito importante na vida de qualquer mulher.


Ao longo de aproximadamente 40 semanas, não é apenas a criança que cresce no útero materno, ocorrem ao mesmo tempo, na mulher, alterações naturais (fisiológicas) que têm como objectivo preparar o seu corpo para o parto. Embora este seja um acontecimento natural, é acompanhado, na maioria das vezes, por dor.


O Homem desde sempre foi atormentado pela dor, e as suas causas e possíveis tratamentos sempre foram procurados desde as mais primitivas civilizações. Ao longo da história encontramos diferentes explicações para o fenómeno da dor. Chegou a ser considerada um castigo mandado pelos Deuses ofendidos, foi atribuída a maus espíritos e perda de substâncias essenciais ao organismo.


A dor na Grécia Antiga era percebida como um ser independente que atacava e “devorava” o indivíduo. Esta era entendida como um ser vivo que se alimentava da vítima. Nas civilizações mais primitivas/antigas era originada, por forças maléficas, as quais eram tratadas com amuletos ou tatuagens.


Foi com grandes filósofos e médicos como Aristóteles (Grego) e Galeno (Romano) que a dor passou a ser constituída pelos aspectos emocionais e sensoriais. Assim Aristóteles considerava que a dor era o oposto do prazer.


A partir do século XII, e devido ao sofrimento de Cristo, a dor passou a ser valorizada como uma forma de manifestação de fé. No Renascimento o Homem é colocado no centro do universo. O sofrimento físico passa a ser associado ao indivíduo e não à religião. O declínio religioso acontece por volta dos séculos XVI e XVII e surge a revolução científica. Foi René Descartes que utilizou o método das ciências exactas para tentar explicar o sofrimento físico. Foi o primeiro a afirmar que a dor quando partia da pele, corria por filamentos até ser percebida pelo cérebro/modelo simples do sistema nervoso).


No século XVIII, no período Iluminista, os médicos passam a estudar a dor a partir dos cinco sentidos, tentando perceber como é transmitida dentro do corpo até chegar ao cérebro.

Foi no século XIX que surgiu a fundamentação e consolidação dos modelos de transmissão da dor por um sistema de nervos que comunicam com a medula e de esta até ao cérebro. 


Falando concretamente da dor no trabalho de parto, o receio do parto, bem como as dores por ele provocadas vêm desde as escrituras longínquas. O Antigo Testamento compara o trabalho de parto … “a guerra dos inimigos e a força do vento que despedaça os grandes navios …” (Vellay, 1995).


É desde a Idade Média que se sente, que o acto de parir está adulterado. Religiões repressivas criaram sobre a vida sexual, uma imagem de algo proibido, errado, gerador de dor, reprimindo a noção de prazer, o que era considerado pecaminoso. Em qualquer circunstância, há sempre um castigo a lançar sobre o acto sexual que se reflecte sobre a consequência: o parto.


É toda esta representação de dor, castigo e tragédia que rodeia o trabalho de parto e o próprio parto, que fez ao longo dos tempos com que as parturientes assim como as suas famílias, rogassem aos Deuses, aos Santos e à Virgem Maria, para que tivessem uma “boa hora”, expressão ainda hoje usada para desejar que tudo corra bem no parto.


Ainda hoje existem pessoas que continuam subordinadas a certa moral religiosa, que pensam que o ter um filho terá que estar associado a dor, “senão cai-se em pecado, não se amando os filhos”. A sociedade continua a influenciar negativamente as mulheres em relação ao parto, o qual, nem sempre foi considerado doloroso, como nem sempre significou motivo de sofrimento para as mães (Soares, 1994).


Nas civilizações asiáticas e em algumas tribos africanas, o parto é visto com um acto fisiológico, encarado sob o signo da alegria e não do sofrimento, constituindo uma festa em que a mãe e todos os membros da tribo participam. Na Europa e na América do Sul é tido de uma maneira geral doloroso (Soares, 1994)


Quando se estuda a história da obstetrícia, verifica-se que de civilização para civilização, a representação do parto e o seu contexto são totalmente diferentes. Para uns é doloroso, para outros é uma festa. A diferença não está nos úteros está sim, na maneira como o cérebro da mulher regista e interpreta os sinais que o útero dá, quando em trabalho de parto.


A analgesia epidural já existe há cerca de 40 anos e tem-se revelado um método seguro e eficaz de alívio da dor neste período tão especial. Os equipamentos cada vez mais sofisticados e os medicamentos cada vez mais aperfeiçoados, contribuem para a diminuição de efeitos secundários.



publicado por adm às 23:21
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Os sintomas de uma gravidez

Algumas mulheres têm sintomas logo após a concepção, outras detectam alguma alteração passados vários dias do óvulo fertilizado ter sido implantado na parede uterina; outras apenas desconfiam por causa do atraso da menstruação e da sensibilidade e aumento das maminhas. 

Outros sintomas são: náuseas, vómitos, ardores de estômago, acidez, prisão de ventre, cansaço, sonolência, insónias, sensibilidade emocional, desejos alimentares (geralmente no primeiro trimestre), sede e vontade de urinar mais vezes ao dia que o normal.

O que apresentamos são apenas alguns dos sintomas mais frequentes no início da gravidez. Deverá sempre falar com o seu médico e explicar-lhe todas as mudanças que sente no seu corpo. Não queremos que se assuste com todos estes sintomas, (praticamente todas as mães passaram e muitas vão passar), até porque existem formas de alguns serem atenuados principalmente através da alimentação e da sua boa disposição mesmo em alturas difíceis. Estes sintomas são sinais de que o seu corpo está a mudar e está a preparar-se para receber um ser que é o seu filho. 

Aumento dos seios são um dos primeiros sinais de gravidez. As maminhas endurecem, as veias ficam mais salientes, a auréola e o mamilo ficam mais escuros e inchados. Tudo para poder amamentar o seu filho! São necessários cuidados imediatos. Compre bons soutiens que segurem e protejam bem o peito. É importante ter alguns cuidados com a higiene do mamilo e dedicar alguns cuidados à pele do seu peito. É aconselhável colocar, todos os dias, um creme gordo nos seios para criar elasticidade e para que no final da gravidez os tecidos não cedam e rompam. 

Náuseas e vómitos afectam quase 60% das mulheres grávidas e geralmente este mau estar aparece na quinta semana da gravidez e desaparece no final do terceiro trimestre. A pior altura é sempre de manhã quando se levanta, por isso, poderá ser suficiente comer um pedaço de pão seco antes de se levantar. Se, pelo contrário, as náuseas durarem o dia todo, deverá alterar as suas refeições diárias e passar a comer pouco e várias vezes ao dia, à base de alimentos leves e nutritivos, evitando alimentos muito salgados e muito doces. Também não é conveniente estar em ambientes fechados e de fumo para não estimular a náusea.

Poderá também tomar um chá de cidreira que geralmente acalma o estômago. Lembre-se que não deve tomar, em circunstância alguma, qualquer medicamento sem antes consultar o seu médico. 

Ardores no estômago e acidez afectam quase 10% das mulheres grávidas e geralmente a causa é de origem nervosa e sentida após as refeições.

Deve tentar solucioná-los através da alimentação, repartindo-a ao longo do dia e tentar evitar sentar-se ou deitar-se após as refeições. Se as indisposições forem bastante incómodas deverá consultar o médico que poderá prescrever algum medicamento antiácido. 

Prisão de ventre é um problema que afecta em maior número as mulheres e neste estado fisiológico ainda mais, principalmente após o primeiro trimestre. O útero fica mais pesado fazendo uma compressão cada vez maior e os intestinos ficam mais relaxados, reduzindo a força intestinal, devido às alterações hormonais da gravidez.

Não deverá recorrer a laxantes que irritem os intestinos. Deverá encontrar métodos naturais inofensivos e levar uma vida saudável de forma correcta.

Deve beber um copo de água logo pela manhã; os kiwis e fruta cozida também são métodos eficazes. Contudo poderá consultar o seu médico que também a pode aconselhar com outros métodos eficazes e não irritantes.

 

Cansaço e sonolência. Talvez porque o crescimento do feto beneficie com algum repouso materno, a Natureza dá à futura mamã mais sono. É conveniente dormir pelo menos 8 horas diárias e não se preocupe com o facto de não conseguir fazer tudo com o mesmo ritmo de antes. Isso é perfeitamente normal. Tem é que se adaptar e levar uma vida mais calma e tranquila, sem stress, descansar quando sentir necessidade, mas não é preciso abdicar das suas tarefas habituais desde que não exijam demasiados esforços.

Insónia pode surgir por causa da ansiedade e da insegurança, por pensar em como vai ser a sua vida após o nascimento do seu bebé, imaginar o seu dia-a-dia que já não vai ser como antes, pensar em como tudo vai correr... Tudo isto pode alterar o que devia ser um descanso tranquilo e sem preocupações. A partir do quinto mês é normal ter insónias por causa do seu bebé que já se move, dá pontapés, o que pode tornar o sono mais difícil. E mais tarde é difícil ter posição para dormir devido ao tamanho da sua barriguinha.

É aconselhável levar uma vida ordenada e calma, comer pouco à noite e não se deitar de barriga cheia. Se não tiver sono, leia um bom livro, veja um bom filme, ouça música que a acalme. É importante não pensar em assuntos negativos e incomodativos. Pensamento positivo, sempre! 

Sensibilidade emocional. A gravidez aumenta a sensibilidade. As emoções, o olfacto e o gosto. A alegria e a tristeza são vividas intensamente. Valoriza-se mais os carinhos, a forma de os fazer e de os receber. E muito cuidado com o que se diz. A grávida tem tendência para levar tudo demasiado a sério. Um choro fácil é tão normal como a sua barriguinha a crescer!

Estas mudanças de humor podem dever-se às alterações dos níveis hormonais, que além de ocorrerem nesta fase, estendem-se até ao pós-parto e atacam o corpo da mulher na adolescência com a primeira menstruação e na menopausa, alterando totalmente o humor.

Quando lhe apetecer chorar, chore! Se lhe apetecer gritar, grite! Mas calma, se sentir que está a exagerar e que anda à demasiado tempo em baixo, o melhor é fazer uma guerra contra as hormonas e manter-se feliz. Afinal, há alguma coisa que nos faça mais feliz que gerar um filho? 

Desejos alimentares afectam cerca de75 a 85% das grávidas que geralmente têm apetência por, pelo menos, um alimento. Por outro lado, cerca de 50 a 85% das grávidas ganham aversão a outro(s) alimento(s). Para além das mudanças hormonais, não há qualquer explicação para os tão famosos desejos das grávidas e não têm nada que ver com a deficiência de certos minerais no organismo, como muita gente pensa. Estes desejos, ocorrem geralmente no primeiro trimestre da gravidez, altura em que a mulher se está a adaptar a uma nova fase na sua vida. Muda os seus hábitos alimentares, o seu corpo sofre alterações, o humor também varia… Talvez para compensar qualquer falta que sente, por mudar os seus hábitos, por ter que seguir regras saudáveis, sinta necessidade de ter uma compensação que é reflectida nos supostos desejos. Desde que não sejam desejos prejudiciais à sua saúde e à do seu filho, não há qualquer contra-indicação para não serem satisfeitos. 

Vontade frequente de urinar. No início e no fim da gravidez, irá sentir mais vontade de urinar como se ela tivesse sempre cheia. Isto deve-se à pressão que o útero exerce sobre a bexiga e sobre a urina nela contida. Estas sensações não podem ser evitadas. No entanto, como as infecções urinárias são bastante frequentes, durante este período, caso note dor ou ardor ao urinar, deverá consultar o seu médico, para poder saber se é, ou não, uma infecção urinária.



publicado por adm às 23:15
link do post | comentar | favorito

.pesquisar
 
.posts recentes

. Tudo sobre vacinas para g...

. Mulheres aconselhadas a c...

. Quer engravidar? Fique at...

. Saúde: 20% das mulheres g...

. 5 alimentos proibidos na ...

. Vinte e um fatos bizarros...

. Evite certos alimentos...

. Os exames que toda mulher...

. Benefícios da ingestão de...

. Obesidade na gravidez aum...

. Oftalmologista diz que us...

. Tipo de coceira rara na g...

. Usar antibiótico durante ...

. Obesidade na gravidez

. Mulheres com distúrbios a...

.tags

. 10 a 11 semanas

. 11 a 12 semanas

. 12 a 16 semanas

. 18 a 24 semanas

. 19 mitos sobre a amamentação

. 25 semanas

. 26 semanas

. 28 a 33 semanas

. 28 semanas

. 35 anos

. 6 a 8 semanas

. 6 semanas

. 8 a 9 semanas

. 9 a 10 semanas

. abertura vaginal

. aborto

. aborto espontaneo

. aborto espontâneo

. ácido fólico

. actualidade

. acupuntura

. adolescente

. alcool

. alergias

. alimentação

. amamentar

. amniocentese

. analise

. anemia

. ansiedade

. anti-séptico

. aos 30 e aos 40

. as dúvidas

. asma

. bebe

. bebes

. cabelo

. calor

. casamento

. células

. células estaminai

. celulite

. cesariana

. cloasma

. colesterol

. coluna

. concelhos

. concepto

. contracções

. corpo

. corte cirúrgico

. curiosidades

. doença

. dor

. duvidas

. enjoos

. estrias

. exercício

. filho

. gases

. gemeos

. gestação

. gravida

. grávida

. gravidez

. gravidez de risco

. gravidez ectópica

. gripe

. hipertensão

. infertilidade

. leite

. mãe

. mae

. manchas

. mulher

. nascimento

. nomes

. noticias

. obesidade

. paixão

. parto

. pele

. período fertil

. placenta

. placenta prévia

. portugal

. pós-parto

. pos-parto

. prazer

. sangue

. saúde

. saude

. sentimentos

. sexo

. sintomas

. sintomas de gravidez

. testes de gravidez

. ventre

. vida

. video

. todas as tags

.arquivos

. Outubro 2016

. Maio 2015

. Dezembro 2014

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

.links
.subscrever feeds