Segunda-feira, 20 de Junho de 2011
Saiba como combater as dores nas costas durante toda a gravidez

As dores nas costas podem se estender até mesmo depois da gravidez. No entanto, é possível suavizar e evitar esse desconforto, principalmente se a mulher começar a preparar o corpo desde antes de engravidar. Essas dores, na maioria das vezes, são casos de lombalgia, ou seja, dores musculares na região lombar. "Na segunda metade da gravidez, o centro de equilíbrio das gestantes muda, devido ao maior peso do útero. Isso aumenta a curvatura normal da coluna, o que causa um estresse nos músculos", explica o ginecologista e obstetra Mariano Tamura, do Hospital Albert Einstein.

Recorrer a remédios para acabar com essa dor pode causar problemas ao feto. Mesmo as pequenas doses de analgésicos já podem gerar bebês do sexo masculino com problemas de fertilidade na idade adulta, como aponta um estudo feito pelo Rigshospitalet Copenhagen, na Dinamarca, e publicado no jornal especializado em reprodução Human Reproduction.

De acordo com os médicos, é cada vez mais comum que mulheres grávidas tomem analgésicos para diminuir os desconfortos da gravidez - como dores nas costas, na cabeça e nas pernas - sem ter um aconselhamento médico. Isso pode ser uma das causas do aumento no número de homens inférteis nos últimos anos. O uso de antiinflamatórios também deve ser restrito, já que uma dose elevada pode afetar a formação do sistema cardiorrespiratório do bebê.

O melhor jeito de acabar com as dores nas costas, de acordo com o ginecologista Mariano, é corrigir alguns maus hábitos e preparar os músculos certos para proteger a coluna do deslocamento causado pelo crescimento do bebê.

Abaixe-se sem prejudicar a coluna

Abaixar de modo incorreto para apanhar algo que está no chão ou dormir em uma posição inadequada pode trazer muito desconforto e, em alguns casos, até prejudicar a saúde do bebê. "Todos nós sabemos que não devemos dobrar a coluna para pegar algo no chão e que o correto a se fazer é dobrar os joelhos e manter a coluna reta, mas nunca colocamos isso em prática. As gestantes precisam ter esses cuidados se querem ter menos dores", esclarece Mariano Tamura.

Posição correta

Não ficar muito tempo na mesma posição é outro cuidado que deve ser redobrado durante a gravidez. Para manter o corpo de um mesmo jeito, alguns músculos das nossas costas e da região do abdômen relaxam e outros se contraem. Ficar muito tempo com os músculos contraídos causa dor, e consequentemente, estresse. Já quando ficam muito tempo relaxados, eles perdem tonicidade e não conseguem manter uma postura adequada.

Algumas posições na hora de dormir já prejudicam a coluna normalmente. Para as grávidas, o efeito é ainda pior. "A melhor posição para uma gestante dormir é de lado, com os joelhos e as coxas levemente flexionados, e não de barriga para cima, como muitos pensam", explica o obstetra. O peso do útero causa pressão nos nervos das costas, como o ciático, o que provoca dores - que podem se espalhar pelos membros inferiores - e sensação de mal estar que dura o dia inteiro.  

Exercícios

O educador físico Alexandre Alves, diretor do Centro Atividade Física para Gestantes, recomenda fortalecer o que os especialistas chamam de CORE - parte central do corpo. "É uma preparação que deve ocorrer já quando o casal está tentando ter um bebê", lembra.

Ele explica que é preciso fortalecer três conjuntos de músculos para estabilizar a coluna: lombares, abdominais e oblíquos do abdômen - musculatura que fica na parte lateral da barriga. "Se trabalhados desde o começo da gestação e de maneira correta, esses músculos diminuem consideravelmente as dores nas costas durante e depois da gravidez", explica o especialista.

Os exercícios devem variar de acordo com cada fase da gestação, já que o corpo da mulher passa por muitas transformações durante os noves meses.

Primeiro trimestre

No começo da gravidez, é pouco comum sentir dores nas costas. Mesmo assim, a preparação dos músculos já deve ter início. "Mas, antes de começar qualquer tipo de exercício para prevenir dores nas costas, é preciso consultar um médico. Cada caso deve ser analisado de forma particular", lembra o educador físico Alexandre.

Os exercícios nessa fase precisam ser mais leves, envolvendo mais repetições e evitando, acima de tudo, movimentos bruscos. "Como o feto ainda não está totalmente estável no útero, qualquer movimento muito brusco ou esforço intenso pode prejudicar a saúde tanto da gestante como do bebê", diz o especialista.

A caminhada é um exemplo de atividade de pequena intensidade que, no final da gravidez, faz toda a diferença. Trabalha-se a respiração e, consequentemente, o diafragma e os músculos abdominais, responsáveis por manter uma boa postura.  

Segundo trimestre

É quando a barriga começa a crescer que a futura mamãe pode fazer exercícios mais intensos para prevenir as dores nas costas. Um dos mais comuns é chamado de perdigueiro. Nesse exercício, a mulher deve ficar apoiada nos joelhos e nas mãos, de barriga para baixo, e erguer um braço e a perna oposta. "Para ficar mais fácil de entender, é só levantar o braço direito e a perna esquerda ao mesmo tempo, ficar em equilíbrio nessa posição de 30 a 60 segundos e, depois, fazer o mesmo com os outros dois membros", conta Alexandre. Esse exercício pode ser feito em casa e não traz nenhum perigo ao bebê e à mãe, já que a posição não faz pressão na coluna ou no útero.

Abdominais também ajudam a acabar com a dor nas costas, já que os músculos da barriga são essenciais para manter a boa postura e deixar a coluna protegida e fortalecida. No entanto, é fundamental ter as instruções de um profissional. "O abdômen tradicional, aquele com as costas no chão, é desaconselhado para gestantes, já que provoca um peso maior do corpo da mãe e do bebê sobre a veia cava, que fica próxima a coluna, limitando o fluxo de sangue para o feto", explica o educador físico.

O jeito correto da gestante fazer abdominais é usar uma almofada ou uma cadeira como apoio e ficar praticamente sentada, fazendo flexões para frente e para baixo.  

Terceiro trimestre

Por ser nessa época que as dores se tornam mais frequentes e intensas, muitas mulheres só procuram ajuda profissional no final da gestação. "Quem começa a fazer exercícios apenas nessa fase da gravidez terá resultados menos significantes", lembra o educador físico.

Como a barriga está bem grande, é preciso mudar os exercícios. Devido a mudanças no corpo - como aumento de peso, menor circulação para as pernas, aumento de cãibras e maior dificuldade de locomoção -, é melhor focar nos exercícios de respiração e resistência.

É também a partir dos seis meses, que o corpo da mulher passa a liberar um hormônio chamado relaxina, que deixa as articulações entre os ossos mais frouxas. "A relaxina é liberada para facilitar o parto, mas o seu efeito de relaxamento nas juntas afeta todo o corpo. Por isso, é preciso ter cuidado com alongamentos, agachamentos e exercícios de impacto", explica Alexandre Alves.

A hidroginástica e a caminhada são as opções mais aconselhadas pelos especialistas, já que trabalham respiração e circulação sanguínea, além de não causar impactos nas articulações, nem perda de equilíbrio. No entanto, cada gestante também pode fazer exercícios que já esteja acostumada. "Se uma mulher gosta de natação, por exemplo, e não tem nenhum fator de risco para a gravidez, pode continuar a fazer essa atividade física", indica o ginecologista e obstetra Mariano Tamura.

fonte:http://www.portaldepaulinia.com.br/



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Sábado, 26 de Junho de 2010
Perguntas e respostas sobre os cuidados do pós-parto

O bebê já está em seus braços. Foi um tempo de preocupações, incertezas, mas de muita alegria. Uma alegria que agora se multiplica milhões e milhões de vezes com o nascimento. Mas ainda alguns cuidados são necessários no período que nós, médicos, chamamos de puerperal, com algumas importantes mudanças físicas que podem inclusive afetar o lado emocional. O Puerpério é o período de 6 semanas a seguir do parto. A maioria das alterações provocadas pela gravidez regride na maioria dos sistemas orgânicos do corpo. Podemos dividir esse período em: 1. Puerpério Imediato - as primeiras 24 horas ; 2. Puerpério Precoce - a primeira semana e 3. Puerpério Remoto - as 5(Flávio: não seriam 5?) semanas seguintes(na verdade essa é uma divisão apenas didática, pois as regressões das modificações que a gravidez provocou no corpo demoram cerca de 6 meses para sumirem por completo). É uma fase cheia de dúvidas. Veja algumas delas e as respostas. 

1. Qual deve ser o tempo de internamento?

Depende do tipo de parto. NORMAL: alta em 24-48 horas. CESÁRIA: 48-72 horas
A alta hospitalar é dada após a paciente estar em condições de andar sem apoio, com intestino e bexiga funcionado sem problemas.
As condições de alta dependem também das perdas sangüíneas durante o parto. A grávida está preparada para perder até 1500 ml de sangue sem problemas. Isso acontece por todo aquele aumento de volume sanguíneo que aconteceu durante a gestação. As perdas normais são: durante o PARTO NORMAL = 400 a 600 ml ; Durante a CESÁRIA = 800 a 1000 ml. 

2. Como serão as minhas reações emocionais? E a depressão pós-parto?
Primeiramente vem o alívio com o êxito do parto. Depois chega a vontade de se relacionar com o recém-nascido. Em seguida sensação de insegurança e algumas vezes certo grau de depressão, causada pela impressão de que nada sabe sobre como cuidar do novo ser que agora está fora do útero e totalmente dependente de sua presteza e de seu amor. 

3. Em quanto tempo eu posso levantar e andar ?
Devemos estimular que a puérpera (as mães por favor me desculpem o uso dessa palavra feia, mas que designa a mulher que acabou de dar à luz) levante precocemente de seu leito, se houver condições, 6 horas após o parto normal, e 12 horas após a cesárea. Andar precocemente melhora o funcionamento dos intestinos e da bexiga e evita complicações trombo-embólicas, ou seja, a coagulação do sangue dentro das veias, o que pode acontecer, principalmente nas pernas. 
Um inchaço nas pernas, principalmente do lado esquerdo, é comum nos primeiros dias pós-parto. Isso se deve à redistribuição dos líquidos contidos na placenta. É como se parte desse líquido fosse armazenado de forma temporária nas pernas. Deitar com as pernas elevadas pode ajudar a diminuir esse tipo de problema.

4. Em quanto tempo o intestino volta ao normal?
É normal uma certa demora do funcionamento intestinal , particularmente, após a cesária, quando uma pequena quantidade de sangue que fica dentro do abdome dificulta o peristaltismo ou a movimentação dos intestinos. Assim, uma dieta rica em fibras e alguns laxativos leves serão utilizados nos primeiros 3 dias.

5. E a bexiga?
Urinar se torna impossível após anestesia (primeiras 12 a 24 horas). Por isso usamos sonda vesical (na bexiga) de demora (que fica por algum tempo) após a cesariana. Às vezes, mesmo depois que se retira a sonda (12 horas após a intervenção), há certa dificuldade em se obter a primeira micção. As primeiras micções podem inclusive ser dolorosas.

6. Como deve ser a higiene?
Assim que a puérpera se levanta deve tomar um banho.
O fato de lavar a cabeça não afeta e evolução saudável do puerpério.

7. Quais os cuidados com os curativos?

São retirados após 24 horas do parto, no caso de cesárea. Podem ser molhados durante o primeiro banho desde que depois sejam trocados. Após o segundo dia mantemos o corte descoberto sem necessidade de curativos. A episiotomia (corte realizado no períneo para facilitar a expulsão fetal durante o parto normal) requer apenas limpeza com água e sabonete durante o banho. Nos casos de dor e ardência - que são freqüentes - usamos alguns anti-sépticos e analgésicos em forma de "spray" - o que promove alívio.

8. Existem exercícios específicos a serem feitos no pós-parto?
Sugestões Práticas de Exercícios Durante a Gravidez e Pós-parto.
OBJETIVO: Visam tonificar os músculos da região lombar, assoalho pélvico e abdome.
Pós-PARTO NORMAL = começam após a segunda semana
Pós-CESÁRIA = começam após a terceira semana
Você pode continuar fazendo exercícios de relaxamento ou caminhadas leves a qualquer momento após um parto normal. Contudo, é uma boa conduta dar a seu corpo o devido descanso e um tempo para recuperação, antes de reiniciar um programa de ginástica. Usualmente, seis semanas é o tempo que se espera para uma boa recuperação do corpo, se você teve um parto vaginal sem complicações. Se houve complicações, ou muitas suturas perineais, você poderia esperar um pouco mais. Se você se sente pronta para reiniciar seus exercícios antes de seis semanas, discuta o assunto com seu médico.
Em caso de cesariana o tempo de espera para exercícios reguçares e intensos deve ser maior ou seja, acima de 60 dias após o parto. Esteja sempre em contato com seu médico sobre seu progresso ao iniciar um programa de ginástica após a cesariana. 
Se recomeçar um programa de ginástica significa retornar à natação, novamente, converse com seu médico. As incisões e suturas podem não estar bem cicatrizadas, e a água da piscina possui agentes químicos e bactérias que podem ser prejudiciais. Queremos salientar que há muitos outros tipos de exercícios e alongamentos que podem ser praticados na gestação e pós-parto e que as informações a seguir não substituem as recomendações do seu médico. Consulte-o sempre que for iniciar qualquer programa de exercícios físicos. Queremos dizer também que as sugestões abaixo não substituem a presença do fisioterapeuta e, na verdade, devem ser seguidas ao lado dele, até que você se sinta segura por estar fazendo os exercícios e alongamentos de modo correto. 

FAZER OS EXERCÍCIOS DE FORMA INCORRETA, ALÉM DE NÃO AJUDAR, PODE PROVOCAR PROBLEMAS FÍSICOS

9. Como deve ser a minha dieta?

Deve conter no mínimo 2600 cal/dia.
A puérpera deve ingerir boa quantidade de líquidos o que deve ajudar na produção do leite.
Nos primeiros 2 meses após o parto o esquema alimentar deve se manter no mesmo ritmo da gestação, com um acréscimo de cerca de 400 cal/dia, em virtude da produção do leite.

10. Quando voltar ao médico?

A paciente que amamenta não terá suas menstruações regulares e com muita freqüência terá ausência delas. Naquelas que não estão amamentando, a primeira menstruação poderá vir logo após a sexta semana pós-parto. Desse modo, é após 40 dias que a primeira revisão médica do parto deve ser feita. Nos casos de cesariana é aconselhável uma revisão 10 dias após a retirada dos pontos (que é feita uma semana após a intervenção). 

11. Em quanto tempo o útero volta ao normal?

De modo geral, 6 semanas é tempo suficiente para que o útero volte ao tamanho e peso normais. No primeiro dia pós-parto ele já se encontra na cicatriz umbilical e após 10 dias ele está na sínfise púbica ( ao nível do osso púbico, logo acima dos pelos pubianos).
A cicatriz da área de inserção placentária dentro do útero (área sangrante) é responsável pela presença de um constante fluxo de líquidos através da vagina no período puerperal, denominados de lóquios. No início os lóquios são vermelhos (rubros), depois vermelho-claros e a seguir amarelados, cessando após a sexta semana. Portanto, nas primeiras 2 a 3 semanas é normal apresentar um sangramento semelhante ao da menstruação, que depois vai se tornando claro e amarelado , até parar.
É comum nos 2 ou 3 dias que seguem o parto a presença de cólicas, principalmente durante a amamentação, que são a tradução de contrações vigorosas do útero, com o intuito de acelerar a involução desse órgão.

12. E o meu peso ? Em quanto tempo volto ao peso com que engravidei?
Um ganho de peso de 9 a 10 Kg durante a gravidez está relacionado a retenção de água. É normal uma perda de 5,5 Kg logo após o parto devido a saída do feto , placenta, líquido amniótico e involução uterina. Outros 4,5 Kg são eliminados nas 6 semanas seguintes, sendo cerca de 1,5 Kg na primeira semana pós-parto e 3,0 Kg nas outras 5 semanas. Assim , esses 9 a 10 Kg serão sempre perdidos , porque correspondem ao acúmulo de água durante a gestação. A quantidade de quilos que ultrapassou esses 10 kg, será o restante que você poderá perder durante o período de amamentação, ou seja, nos primeiros 6 meses.

13. Como eu faço para amamentar o Bebê?
Depende de motivação e aprendizado adequado.
A mama é preparada durante toda a gravidez para produzir leite em quantidade suficiente para o recém-nascido. Vários hormônios estão envolvidos no desenvolvimento e crescimento mamário, bem como na elaboração e ejeção do leite. 
Os principais hormônios são produzidos pela hipófise (ocitocina e prolactina); eles atingem a corrente sangüínea e vão atuar sobre a mama na produção e na liberação do leite.
A sucção é necessária tanto para produção quanto para a ejeção do leite. É ela que mantém os níveis de prolactina adequados para que se dê a síntese do leite - essa suspensão de proteínas e gorduras em solução de açúcar (lactose) e sais de sódio. Cerca de 90% da composição do leite corresponde a água. 
O volume de leite produzido é variável de mãe para mãe. Sabemos que quanto mais o bebê suga mais leite é produzido. Nos primeiros 2 dias após o parto só é produzido o colostro (secreção pré-láctea rica em proteínas e anticorpos), de cor amarelada, que é suficiente para manter as condições de nutrição do bebê, até que ocorra a apojadura ou descida do leite propriamente dito. Essa descida do leite acontece em geral 2 a 5 dias após o parto. Não se preocupe com essa demora, pois o bebê nasce com reservas energéticas suficientes para agüentar até a vinda definitiva do leite. É por esse motivo que o bebê perde até 10% de seu peso de nascimento nesse período. O volume de leite aumenta gradativamente de 120 ml por dia no segundo dia, 170 ml no terceiro dia , 240 ml no quarto dia para cerca de 300 ml por dia a partir do quinto dia do período puerperal. Podemos calcular a quantidade de leite produzido por dia, multiplicando-se o dia pós-parto por 60. Dessa forma 15 dias após o parto a produção do leite estará em torno de 900 ml por dia (15 x 60). Portanto, são necessários 14 a 15 dias para que essa produção seja regular e constante.


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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
A epidural, o alivio da dor no parto

Algumas mulheres têm os seus filhos sem grandes desconfortos. Mas, para a maioria não há dúvida de que colocar uma criança no mundo é uma experiência bastante dolorosa. Não entre em pânico! Existem variadíssimas formas de aliviar a dor e muitas grávidas recorrem a diversos métodos. A ajuda pode passar por massagens, certas posições, pela respiração ou pelo relaxamento dentro de água. Algumas terapias complementares também poderão ser úteis no combate à dor, nomeadamente a aromaterapia, acupunctura ou a hipnose. Existem também analgésico entre os quais destacamos a epidural

A Epidural

A anestesia epidural é a forma médica mais frequentemente utilizada em Portugal para o alívio das dores no parto. Talvez, por isso, seja a que suscita mais dúvidas e receios.

Os médicos aconselham a administração da epidural pois bloqueia a dor mas não implica a perda de consciência. A mãe estará acordada o tempo todo podendo ouvir o primeiro choro do seu bebé (contrariamente a uma anestesia geral).

Pode ser aplicada apenas como alívio da dor num parto normal tal como em partos complicados, em casos de pré-eclampsia ou asma ou antes da utilização de forcéps. Uma dose mais elevada será usada se for realizada uma cesariana.

Primeiro aplica-se uma anestesia local na coluna para a adormecer. Depois o anestesista introduz uma agulha fina e oca na zona epidural (a região à volta da medula espinal), no interior da coluna. Então, introduz-se um tubo fino (ou cateter) e a agulha é retirada. Através do cateter que lá ficou é administrada a anestesia.

Deve avisar previamente, a equipa médica, se quiser a epidural, pois leva cerca de 10 a 20 minutos a ser preparada e outro tanto a surtir efeito.
Os efeitos irão desaparecer gradual e progressivamente, e a mãe poderá levantar-se e andar algumas horas depois do nascimento do filho.

O momento em que é administrada é muito importante. Você poderá querer que lhe administrem a anestesia assim que as contracções comecem a ficar dolorosas. No entanto, tome em atenção que não é aconselhado que o faça antes da cerviz ter, pelo menos, 4 cm de dilatação pois a epidural pode diminuir a velocidade do trabalho de parto ou mesmo pará-lo, se for dada muito cedo. Ou, pode dizer que não quer e depois, assustada com a intensidade das dores, mudar de opinião quando já for muito tarde. Ainda é possível ter uma anestesia epidural nessa fase adiantada, mas se a cerviz já tiver uma dilatação de quase 10 cm é provável que o medico diga que o momento certo já passou e que é tarde demais. Isto acontece pois já falta pouco para a expulsão do bebé e é melhor ter sensibilidade para sentir as contracções, para poder empurrar nos momentos certos.

A maior parte das mulheres defende o uso da epidural como algo muito bom pois tornou o parto uma experiência positiva, em que puderam manter o controlo das sensações, sem dores. Todavia, algumas (embora em numero reduzido) não ficaram tão satisfeitas porque só fez efeito num dos lados do corpo, ou porque houve pequenas áreas que não foram anestesiadas, como por exemplo, uma zona da barriga ou da coxa. É sempre um risco.



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