Domingo, 23 de Maio de 2010
O drama do Aborto espontâneo

É uma das mais negras sombras que pairam sobre uma gravidez desejada. A possibilidade de ocorrer um aborto espontâneo é mínima, mas está sempre presente. As características maternas são as mais comuns como factores de interrupção involuntária de gravidez, nomeadamente devido às características hormonais, como a falta de progesterona, o que impede a sobrevivência do ovo durante as primeiras semanas, um risco que desaparece a partir da 12ª semana, altura em que é a placenta que se encarrega de fornecer a progesterona ao bebé. 

As malformações uterinas, tumores e infecções impedem também o desenvolvimento do feto, o mesmo acontecendo no caso de uma gravidez ectópica, quando o ovo se implanta fora do útero, o que acaba por causar a morte do feto antes dos primeiros meses devido à ruptura do órgão em que o ovo se implantou. 

Por parte de ambos os pais, o problema coloca-se ao nível genético, quando um destes transmite uma doença ao embrião, o que o impede de se desenvolver. Em alguns destes casos é possível prevenir o aborto e salvar o feto. Na falta de progesterona, esta hormona pode ser prescrita logo no início da gestação, e as deficiências uterinas são corrigidas com a extracção dos tumores ou tratamento da infecção. 

O risco de aborto espontâneo é mais elevado em casos de mulheres com mais de trinta anos devido a malformações ovulares. A hipertensão materna pode também provocar a morte do feto após o primeiro trimestre de gestação, o que pode ser evitado com o controlo da tensão arterial da grávida e a administração de doses mínimas de aspirina, ao mesmo tempo que ficam proibidos os alimentos com muito sal e açúcar, o café e o álcool. As infecções urinárias são sempre perigosas durante a gestação, pelo que qualquer sintoma deve ser indicado ao médico.

Afastada devido à vacinação, a rubéola ainda é um enorme perigo para grávidas e bebés. Se planeia uma gravidez, seis meses antes deve vacinar-se contra esta doença e evitar qualquer contacto com o vírus. No caso de ter sido anti-rubéola para diminuir a duração da doença. A utilização do dispositivo intra-uterino e as infecções por ele causadas podem levar à esterilidade e também pode provocar abortos porque o DIU impede a nidificação e pode interferir com a bolsa de águas.

Algumas mulheres sofrem repetidamente de abortos espontâneos, uma situação que muitas vezes requer o internamento durante alguns períodos da gestação e que actualmente está a ser tratada com a ingestão de doses mínimas de aspirina ou de ácido fólico, sob prescrição médica. De forma a minimizar as hipóteses de aborto deve ser evitado o consumo de álcool e café, assim como do tabaco, os ambientes saturados de substâncias químicas e contaminantes, evitar as situações de stress e esforços excessivos.O controlo regular pelo médico e uma alimentação equilibrada são requisitos fundamentais. 

Os primeiros sinais de alerta devem ser tomados em conta, apesar dos que a seguir apresentamos nem todos serem sinais de aborto espontâneo: contracções prematuras, falta de sintomas de gravidez, sem o crescimento do útero e dos seios, hemorragias fortes ou manchas de sangue que se prolongam por vários dias. Todos estes sintomas devem ser de imediato comunicados ao médico.

Se sofreu um aborto espontâneo, o seu médico vai de certo informá-la que tal facto não irá impedir uma segunda gravidez, deixando apenas passar algum tempo e com algumas medidas de prevenção. Não se deixe desanimar e avance para uma nova experiência.



publicado por adm às 23:11
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