Segunda-feira, 5 de Julho de 2010
As radiografias são perigosas durante a gravidez?

Toda a gente acha estranho que se peçam radiografias a grávidas, porque toda a gente sabe que as radiações estão contra-indicadas na gravidez. Já muito pouca gente sabe que essas contras-indicações não são absolutas (nalgumas circunstâncias as vantagens obtidas com a realização do exame radiográfico podem ser superiores aos seus riscos). E ainda menos gente sabe o porquê das contra-indicações, apesar de pensarem que sabem.



O que são radiações?



As radiações são o transporte de energia através do espaço. As radiações, que podem ser particuladas ou electromagnéticas, têm realmente efeitos biológicos. Estes efeitos são dependentes da dose de radiação recebida ao longo do tempo, pois os efeitos das radiações são cumulativos.



Quais os efeitos das radiações?



Existem dois tipos de efeitos das radiações, ambos dependentes das doses:

1. Efeitos a nível do genoma (a nível dos genes) que podem traduzir-se na possibilidade de cancro (se os efeitos se verificarem a nível das células do corpo) ou na possibilidade de se causarem alterações genéticas com consequências possíveis, mas improváveis, em futuros descendentes (se os efeitos se verificarem a nível das células reprodutoras do indivíduo). Este tipo de efeito é medido pela probabilidade da sua ocorrência numa dada população. Isto é, quanto maior a dose de radiação, maior será a percentagem de indivíduos de uma dada população que poderá vir a ter um cancro.

2. Efeitos a nível celular (morte ou destruição das células) que podem traduzir-se, em termos do feto, em aborto, atraso mental, microcefalia (cérebro pequeno), malformações e/ou restrição do crescimento, dependendo do tempo de gravidez. Este tipo de efeito mede-se pela gravidade dos resultados. Isto é, quanto maior a dose de radiação, mais grave será o efeito no indivíduo. Para o primeiro tipo de efeitos a dose de radiação necessária para o produzir é muito menor do que para o segundo tipo de efeitos.



E então os exames radiográficos?



A quantidade de radiação de praticamente todos os tipos de exames radiológicos é sempre muito inferior à quantidade de radiação necessária para que o segundo tipo de efeitos (malformações, atraso mental) se possa verificar. No entanto, para o primeiro tipo de efeitos (cancro), a dose de radiação dos exames radiológicos já pode ser suficiente para aumentar ligeiramente o risco de cancro. E é só por causa desse tipo de efeitos que é recomendado algum cuidado na realização de exames radiológicos, e não só durante a gravidez. Não se deve abusar de exames radiográficos e os técnicos que os executam devem proteger-se. No entanto, essa recomendação tem objectivos de saúde pública e não se aplica à decisão individual de efectuar, ou não, um exame radiográfico numa grávida. Se as vantagens desse exame forem importantes, pode ser aceitável o pequeno risco atribuível à dose de radiação a que o feto será exposto pelo exame. Da mesma forma se raciocina quando se pede um exame radiológico a uma pessoa que não está grávida. Também nestes casos existem riscos para a pessoa que vai ser radiografada. Mas se os benefícios resultantes da informação obtida com o exame forem importantes, aceitam-se os riscos.



* Médico Serviço de Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta



publicado por adm às 23:24
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Domingo, 4 de Julho de 2010
Fumar pode reduzir hipóteses de gravidez

Fumar reduz as hipóteses de um óvulo fecundado se fixar na parede do útero. A conclusão é de um estudo realizado por investigadores portugueses e espanhóis, liderado pelo investigador Sérgio Reis Soares, da Clínica IVI.

Mesmo que os óvulos sejam doados, o que aconteceu nos casos das mulheres que participaram no estudo, o sucesso da implantação no útero é condicionado pelo facto de a mãe fumar mais de dez cigarros por dia.

O fumo torna o útero menos receptivo à implantação, afirmam os autores do estudo, divulgado na edição on line do jornal especializado Human Reproduction. «Independentemente dos efeitos que possa ter no próprio ovário, fumar afecta a receptividade do útero e este é um dado novo», afirma Sérgio Soares.

Todas as mulheres que participaram no estudo são casadas com não-fumadores. 52,2% das mulheres que fumavam pouco ficaram grávidas na primeira tentativa, o que aconteceu apenas a 34,1% das mulheres que fumavam muito.

Um dado interessante é também o facto de, entre as mulheres fumavam mais e engravidaram, a taxa de gravidez múltipla foi de 60%, enquanto que entre as que fumavam menos foi de 31%. As razões que estão por trás desta diferença ainda não são completamente conhecidas.



publicado por adm às 23:35
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Os medos e receios mais comuns sobre o parto...

Está nervosa com o parto? Não é a única!
Veja em seguida alguns dos medos mais comuns relativamente ao trabalho de parto e como lidar com eles.



• Não vou conseguir aguentar a dor.

Uma em cada cinco mulheres grávidas diz que este é o seu principal medo no terceiro trimestre, segundo um inquérito do BabyCenter. Embora seja verdade que o trabalho de parto e a expulsão são dolorosos para a maioria das mulheres, existem analgésicos eficazes e não deverá sentir-se culpada se pedir que lhe sejam administrados. A grande maioria das mulheres grávidas usa algum tipo de analgésico durante o trabalho de parto. Se achar que os métodos de controlo da respiração e outras técnicas de relaxamento não serão suficientes, não pense duas vezes em pedir ajuda ao médico.

• Vou precisar de uma episiotomia ou vou rasgar.
Uma episiotomia é um corte cirúrgico na zona muscular entre a vagina e o ânus, efectuado mesmo antes da expulsão, a fim de aumentar a abertura vaginal. Algumas mulheres rasgam espontaneamente esta zona e esses rasgões podem ser desde praticamente indetectáveis até muito grandes (cuja reparação requer uma grande quantidade de pontos). Em tempos eram a norma, mas as episiotomias estão a ser menos utilizadas. Segundo um estudo publicado na revista Obstetrics and Gynecology, as taxas de episiotomia num hospital de Filadélfia diminuíram de quase 70% de todos os nascimentos em 1983 para 19% de todos os nascimentos em 2000. Fale com o seu médico sobre a frequência e em que condições opta pela episiotomia e de que forma é possível evitar ter de fazê-la ou rasgar.

• Vou esvaziar os intestinos durante a expulsão.
Num inquérito recente do BabyCenter, 70% das mulheres disseram que receavam ter esvaziado os intestinos na mesa de parto, 39% afirmaram que o tinham feito efectivamente e, entre estas, apenas 22% se sentiam envergonhadas. Embora possa neste momento ter dificuldade em acreditar, se os seus intestinos se esvaziarem efectivamente durante a expulsão, a verdade é que ninguém lho dará a entender. As enfermeiras e os médicos limpam tudo possivelmente antes de sequer dar conta de que aconteceu. Se estiver mesmo muito preocupada com esta questão, quando chegar ao hospital peça um clister para limpar os intestinos. Outro pensamento reconfortante: o princípio do trabalho de parto estimula muitas vezes a diarreia. Se este for um dos seus sintomas, o mais provável é que o seu sistema fique todo limpo.

• Parto prematuro.
Cerca de 13% dos bebés dos Estados Unidos nascem prematuramente – antes das 37 semanas. Para reduzir a possibilidade de parto prematuro, cuide-se bem: alimente-se correctamente, descanse muito, vá regularmente às consultas, controle o seu stress e cuide da sua higiene íntima e dentária. Poderá gostar de saber que, mesmo que nascesse esta semana, o seu bebé teria óptimas probabilidades de sobrevivência e, a cada dia que passa na sua gravidez, aumentam as suas hipóteses de ter um bebé saudável.

• Vão encher-me de intervenções médicas desnecessárias.
A melhor forma de lidar com este receio é uma conversa franca com o seu médico. Se confiar no seu médico, pode ficar descansada e saber que ele fará o melhor possível por si e pelo bebé no dia do parto. Se tiver conhecimento dos seus desejos e preferências (pense em elaborar um plano de nascimento), estará em condições de dar o seu melhor no sentido de os satisfazer

• Ter de fazer uma cesariana.
Dado que uma em cada cinco primeiras gravidezes acaba por necessitar de cesariana para o nascimento do bebé, é um receio compreensível. A boa notícia é que se trata de uma cirurgia muito segura e que a maioria das mulheres recupera completamente no espaço de algumas semanas. Caso ocorra uma situação de emergência durante o trabalho de parto e o bebé entre em sofrimento, trata-se de uma operação vital.

• Não chegar a tempo ao hospital.

São muito pouco frequentes os partos de emergência em casa, especialmente numa primeira gravidez. Mas se não consegue livrar-se deste medo, o melhor que tem a fazer é preparar-se para essa possibilidade.



publicado por adm às 23:28
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