Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
19 mitos sobre a amamentação

O leite materno é a melhor alimentação que um bebé pode ter durante os primeiros seis meses, defende a Organização Mundial de Saúde. A prática, ancestral e adoptada sem constrangimentos ou mistérios em África, onde as mães oferecem o peito sempre que o bebé pede, origina em certos países europeus dúvidas responsáveis pelo abandono da amamentação.

Em Portugal, e de acordo com dados do Observatório do Aleitamento Materno, às seis semanas de vida 71,2% dos bebés são amamentados em exclusivo com leite materno. Entre o segundo o terceiro mês, o valor desce para 46,4%. E apenas 14,7% das mães mantêm a amamentação entre o quinto e o sexto mês.

Apesar de a maioria das mulheres portuguesas optarem por amamentar os filhos à nascença, uma grande percentagem desiste devido às dificuldades que enfrentam, por causa das dúvidas que ficam por esclarecer e por uma série de mitos herdados da “geração dos biberões”.`

Os 19 mitos mais frequentes da amamentação materna:

1 - O meu peito é demasiado pequeno, pode não ter leite suficiente. É falso. As mulheres não têm mais ou menos leite em função do tamanho do peito. O tamanho é definido pela gordura e não pelos canais onde o leite “é produzido”. O peito produz a quantidade de leite que o bebé precisa. Para assegurar a produção de leite, basta encontrar a postura correcta para amamentar e que o bebé faça tomas frequentes.

2 – Ter os mamilos planos ou invertidos inviabiliza a amamentação. É falso. Os mamilos vão sofrendo transformações no final da gravidez e durante a amamentação. Os bebé também não se agarram somente aos mamilos, mas seguram uma boa quantidade do peito que pode incluir toda a auréola. As mães que tenham dificuldade devem consultar um especialistas em amamentação.

3 – Até à subida de leite é preciso dar biberão. É falso. No início, o colostro – o primeiro leite – é tudo o que um bebé, que mama sempre que pede e com frequência, precisa. São muito poucas as mulheres que não têm leite nenhum.

4 – O leite é aquoso e não alimenta. É falso. O leite de todas as mães alimenta. Só é preciso dar tantas vezes quantas o bebé pedir. Quando se inicia a mamada, o primeiro leite que sai tem maior quantidade de água e de açúcares. Após um período de sucção, o leite fica mais espesso por ter mais gorduras que saciam e engordam.

5 – Para ter mais leite é preciso beber muita água. É falso. A produção de leite aumenta ou diminui em função do esvaziamento da mama e não dos alimentos que a mãe ingere. E assim como não há alimentos que aumentem a produção de leite, também não existem alimentos que produzam gases no leite ou no bebé.

6 – É preciso dar de mamar de três em três horas, para que o peito volte a encher.É falso. Funciona precisamente ao contrário. Para assegurar uma produção adequada de leite e o fluxo de leite, durante os seis meses de amamentação materna em exclusivo, o bebé precisa de ser amamentado tão frequentemente quanto o deseje, tanto de dia como de noite.

É a chamada amamentação em regime livre. Os lactantes alimentam-se de acordo com o seu apetite, obtendo o necessário para um crescimento satisfatório. Os bebés não esvaziam completamente o peito, extraindo apenas entre 63 e 72% do leite disponível, revelam estudos científicos. Podem obter mais leite, o que prova que o bebé deixa de beber leite porque fica saciado e não por que o peito ficou vazio.

A capacidade de armazenamento de leite varia de mulher para mulher. Os filhos de mulheres que têm menos capacidade para armazenar podem necessitar de alimentar-se com maior frequência, para extrair leite, assegurar uma ingestão e uma produção de leite adequadas.

7 – Se se der peito sempre que o bebé pedir, não se habituam a comer regularmente e podem danificar o estômago. É falso. Se a criança come quando deseja, o estômago irá desenvolver-se de forma adequada. Impor horários e quantidades que não se ajustam às necessidades do bebé é o que pode originar mal-estar e irritabilidade.

8 – O bebé continua a chorar porque quer comer mais e não tem. É falso. Os bebés choram por muitas razões e não necessariamente por causa da insuficiência de leite. As crianças que são amamentadas sem restrições, durante o tempo e com a frequência que desejam, não costumam ter cólicas. Se achar que o bebé chora porque tem mais fome, pode oferecer mais leite. O leite materno é de fácil digestão e é bem tolerado.

9 – Quando as tomas começam a ser mais frequentes do que o que é normal é sinal de que o bebé fica com fome. É falso. Umas vezes querem comer, outras têm sede e precisam só de mamar um bocado, o que acontece sobretudo em alturas de calor. Também pode acontecer devido a surtos de crescimento. As crianças tornam-se mais exigentes para que a mãe aumente a quantidade de leite que precisa. Depois de dois ou três dias, recupera-se o ritmo mais relaxado, sem serem precisos biberões extra.

10 – Já não se nota o peito cheio, talvez não tenha leite suficiente. É falso. Quase todas as dúvidas acabam com a mesma pergunta: “Será que tenho leite suficiente?”. É normal sentir-se o peito menos inchado ao fim de algum tempo, o que não indicia que haja menos produção. A produção depende das tomas do bebé.

11 – Se com a bomba de extração de leite tirar pouca quantidade, não posso continuar a amamentar. É falso. A extração manual ou com bomba, não serve para medir a quantidade de leite que tem cada mulher. Um bebé extrairá sempre muito mais leite.

12 – Com o regresso da menstruação é preciso deixar de amamentar. É falso. A produção de leite mantém-se desde que haja estimulação e esvaziamento das mamas, até que a mãe e o bebé queiram.

13 – O stress pode acabar com o leite. É falso. Muito receios têm a mesma explicação e é a de que o leite se mantém, desde que haja estimulação e esvaziamento das mamas.

14 – Estar constipada, gripada ou a tomar medicamentos é incompatível com a amamentação. É falso. Não é preciso deixar de dar peito porque a mãe está constipada, gripada ou porque está a tomar medicamentos. Pelo leite, são transferidas defesas ao bebé que o protegem da infecção. Nestes casos, antes de pegar no bebé, deve lavar-se sempre as mãos e, se necessário, usar uma máscara ou um lenço para tapar a boca e o nariz.

No caso dos medicamentos, os que são autorizados durante a amamentação são em muito maior número do que o que se pensa. Em caso de incompatibilidade, pode sempre procurar-se um alternativo. Caso não haja, é possível manter a produção de leite, extraindo enquanto dura o tratamento, para depois retomar a amamentação após o tratamento.

15 – Se o bebé não dorme de um sono só é porque precisa de leite artificial. Éfalso. Não existe relação. Quando são pequenos, precisam de comer com frequência e não dormir de uma vez só. Depois, vão espaçando as tomas e dormem mais horas por noite, apesar de alguns bebés continuarem a querer comer com frequência. Não depende se tomam leite materno ou artificial, mas sim cada criança.

16 – O aumento do peso do bebé não está a ser tão rápido quanto seria de esperar. Não está a alimentar-se bem. É falso. Cada criança tem um padrão de crescimento. Não têm todos de crescer dentro do mesmo padrão.

17 – A gravidez  obriga a parar com a amamentação. É falso. Não é uma obrigação, mas sim uma decisão de cada mulher. Pode amamentar-se durante toda a gravidez, sempre que o bebé queira e caso não se trate de uma gravidez de risco. Quando chegar o bebé mais novo, pode continuar a amamentar os dois, dando-se sempre prioridade ao mais novo.

18 – Com seis meses, o bebé já é muito grande para ser amamentado. É falso. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Direção-Geral de Saúde recomendam a introdução de alimentação complementar a partir dos seis meses. Primeiro, preconiza a OMS, deve oferecer-se o peito e só depois os restantes alimentos, de forma gradual. Até ao ano de vida, o leite materno deve continuar a se o alimento principal. E quando o bebé já comer de tudo, deve continuar a ser a principal fonte de leire até aos dois anos ou mais.

19 – Depois de voltar ao trabalho, não é possível  continuar com a amamentação. É falso. Depende de muitos fatores, do tempo que a mãe e o bebé passam separados, se a mãe extrai leite durante esse tempo, se a pessoa que fica a tomar conta do bebé lhe pode dar o leite materno, a idade da criança e a expectativa que a mãe tenha. Em certas situações, a mãe acaba por optar por uma lactância complementar ou mista.


fonte-:http://www.jn.pt/bl



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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
Cuidados para amamentar

O leite materno é a única maneira natural de alimentar uma criança até os seis meses no mínimo. No entanto, o ato de amamentar não é instintivo e deve ser aprendido tanto pela mãe quanto pelo bebê.
O aleitamento materno possui vários benefícios tanto para a mamãe quanto também para o bebê, pois o leite materno é um alimento que é produzido especialmente para atender as necessidades de crescimento, desenvolvimento e de energia da criança até os seios meses de idade. Este é o único momento da vida humana em que somente um único alimento é capaz de suprir todas as nossas necessidades nutricionais.
Outro ponto que merece destaque é as alterações de composição as quais o leite materno passa durante o período de amamentação, o qual acontece para que o leite se ajuste as necessidades do bebê.
Em primeiro momento o leite que sai é chamado de colostro, o qual é especial, pois é secretado pela ama logo nos primeiros dias após o parto, o qual é rico em proteínas, vitaminas A e anticorpos que ajudam na proteção do lactente contra as diversas infecções do mundo exterior da barriga da mamãe. O colostro tem a função de imunizar a criança e ajudar na sua primeira evacuação.
O leite materno é um importante provedor de anticorpos, os quais previnem as doenças comuns na infância. O leite materno contém nutrientes que são facilmente digeríveis pelo bebê e é totalmente seguro de bactérias e microorganismos, pois a amamentação é um processo higiênico com baixo risco de contaminação. A amamentação obriga o lactente a um esforço de sucção maior do que no aleitamento superficial, ou seja, na mamadeira, fortalecendo e desenvolvendo assim o maxilar e facilitando o processo da fala.
Antes de amamentar é importante que a mãe tenha algumas precauções como: evitar grandes quantidades de alimentos que contenham cafeína como, por exemplo, café, refrigerante, chocolate e chá preto, pois parte desta substância é secretada pelo leite e pode causar irritação no bebê e o sono também pode ser alterado;
Observe para que a alimentação não se altere muito de um dia para o outro, pois isso pode causar cólica no bebê;
Observe também se o bebê fica se retorcendo ao mamar, pois isso é o indicativo de cólica e que isso é necessário ser avaliado por um pediatra ou nutricionista para verificar alergia a algum componente da alimentação da mãe;
Não fumar porque a nicotina acaba inibindo a ação da prolactina e ocitocina, os quais são os hormônios responsáveis pela produção e liberação do leite e, além disso, as substâncias contidas no cigarro acabam passando para o leite e pode acabar prejudicando a saúde e o desenvolvimento da criança. Se a mamãe não conseguir parar de fumar o mais indicado é que ela diminua no mínimo o número de cigarros e fumar somente após as mamadas;
Evite a ingestão de bebidas alcoólicas, ou então, beba com moderação;
Não tome nenhum tipo de medicamento sem orientação médica, pois alguns medicamentos podem fazer mal a criança, afinal à medicação pode passar através do leite materno;
O consumo de ácidos graxos do tipo ômega 3 é indispensável à boa formação do bebê, o qual pode ser encontrado em azeite, óleo de peixe, peixes e óleo de canola;
Para amamentar o pescoço do bebê deve estar ereto ou um pouco curvado para trás, mas sem que o pescoço fique distendido ou torcido, o corpo do bebê deve estar voltado para o corpo da mãe e o bebê deve ficar confortável e a mãe relaxada.
Após amamentar é importante colocar o bebê para arrotar ao final da mamada e quando se muda de seio alivia o desconforto causado pelo ar, o qual ás vezes pode ser engolido durante a amamentação. Para facilitar o arrotar do bebê é indicado colocá-lo em posição vertical, apoiando-o contra o peito e dando leves palmadas em suas costas e é totalmente normal regurgitar um pouco de leite.

fonte:http://www.dicasgratisbrasil.com



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Domingo, 27 de Junho de 2010
Algumas dicas e técnicas de amamentação...

1. AMBIENTE CALMO E MÃE TRANQÜILA
2. POSIÇÃO DA MÃE E DO BEBÊ CONFORTÁVEL - em geral sentada em cadeira com encosto na vertical e o bebê deitado fazendo um ângulo de 45 graus com o plano horizontal, apoiado sobre os braços da mãe.
3. FAZER HIGIENE DAS MÃOS E MAMILOS 
4. CADA MAMA DEVE SER SUGADA POR NO MÁXIMO 15 MINUTOS - em 5 minutos o bebê é capaz de esvaziar 80% do leite de uma mama.
5. ANTES DE OFERECER O MAMILO, FAÇA COMPRESSÃO E EXPRESSÃO DA ÁREA PERI-AREOLAR, PARA QUE SAIA O COLOSTRO QUE O BEBÊ DEVE PROVAR, FACILITANDO A SUA SUCÇÃO.
6. MANTER A CRIANÇA ACORDADA DURANTE O ATO.
7. INTRODUZIR O MAMILO BEM PROFUNDAMENTE NA BOCA DO BEBÊ - ele deve abocanhar toda a região areolar.
8. LEMBRAR QUE DURANTE A SUCÇÃO O BEBÊ TAMBÉM "MORDE" A REGIÃO IMEDIATAMENTE ATRÁS DO MAMILO - área esta onde se encontra uma espécie de pequena bolsa que acumula o leite que vem pelos ductos (canais) mamários a partir dos ácinos (glândulas de leite). Dessa forma o leite é "esguichado" dentro da garganta do recém-nascido e depois deglutido.
9. ANTES DE REMOVER O BEBÊ DO SEIO, ABRA SUAVEMENTE A BOCA DELE - para evitar o efeito de vácuo que pode provocar rachaduras do mamilo.
10. LEMBRE-SE QUE ESSE É UM MOMENTO NÃO SÓ DE ALIMENTAÇÃO, MAS também DE CARINHO E AMOR.



publicado por adm às 22:26
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Amamentar e os métodos contraceptivos

Se ainda está a amamentar e considera usar um método contraceptivo, existem muitas opções com vantagens e desvantagens, fique a saber quais. Apresentamos uma lista de opções contraceptivas adequadas a uma mulher em fase de amamentação.

Contracepção natural

Se estiver exclusivamente a amamentar a leite materno (sem usar fórmula, e sem o bebé usar chupeta, pois estes podem alterar o poder de sucção do bebé e assim alterar a cessação da ovulação), se não tiver tido nenhuma menstruação e o bebé não tiver nascido há mais de 6 meses é provável que as suas hipóteses de engravidar não sejam superiores a 2%. Nos primeiros 6 meses as menstruações são quase sempre sem óvulos e a fertilidade é baixa.

A contracepção natural só deve ser usada nos primeiros 6 meses depois do nascimento do bebé e apenas quando o bebé for exclusivamente amamentado a leite materno. Isto implica que o bebé mame exclusivamente na mãe, de manhã à noite. Se assim for a probabilidade de não engravidar é de 98%– sendo um valor semelhante ao da protecção providenciada pela pílula contraceptiva.

No entanto a fertilidade aumenta mal o bebé deixe de ser amamentado – mais de 4 horas durante o dia e 6 horas durante a noite. A fertilidade também depende de mãe para mãe dado que, por vezes, independentemente do horário de amamentação, existem mulheres que começam a ter o período menstrual nos primeiros meses de amamentação, enquanto outras – embora estejam a dar suplementos alimentares ao bebé – não entram em período fértil tão cedo, podendo ter de esperar até 24 meses depois do parto para ter o seu primeiro período menstrual. Por vezes, o primeiro período menstrual é quase só um sinal de aviso e não de fertilidade, mas o ideal é contar com ele como se fosse um verdadeiro aviso; qualquer sangramento ou mancha de sangue que dure mais que um dia deve ser considerado como um aviso de fertilidade.

É importante ter em atenção que mal exista um decréscimo na quantidade mamada pelo bebé – porque foi substituída por outros alimentos – a protecção natural contraceptiva diminui e deve considerar usar outros métodos.

As mudanças sentidas no seu corpo de mãe durante o aleitamento poderão englobar secura vaginal devido aos baixos níveis de estrogénio. O coito poderá ser facilitado com a utilização de lubrificantes vaginais à base de água. Durante o orgasmo a mulher produz oxitocina que também é produzida quando está a amamentar, isto significa que poderá experimentar a libertação de leite durante um orgasmo enquanto estiver a amamentar.

Preservativo

A primeira escolha prática de um método de contracepção quando uma mãe amamenta é o preservativo. Este método não hormonal não tem efeitos secundários na amamentação, sendo por si só o método mais prático de prevenir uma nova gravidez. A única ressalva é que poderá ter de usar um lubrificante para evitar irritar a vagina.

Espermicida

Os espermicidas também não têm qualquer efeito no aleitamento, podendo ser bastante eficazes, se bem usados. A nota mais negativa pode ser a irritação que poderá provocar na vagina. O uso de espermicidas, preservativos ou ambos podem ser recomendados até à data do 1º exame pós-parto, no entanto estão associados a uma taxa de insucesso de 1,6-21% .

Diafragma

O diafragma é outro método contraceptivo que não tem qualquer efeito no aleitamento. Claro que a sua eficácia depende do uso de espermicida, devendo ter o cuidado de reajustar o tamanho do diafragma depois do parto, dado que a vagina sofreu alterações. No entanto também pode ser de difícil colocação devido ao ressecamento vaginal típico depois do parto.

DIU

O DIU ou dispositivo intra-uterino (com cobre, com libertação de progesterona ou de estrogénios) também não tem qualquer efeito no aleitamento, sendo considerado um método contraceptivo de grande eficácia. O risco da utilização deste método contraceptivo é o risco de expulsão ou de perfuração uterina caso não seja bem colocado (antes das 6/8 semanas pós-parto) incluindo infecção pélvica, sangramento anormal ou gestação ectópica. O ideal será colocá-lo na 1ª consulta pós-parto, tendo assim menor risco de expulsão.

Laqueação de trompas ou vasectomia

Um dos métodos mais permanentes e eficazes é a ligação das trompas de Falópio, impedindo que os óvulos desçam ao útero. Este método é um método irreversível e só deve ser considerado quando não se deseja mais filhos, como tal não é recomendado para mulheres mais jovens. A ligação ou laqueação de trompas é uma cirurgia de baixo risco. Poderá implicar uma separação maior do bebé dado que o período de recuperação é maior do que o de um parto normal. Claro que também tem os seus riscos pois não deixa de ser uma cirurgia. A laqueação das trompas é uma operação de maior risco que a vasectomia masculina, por isso, o casal deve sempre ter aconselhamento e decidir bem este passo, que é irreversível.

Planeamento familiar natural

Este método é outro método que não afecta o aleitamento, mas também implica grandes períodos de abstinência e grande conhecimento do período fértil e não fértil da mulher. É um método mais difícil de controlar – podendo ser mais ou menos eficaz – dependendo do seu planeamento e interpretação correcta dos sinais. O período de aleitamento não é um período propício para se conseguir interpretar sinais de fertilidade ou de não fertilidade muito facilmente, por isso, este método acaba por ser um pouco mais arriscado.

Métodos hormonais

Se a mãe que amamenta optar por um método contraceptivo hormonal como a pílula contendo apenas progestina/progestogénio ou a injecção ou implante de cápsulas de progestina, esta opção até poderá aumentar a quantidade de leite produzido. Embora parte desta hormona (progestina) possa passar para o leite, não existem relatos de efeitos secundários. É recomendado que o uso da hormona progestina só seja feito pelo menos 6 semanas depois do período pós-parto, para que as hormonas não interfiram na produção inicial do leite materno. A taxa de sucesso deste método é superior a 90%.

O último método contraceptivo para mulheres em aleitação é o tradicional método contraceptivo oral que contém estrogénio e progesterona (pílulas combinadas), tal como a tradicional pílula contraceptiva, recomendada apenas a partir da 2ª-3ª semana pós-parto. Este método contraceptivo é bastante eficaz, mas pode passar hormonas para o leite, bem como reduzir a produção e as concentrações de gorduras e proteínas nutritivas do leite. As hormonas contidas nas pílulas são transferidas para o leite materno e, consequentemente, para o lactente. Embora não existam relatos de efeitos negativos no bebé, é quase certo que a produção de leite diminua e pode mesmo secar devido à toma deste tipo de contraceptivo. Se optar por este método, deve sempre controlar o peso do bebé cautelosamente, pois, pode não estar a oferecer ao seu bebé leite suficiente para um crescimento saudável.

É também importante saber que os contraceptivos hormonais que contêm apenas estrogénio devem ser evitados sempre que possível. Os implantes de estrogénios aplicados após o inicio da lactação (após o parto ou em 6 semanas) são um método eficaz sem qualquer efeito sobre a lactação ou o bebé. No entanto não são os mais usados devido a provocar sangramentos irregulares, sendo de custo elevado e de dificuldade de inserção/remoção.

Cada método contraceptivo deve ser adequado caso a caso e discutido com o médico assistente. O método mais adequado para uma mulher pode não o ser para outra. Na maternidade converse com o seu médico ginecologista/obstetra sobre a situação, e saiba qual o método contraceptivo mais indicado ao seu caso.



publicado por adm às 23:55
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