Domingo, 20 de Novembro de 2011
Ácido fólico e a gravidez

Ponha fim às suas dúvidas



Exitem questões transversais que causa preocupação a diversas pessoas. As possíveis implicações da toma de ácido fólico na gravidez são um tema que gera algumas dúvidas, como a que expõe Maria Barbosa, assistente comercial.

«Tenho 36 anos e estou a tentar engravidar pela segunda vez. Há uns meses, iniciei a toma de ácido fólico e tenho tido cuidado com a alimentação», revela.

«Mas o meu peso aumentou, será por esse motivo?», interroga-se. «O ácido fólico tem lactose e, por norma, só consumo leite magro ou isento de lactose. Que alimentos devo consumir?», questiona ainda Maria Barbosa. Também conhecido por folatos ou vitamina B9, o ácido fólico está presente em hortaliças de folhas verdes, como os espinafres, ervilhas e favas, bem como no fígado, clara de ovo, levedura, cereais integrais.

Mas, em períodos de crescimento rápido como a gravidez e o aleitamento, mesmo fazendo uma alimentação rica em acido fólico, é conveniente tomar um suplemento. A eficácia desta suplementação na prevenção das malformações do tubo neural (espinha bífida e outras), antes de engravidar e durante a gravidez, está absolutamente provada, como certamente o seu obstetra lhe deve ter dito.

Peso e lactose

O acido fólico não provoca aumento de peso, mas não é de descartar a possibilidade de sofrer de alguma intolerância alimentar ou alergia que lhe possa provocar retenção de líquidos e uma aparência insuflada. É verdade que os suplementos podem conter lactose ou outros ingredientes que provoquem reações adversas, como distensão abdominal e flatulência.

No entanto, relativamente à lactose, não penso que seja esse o caso, já que tolera o leite magro. A lactose é o açúcar do leite e existe tanto no magro, como no meio gordo e no inteiro, tal como nos iogurtes feitos com esses leites. Atualmente existem no mercado leites e iogurtes sem e com baixo teor de lactose. Suponho que não gosta do sabor do leite e, portanto, prefere o magro, que tem um sabor menos pronunciado, mas isso não é ser intolerante à lactose.

Plano pró-gravidez

O facto de pensar estar a ter cuidado não significa que esteja a fazer uma alimentação adequada às suas necessidades e, principalmente, uma alimentação que possa aumentar as hipóteses de engravidar.

 

Engordar nesta fase não só diminui as suas hipóteses de engravidar, como agrava o risco de malformações congénitas do bebé, de complicações durante a gravidez como a diabetes gestacional, bem como a probabilidade do bebé se tornar uma criança e um adulto obesos. Recomendo, por isso, que vá a uma consulta com um nutricionista credenciado.

 

Entretanto, é desejável que se pese semanalmente e registe o seu peso. Também será eficaz fazer um diário alimentar. Este registo é uma ferramenta muito útil para identificar a causa do seu aumento de peso ou de uma eventual intolerância alimentar, ainda que, na maioria dos casos, acabem por ser necessários testes específicos.

Texto: Alva Seixas Martins (nutricionista)

fonte:http://familia.sapo.pt/a



publicado por adm às 21:10
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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
Ácido fólico na gravidez aumenta risco de cancro da mama em filhas

As filhas de ratinhos que receberam suplementos de ácido fólico antes de serem concebidas, durante a gravidez e a amamentação, apresentaram um risco de cancro da mama duas vezes maior do que outros ratinhos, segundo um estudo realizado no Hospital St. Michael, no Canadá, escreve o portal de notícias Isaúde.


Os animais também tiveram mais tumores e desenvolveram a doença a um ritmo mais rápido, de acordo com o gastrenterologista Young-nos Kim.


O especialista destacou que mais estudos precisam de ser feitos para determinar se os resultados também se aplicam aos seres humanos. Embora haja semelhanças no cancro da mama em ratinhos e humanos, há diferenças na forma como os animais e os humanos metabolizam o ácido fólico.


"Não queremos que as mulheres grávidas entrem em pânico", disse.


Benefícios não confirmados


A quantidade de ácido fólico à qual os fetos foram expostos aumentou dramaticamente na América do Norte na última década.


As mulheres são normalmente aconselhadas a tomar suplementos de ácido fólico, antes de engravidar e durante a gravidez, para prevenir defeitos do tubo neural do bebé, como espinha bífida.


Desde 1998, os governos do Canadá e dos EUA exigiram que os fabricantes de alimentos adicionassem ácido fólico à farinha de trigo, macarrão e produtos de milho, como forma de garantir que as mulheres recebessem vitamina B em quantidade suficiente. Além disso, até 40% dos norte-americanos tomam suplementos de ácido fólico para benefícios de saúde que ainda não foram comprovados.


Uma alimentação rica em folato natural, encontrado em grãos e legumes escuros, pode ajudar a prevenir o cancro. Mas este estudo contribui para um crescente corpo de evidências que afirma que a ingestão elevada de folato através de suplementos pode promover alguns tipos de cancro – e impedir outros.


Aumentar ou impedir o cancro


Estudos anteriores demonstraram que os suplementos de ácido fólico, tomados antes da concepção, podem aumentar ou diminuir certos tipos de cancro pediátrico nos filhos.


Alguns desses pequenos estudos observacionais têm ligado o ácido fólico a uma diminuição dos neuroblastomas, leucemia e alguns tumores do cérebro, mas outros têm demonstrado um aumento dos tumores cerebrais.


O estudo, apresentado no ano passado, mostrou que os suplementos de ácido fólico materno diminuíram o cancro do cólon por cerca de 65%.


"O impacto dos suplementos de ácido fólico pode ser específico de cada órgão, isto é, pode diminuir alguns tipos de cancro, mas promover outros", explicou o especialista.

fonte:http://www.pop.eu.com/



publicado por adm às 22:35
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