Domingo, 25 de Abril de 2010
Estarei preparada para ser mãe?

O desejo de ser mãe, chega a quase todas as mulheres, mas a decisão depende muito da realidade e dos valores de cada uma delas. A decisão de ser mãe não deve tranformar-se em uma obssessão nem tão pouco em uma circunstância sem consequências. O ter um filho é uma responsabilidade e um compromisso, uma decisão que deve ser meditada com tranquilidade, confiança e sinceridade.

Esta é uma questão que circula pela cabeça de muitas mulheres em algum momento de suas vidas. O desejo de ser mãe, de ter e cuidar dos filhos, chega a quase todas as mulheres, mas a decisão depende muito da realidade e dos valores de cada uma delas. Algumas não duvidam, têm isso muito claro; outras desejam, mas sentem-se inseguras, não preparadas; e outras, ainda que desejem tanto quanto as demais, não encontra ou não dispõe de espaço em sua vida para ter um filho. Em todo caso, a decisão de ser mãe não deve transformar-se numa obssessão, nem tão pouco em uma circunstância sem consequências. Ter um filho é uma responsabilidade e um compromisso, uma decisão que deve ser meditada com tranquilidade, confiança e sinceridade.

O que é necessário para ser mãe

Para ser mãe, não se requer título nem experiência. Tão pouco é uma escolha que chega com um manual de instrução. Ninguém nasce preparado para ser uma mãe. No entanto, as mulheres que estão tentando ser mães podem contar com muita informação sobre saúde, educação, gravidez e parto, seja na televisão, na rádio, ou através da internet. Inclusive já existem algumas escolas para pais.

A experiência de cada mulher, de cada mãe, é única, pessoal e incomparável. Uma mãe com ou sem marido, biológica ou adotiva, será sempre uma mãe, sem diferenças. A discrepância residirá na forma de como recebe cada filho, como o educa e cuida. No entanto, existem alguns fatores que devem ser considerados pelas mulheres que estão desejando ser mães:

- É aconselhável que você tenha um parceiro com quem vai compartilhar da gravidez, a educação e dos cuidados do bebê.

- É importante para um bebê ter uma mamãe e um papai. Uma mãe solteira pode perfeitamente encarregar-se de um bebê, mas se puder ter cumplicidade e o companheirismo de um marido, melhor.

- É importante estar muito bem informada sobre os custos que supõe em ter um bebê. É recomendável que tenha economias para que possa fazer frente aos gastos que se disparam principalmente nos últimos meses da gravidez, e durante a preparação para a chegada do bebê. É necessário planejar economicamente a gravidez.

- A saúde é o mais importante quando se decide ser mãe. Além de uma boa alimentação conciliada com uma vida saudável, te ajudará a ficar grávida com mais facilidade, e também que tenha uma gravidez e um parto mais saudável.

- É aconselhável não conceber um bebê, se a mãe estiver vivendo um momento de tensão provocado por alguma doença, ou uma separação, ou uma crise no trabalho. Algumas mulheres pensam que uma gravidez pode solucionar alguns problemas, no entanto estão equivocadas. Só seria um problema a mais. Os estados de tensão podem repercutir negativamente no seu estado de ânimo, podendo levá-lo a estados de ansiedade e depressão.

- É necessário uma mentalização sobretudo o que possa enfrentar durante a gravidez. É necessário estar preparada e utilizar desse desejo para evitar doenças próprias da gravidez não a desanime nem a faça estar se queixando a todo momento. A gravidez NÃO é uma doença.

- Busque manter pensamentos positivos quanto à gravidez. Afaste-se das idéias preconcebidas e das queixas tão obssessivas. Equilibre as emoções e centre-se em cada momento de uma forma positiva.

- Ouvir a experiência de outras mães, das avós, por exemplo, é muito recomendável. No entanto, recorde que cada família é diferente e nem sempre se deve seguir os mesmos conselhos. O melhor é deixar-se orientar por si mesma ou pelo obstetra.

- Quando uma mulher está convencida de que quer ser mãe, nem sempre consegue na primeira tentativa. Neste caso, não deve deixar que a insegurança invada sua vida. Tenha paciência. Tudo chega quando tem que chegar. Não se desespere nunca.

- É importante que fique claro quanto a ficar grávida, sempre acompanhada de um profissional. Fertilidade, idade, riscos, alimentação, saúde, etc. Não rejeite nenhuma explicação. Assim se sentirá mais segura. Se desejar ter um filho, não acumule dúvidas.



publicado por adm às 00:08
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
Gravidez depois dos 35 anos

A gravidez em mulheres acima dos 35 anos é muito frequente. As estatísticas confirmam um fenômeno que vem crescendo há alguns anos. A gravidez nessa faixa etária tem aumentado ano a ano, e afeta toda população mundial. Desde o final dos anos 70, houve um aumento significativo da taxa de bebês nascidos de mulheres de 35 a 50 anos de idade. Em aproximadamente 20 anos, essa taxa praticamente dobrou.

Faz bem pouco tempo, a gravidez de uma mulher aos 30 anos era considerado arriscado. Hoje esta realidade já não assusta. Por diversas razões, a maioria das mulheres escolhem a idade dos 30 anos para engravidarem. E os médicos consideram hoje que a gestação de risco afeta somente às gravidas com mais de 35 anos, e em alguns casos, as que tenham mais de 38 anos de idade.

Os riscos de uma gravidez para mulheres mais maduras, para ela e para o bebê

Uma gravidez sadia, depende muito do estado de saúde da mulher, assim como da idade que tem. Se a mulher goza de boa saúde, seguramente terá uma boa gravidez. O limite de idade é importante porque a partir dos 35 anos, inicia-se o crescimento progressivo do risco para síndrome de Down e outrar alterações cromossômicas. Mas, seja qual for a idade da futura mamãe, é necessário que, antes de tentar ficar grávida, consultar a um médico, porque se tiver uma condição médica crônica como diabetes, anemia, transtorno convulsivo, pressão alta, ou se toma algum medicamenteo especial.

Embora as mulheres que ficam grávidas depois dos 35 anos, estejam mais expostas a alguns riscos especiais, os estudos afirmam que a maioria dessas mulheres têm gravidezes com bebês saudáveis.

Cada dia mais diminuem os riscos das gravidas acima dos 35 anos

A medicina avançou muito neste sentido. E tem ajudado as mulheres entre 35 a 50 anos terem gravidezes com menos riscos que em anos anteriores. Ainda assim, é necessário que as mulheres estejam informadas sobre os riscos que acarretam uma gravidez nessa idade. E seguir, claro, os conselhos médicos.



publicado por adm às 00:16
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Como nasce e cresce uma MÃE?

O nascimento de uma mãe não acontece num único momento crucial e definido - vai emergindo pouco a pouco, a partir de um trabalho desenvolvido ao longo dos meses que antecedem e se seguem ao nascimento de um bebé.
No percurso até se tornar mãe, a mulher desenvolve uma organização psíquica própria fundamentalmente diferente da que possuía anteriormente, entrando num mundo de experiências apenas conhecido por quem já experimentou a maternidade.

Durante a gravidez, a mulher passa por diferentes acontecimentos biológicos e vivências psicológicas próprias deste período existindo tendência a centrar-se sobre si mesma e sobre o seu próprio corpo.

As vivências são sentidas pela mulher em diferentes momentos da sua gravidez, dividindo-se, deste modo, a gestação e todas as emoções / sentimentos psicológicos a ela associados, em três trimestres distintos, que repartem os nove meses de gestação.

No primeiro trimestre é habitual que se dê a Incorporação da gravidez, que engloba essencialmente sentimentos de ambivalência afectiva, entre o desejo e/ou receio da gravidez e preocupação com as transformações do corpo. Do ponto de vista físico este período poderá ser caracterizado por vómitos e naúseas.

A vivência social “obriga” a que mulher esteja feliz e satisfeita com a vinda de um filho, por isso, a grávida pode sentir que não existe um espaço concreto para as suas dúvidas e receios muito característicos desta fase de gestação.

No segundo trimestre de gravidez começa a emergir a Diferenciação. Na vivência psicológica da mulher, esta já incorporou que está grávida e aceita este facto. Começa a percepcionar os movimentos do feto e a aceitar que este apresenta características próprias. A grávida começa a imaginar, sonhar e fantasiar o seu bebé. Neste movimento, a mulher começa a ter percepção que o bebé é alguém que está dentro de si, mas que é diferente de si.

A Separação emerge no terceiro trimestre de gravidez. Com a proximidade do parto, a mulher já aceitou que está grávida, mas terá de aceitar que irá separar-se deste bebé. A perda do estatuto de grávida para algumas mulheres pode não ser fácil, pelo que a separação corre o risco de não ser aceite de uma forma natural.

Com a proximidade do parto, a mulher começa a aperceber-se que o bebé deixará de ser totalmente dependente, no entanto emergem igualmente fantasias, ansiedades e expectativas sobre o parto e o primeiro contacto face a face com o seu bebé. Nesta fase, na futura mãe, poderá também surgir um sentimento de insegurança e incapacidade em saber lidar com o bebé.

À medida que uma mulher se prepara para ser mãe, vai passando por uma experiência sem igual. O bebé determinará, durante um certo período de tempo os seus pensamentos, os seus medos, esperanças e fantasias.

Um filho faz com que a mulher repense a sua vida, reconsiderando alguns dos seus valores!!! Desta forma, uma mãe terá de se formar psicologicamente da mesma forma que o seu filho se forma fisicamente.

Por outro lado, enquanto a mãe está a desenvolver uma nova identidade, o homem também constrói a sua “organização psíquica da paternidade”.

O papel do pai é muitas vezes definido como o de apoio à mulher, uma função extraordinariamente importante, MAS não a ÚNICA... A parentalidade é cada vez mais tida em conta em detrimento da maternidade, o que vem fortalecer cada vez mais o papel do homem enquanto pai e “peça” fundamental no bom desenvolvimento dos laços familiares!!!

É por isso natural que tantas e tão profundas transformações, impliquem um momento de crise na vida de um casal, que tem de reorganizar-se face à chegada de mais um membro no seu seio.

Na realidade, dá-se uma ruptura com o passado em que tudo o que está para trás no tempo não pode continuar igual e tudo o que vem no futuro é novo!!!

Tornar-se pai ou mãe pela primeira, segunda ou quinta vez, exige uma reorientação total do significado da vida. Os casais assumem tarefas familiares específicas e os filhos tornam-se o centro da atenção dos pais!

O nascimento de um filho leva a que se dê uma reinvenção da relação parental e que se assista igualmente ao nascimento de um pai e de uma mãe!


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publicado por adm às 23:29
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