Domingo, 15 de Abril de 2012
Parto... para todos os gostos

Preparação para enfrentar esta nova experiência com calma e com maior confiança

As aulas de preparação para o parto, para além de serem uma valiosa ajuda para enfrentar o parto, podem promover um convívio saudável e relações de amizade entre várias mamãs que experienciam também uma nova gravidez.

Hoje em dia, existem vários Cursos de Preparação para o Parto e a futura mãe pode escolher o, ou, os que mais lhe convém. Para além de poder escolher aulas para a preparação para um parto convencional, pode também optar por aulas que a ajudem a preparar para um parto na água ou em casa.

Ao inscrever-se numCurso de Preparação Para o Parto, é possível complementar este curso com aulas de pós-parto que permitirão à grávida adquirir conhecimentos sobre o pós-parto, noções de puericultura e como cuidar do bebé, bem como adquirir as melhores técnicas de aleitamento e higiene do bebé.

“As aulas teóricas devem fornecer informação sobre anatomia, sexualidade masculina e feminina e alterações próprias da gravidez”

Os formadores
As aulas são em geral ministradas por enfermeiras-parteiras, psicólogos, obstetras e pediatras. Habitualmente, cada especialista fala sobre os temas da sua especialidade e durante o curso explicam-se todos os aspectos fundamentais da gravidez, parto, pós-parto e maternidade. São explicadas todas as técnicas de respiração para o parto e realizam-se todos os exercícios adequados para tornar o momento do parto mais fácil.

O aleitamento e a criação do bebé são explicados com uma atenção especial e tendo como modelo um "boneco bebé"; são ministradas aulas práticas onde a grávida pode desenvolver todas as actividades como a higiene do bebé, o banho, o vestir e despir e a melhor forma de o deitar.

Também o Yoga
Como complemento dos cursos de preparação tradicionais, pode ser uma boa opção pois pode aliviar a tensão, recarregar as energias e contribui para aliviar as dores. É preciso não esquecer que muitas das técnicas habituais reconhecidas para o parto sem dor se baseiam nas técnicas de descontracção do yoga.

Para praticar o yoga como apoio à gravidez, a grávida deve apenas inscrever-se num Centro de Yoga apto para ministrar aulas de preparação para o parto.

O que devem oferecer os Centros?
Os centros devem oferecer às futuras mães/pais aulas práticas e teóricas que lhes permitam encarar a gravidez, o parto e o pós-parto de forma mais descontraída e mais confiante.

As aulas teóricas devem fornecer informação sobre anatomia, sexualidade masculina e feminina e alterações próprias da gravidez. Explicações exaustivas sobre o parto, como reconhecer as contracções, as fases da dilatação, tipos de anestesia, tipos de parto e possíveis complicações. Devem ainda dar toda a informação sobre os melhores comportamentos no puerpério: cuidados de higiene após parto normal ou cesariana, a sexualidade.

Devem também prestar todos os esclarecimentos sobre o aleitamento, cuidados e higiene do recém-nascido e desenvolvimento do bebé durante o primeiro ano de vida.
As alterações emocionais durante a gravidez, o parto e o pós-parto como a depressão devem ser sempre abordados. As aulas-práticas devem ministrar exercícios de descontracção durante a gravidez e o parto, com exercícios adequados às diversas situações.
Exercícios de respiração nas diversas etapas do parto. Treino com o pai durante o parto. Treino de exercícios do períneo no pós-parto. Nas aulas práticas devem ainda ser realizadas as tarefas do banho do bebé, do tratamento do cordão umbilical, a muda da fralda.

Onde, como e quanto?
Hoje em dia, em todos os centros urbanos existe a possibilidade de frequentar um destes cursos. Alguns deles estão integrados nos Centros de Saúde públicos e outros em Centros privados.

Os valores variam de acordo com o número de aulas e comos próprios conteúdos. No leque de custo/opções é ainda considerado o acompanhamento da grávida pelo futuro pai e o número de aulas que este quer frequentar. É importante que antes de tomar uma opção sobre a decisão do Centro, peça alguns conselhos no seu Centro de Saúde, com o seu médico ou com qualquer recente mamã que tenha frequentado o Curso.

Nos grandes centros urbanos as opções são muitas e as ofertas, no que respeita aos conteúdos, também muito variadas. Nos pequenos centros, é provável que as suas opções sejam limitadas em relação, por exemplo, ao parto na água ou ao Yoga.

Parto na água
Nos cursos de preparação para o parto na água, habitualmente ministrados por monitores especializados, as aulas são realizadas numa piscina coberta e climatizada, com os exercícios adequados à gravidez e ao parto – de costas, pélvis – e jogos aquáticos ou natação específicos.

Os exercícios adaptam-se à destreza da nadadora e ao mês de gestação. O efeito deste treino é muito relaxante e tonificante e benéfico para a grávida. Estes exercícios podem ser realizados pelo casal – tal como nos cursos de preparação para os partos convencionais – ficando assim o futuro pai apto para auxiliar no momento do parto.

Parto em casa
Se está a pensar em fazer o seu parto em casa, talvez no mês anterior ao parto, possa contratar uma Doula que a poderá acompanhar na preparação para o parto, durante parto e durante os primeiros dias com o seu bebé. Para contratar uma Doula, basta falar com a Associação Doulas de Portugal e seleccionar o perfil da Doula e os serviços que pretende.

Texto: Maria Martins
Revisão científica: Dra. Madalena Barata, Directora do Centro de Medicina da Reprodução do British Hospital-Lisbon XXI

fonte:http://familia.sapo.pt/



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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
Parto gemelar

Cerca de cinquenta por cento das gravidezes gemelares, termina em cesariana devido à posição dos fetos



Depois de uma gravidez muito vigiada, por ser considerada de alto risco, acaba por chegar a hora destes pequeninos conhecerem o mundo.
Muito embora, para os futuros pais, o momento do parto e de conhecerem os seus bebés se revista de muitas expectativas, ele é também pleno de medos e ansiedades.

Quando os bebés estão em boa posição e a gravidez decorreu sem quaisquer transtornos, o médico poderá aguardar o desencadear do parto como em qualquer outra gravidez singular. Após os primeiros sinais, o rebentar da bolsa, a saída do rolhão ou às primeiras contracções, a futura mãe deve encaminhar-se imediatamente para a instituição hospitalar. Ao chegar, o obstetra irá verificar a evolução da sua dilatação e o estado de saúde dos bebés mediante monitorização fetal. A equipa médica - o obstetra, a enfermeira parteira, o anestesista e o pediatra- estará atenta à evolução do parto. Se necessário, será realizado um parto cirúrgico.
Numa gravidez gemelar o desencadear do parto pode acontecer cerca da 37ª ou 38ª semanas, isto sucede devido à falta de espaço que os gémeos sofrem nas últimas semanas. Outro factor que pode desencadear o parto é o peso dos fetos que pode provocar que o colo do útero se dilate antes do tempo.

A posição dos bebés no útero é determinante no tipo de parto que o médico decide realizar

Quando se recorre à cesariana?


Existem vários factores que podem levar o especialista a decidir realizar um parto cirúrgico. A existência de uma placenta prévia, a paragem das contracções ou quando o/s bebé/s apresentam sinais de sofrimento fetal são circunstâncias determinantes na decisão. O especialista pode também decidir realizar uma cesariana programada quando previamente verificou a inviabilidade de parto natural. Esta decisão é tomada quando o especialista verifica:

 

 


“Na maior parte das gravidezes gemelares o parto desencadeia-se prematuramente”

Quando os bebés estão em boa posição e a gravidez decorreu sem quaisquer transtornos, o médico poderá aguardar o desencadear do parto como em qualquer outra gravidez singular

Parto natural


No parto de gémeos, em geral, a dilatação é mais lenta. Todavia, quando o colo do útero está completamente dilatado e a cabeça de um dos bebés encaixada, começa a fase de expulsão do primeiro, que decorre como se fosse de um parto singular. Este bebé pode denominar-se como o primogénito. É, habitualmente, o gémeo mais velho, mesmo que só o separem alguns segundos de vida do seu irmão. Após a realização do teste de Apgar, se o bebé está bem e o seu peso não é inferior a 2.400g, o médico apresenta-o aos pais.
Inicia-se em seguida a expulsão do segundo bebé que, em geral, é mais fácil. Contudo, muitas vezes, é necessário estimular o útero com o citocina, em virtude deste ter perdido a força após o esforço da primeira expulsão. Após o nascimento, o bebé será examinado pelo neonatologista e ser-lhe-á também realizado o Teste de Apagar. Dado que esperou mais tempo para nascer, é possível que a pontuação obtida no teste de Apgar seja ligeiramente mais baixa que a do primeiro bebé. O seu peso é geralmente mais baixo. Caso o bebé se encontre dentro dos parâmetros normais será apresentado aos pais e colocado no berço. Entretanto finaliza-se o parto coma expulsão da ou das placentas. Se os bebés forem gémeos verdadeiros, realizar-se-á unicamente a expulsão de uma única placenta.

O percurso até à criação do negócio foi tão orgânico quanto é a formação de uma família. Cheio de escolhas, mas também de caminhos que vão sendo desenhados à medida que se avança.

Bivitelinos e univitelinos
Há gémeos iguais e outros apenas parecidos. Quando os gémeos são univitelinos/monozigóticos provêm de um só óvulo fecundado por um espermatozóide, que se dividiu. Têm o mesmo mapa genético, são do mesmo sexo e são como duas gotas de água. Os gémeos bivitelinos/dizigóticos desenvolvem-se a partir de dois óvulos fecundados por dois espermatozóides. Podem até ter sido concebidos com algum tempo de diferença. Podemser de sexo diferente e a sua carga genética é diferente. Podem ter poucas semelhanças. Habitualmente os gémeos bivitelinos são denominados incorrectamente por falsos gémeos, e os univitelinos por gémeos verdadeiros.

“Os gémeos têm geralmente um peso inferior a 3000 g ao nascer”

fonte:http://familia.sapo.pt/


 




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Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
Depois da gravidez: "Quero o meu corpo de volta!"

Depois da gravidez é normal que sinta o desejo de voltar à sua antiga forma. Recuperar a silhueta é legítimo, mas tenha noção de que o corpo demora o seu tempo para voltar ao normal. Se esteve nove meses a crescer, não espere perder os quilos acumulados num abrir e fechar de olhos.

 

Foram nove os meses em que viu o seu corpo ganhar novas formas e contornos, todas as mães desejam desesperadamente perder o peso adquirido durante a gravidez.

Mas o desejo não se sobrepõe à natureza e o corpo necessita de um período de tempo para recuperar e voltar ao que era. Nem sempre é fácil, e é preciso ter em mente que nem sempre se consegue - o que é motivo de frustração para muitas mães.

Ver as ancas, o abdómen, as pernas e os seios, aumentarem quase para o dobro é por vezes difícil de aceitar, principalmente quando somos bombardeadas diariamente com imagens de famosas que acabaram de ser mães e cuja forma física já foi rapidamente recuperada. Na vida real as coisas não são assim tão fáceis. É necessário dedicação, empenho e acima de tudo, perseverança para não desanimar nesta cruzada. Se seguir alguns conselhos essenciais conseguirá dar os primeiros passos para atingir o tão desejado objectivo. O principal é não cruzar os braços.

Como lidar com a rotina


Com a chegada do bebé a vida no lar e da própria mãe desorganiza-se. Quando se trata do primeiro filho é ainda pior. Existem muitas dúvidas, incertezas sobre o que se deve ou não fazer, há rotinas diárias para cumprir e às quais terá de se habituar, e geralmente a última coisa em que pensamos é em nós próprias. É normal que custe ver-se ao espelho e achar que já teve melhores dias, mas também é normal que não faça disso prioridade na sua vida nesse momento. Como refere a fisioterapeuta Teresa Garcia, do Centro Clínico Santa Teresa de Jesus em Oeiras, "Há um grande choque hormonal com o nascimento do bebé e é normal as mães sentirem-se um bocadinho perdidas. Mesmo quando já tiveram anteriormente um bebé, há uma grande desorganização e ficam muitas vezes sem saber o que fazer, o que na literatura médica é descrito como o baby blues.

É natural que sinta um forte desejo de começar a fazer algo que a ajude a eliminar a nova forma entretanto adquirida, mas com a chegada de um bebé, o tempo que tem para si mesma é quase nulo. Convém ter em mente que, consoante o tipo de parto por que passou - normal ou cesariana -, há um determinado período de descanso a respeitar: três ou seis semanas, respectivamente. E isto aplica-se não só ao regresso de uma actividade física regular, como à iniciação da recuperação pós-parto.

O corpo a seguir à gravidez

Útero - Imediatamente a seguir ao parto há um processo de inversão do útero para retomar à sua antiga forma, mas esse efeito não é imediato. Afinal, trata-se do órgão que mais sofreu com a gravidez, tendo aumentado de volume cerca de 30 a 40 vezes, quando o seu tamanho normal é mais parecido com o de uma pêra. Como diminui cerca de um centímetro por dia, demorará, em média, três e

Abdómen - Aqui o problema mais comum são as inestéticas estrias, e é por isso essencial atacá-las durante a gravidez. O aumento de volume e de peso, leva a pele a esticar, sujeitando-se a uma pressão maior do que aquilo que lhe é habitual. Como não consegue aguentar, chega a um ponto em que estala e ‘parte', criando os inestéticos sulcos visíveis a olho nu. O uso de cremes específicos é a medida mais utilizada para as combater a perda de elastina da pele, mas nem sempre com grande sucesso.

Seios - È outra parte do corpo particularmente castigada com a gravidez. Aumentam de volume e têm tendência a ganhar estrias. No pós-parto ficam geralmente partidos e flácidos. Os elevados níveis hormonais que recebem durante a gravidez provocam um escurecimento do mamilo, que a partir do terceiro mês após o parto tende a atenuar, mas cuja cor nunca mais volta à original.

Pernas - O risco de aparecimento de varizes durante a gravidez é maior devido ao aumento de peso. Se tem problemas de má circulação as probabilidades aumentam. O uso recorrente de meias de descanso poderá dar-lhe uma ajuda, assim como a aplicação de cremes específicos estimuladores da circulação. 
Pele - É comum a pele sofrer alterações devido às grandes doses hormonais que o organismo fabrica durante a gestação. O aparecimento de manchas na pele - cloasma  gravídico - ou ‘pano', como é vulgarmente conhecido, é bastante comum. Manchas acastanhadas, que assumem diferentes proporções podendo inclusive atingir a zona do rosto, ou o aparecimento de acne, são alguns dos sintomas mais comuns ao nível da pele.

Amamentar ajuda a recuperar a forma


Ficou surpreendida? Mas é verdade, dar de mamar ao bebé contribui para o regresso da boa forma mais rapidamente, para além de fazer bem à saúde o do recém-nascido. Como refere a terapeuta Teresa Garcia, ‘A amamentação além de ser benéfica para o bebé, ajuda a mãe a recuperar o seu peso mais rapidamente, pois exige uma perda calórica grande, o que pode favorecer o emagrecimento.' 
Segundo a recomendação da Organização Mundial de Saúde, a prática da amamentação exclusiva durante seis meses, contribui para uma perda de peso por parte da mãe, de forma mais rápida e saudável: cerca de 500g por semana entre a 4.ª e a 14.ª semana pós-parto, o que equivale a uma perda de 5kg.

Caso note num aumento de apetite, não entre em pânico. Como está a perder muitas calorias, é normal que sinta mais fome. O que deve fazer? Tenha apenas cuidado com a alimentação (o que não é sinónimo de dietas malucas!) mas coma saudavelmente quando sentir vontade.

Plano de ataque

Algumas horas após ter dado à luz, comece o seu primeiro exercício. Não, não se trata de brincadeira, mas não estranhe se nas primeiras 24 horas pós-parto, o seu médico lhe disser para começar a movimentar-se, nem que seja de forma lenta e pausada no corredor. Este procedimento é comum e tem como finalidade evitar a trombose venosa, e facilitar a recuperação fisiológica. É normal que sinta um desejo de começar já a perder peso, mas este simples ‘caminhar' não tem essa finalidade. É antes uma forma de obrigar o seu corpo a reagir ao esforço a que esteve sujeito.

Nunca é demais lembrar que a verdadeira recuperação pós-parto só deverá ser feita a partir da terceira semana em caso de parto normal, ou a partir da sexta semana em caso de cesariana. Até essa altura a grávida deverá ir contribuindo com pequenos gestos e comportamentos para que o seu corpo ‘vá ao lugar' de forma natural, sendo necessárias diversas abordagens não só ao nível dos exercícios, mas também ao nível das dores que se desenvolvem durante a gravidez. 
Dores lombares, ao nível da cervical são bastante comuns entre as grávidas, devido ao peso da barriga que tiveram de suportar durante a gravidez que provoca um esforço redobrado, sendo por isso de extrema importância que a mãe proceda à realização de exercícios simples para ajudar na recuperação pós-parto.

Combata aos problemas pós-parto

Os exercícios do períneo pélvico - ou exercícios de Kegel - são extremamente importantes para voltar a ter uma vida normal. Trata-se de uma forma muito simples de, aos poucos, ir trabalhando toda a musculatura da parte vaginal e ânus que estiveram particularmente sobrecarregadas durante a gravidez. As mães poderão ir contraindo estes músculos em curtas sessões de cinco minutos, evitando assim problemas, como a incontinência urinária, que geralmente têm tendência a ocorrer no pós-parto e contribuindo para uma melhoria da circulação sanguínea. Como explica a terapeuta Teresa Garcia, ‘quando as grávidas não trabalham estes músculos, têm tendências a ficar com problemas de incontinência urinária, que é um dos problemas pós-parto mais comum - elas espirram, tossem e vão soltando pequenas perdas de urina. Para tal há a fisioterapia que promove o trabalho desta área que tem de ser ginasticada."

Mas não queira iniciar o exercício de modo regular e intenso. O seu corpo precisa de tempo para se habituar ao novo ritmo. Faça-o gradualmente.

Ventre liso sem cinta é impossível?

Após a gravidez o seu desejo será o de conseguir enfiar-se dentro das suas calças de ganga favoritas e largar definitivamente a roupa de grávida, mas nem sempre isso acontece como esperado. O colocar-se na balança e deparar-se com o peso extra que ainda permanece no seu corpo poderá provocar-lhe frustração, mas já diz o ditado ‘Roma e Pavia não se fizeram num dia'.

O abdómen leva tempo a recuperar e mesmo passado algumas semanas após ter dado à luz, ainda parecerá que tem ‘barriga de grávida'. Muitas mães preocupadas com as gordurinhas extras que teimar em permanecer nesta zona do corpo, caem no erro de ‘amarrar' a barriga com a tão temida cinta, repetindo assim um erro crasso que passa de geração em geração há muito tempo.

Está cientificamente provado que o uso da cinta pós-parto deve ser moderado, nunca a utilizando como única garantia para obter um ventre liso após a gravidez. Como refere a terapeuta, "Andar com a cinta, completamente espartilhadas é contra-prejudicial. Há mães que levam a cinta logo para o hospital e acham que sem ela nunca mais voltam ao sítio, e isso é um comportamento que tem de ser combatido porque se tornou do senso-comum" e acrescenta, "ao contrário do que as pessoas pensam, os ossos ‘não saem do sítio' e quanto mais tempo usarem a cinta, mais tempo demoram a recuperar a forma que tinham".

Se pensa que está a contribuir para uma melhor recuperação dos músculos abdominais, engana-se. A compressão a que os músculos estão sujeitos é de tal forma, que a mesma ficará ‘preguiçosa'. O uso da cinta deverá ser aconselhado em casos que realmente o necessitem, quando a mãe sente algum desconforto, ou por conselho médico, caso contrário não o faça só porque a sua mãe ou amigas o fizeram.

fonte:

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<p>Depois da gravidez é normal que sinta o desejo de voltar à sua antiga forma. Recuperar a silhueta é legítimo, mas tenha noção de que o corpo demora o seu tempo para voltar ao normal. Se esteve nove meses a crescer, não espere perder os quilos acumulados num abrir e fechar de olhos.</p> <p> </p> <p>Foram nove os meses em que viu o seu corpo ganhar novas formas e contornos, todas as mães desejam desesperadamente perder o peso adquirido durante a gravidez.</p> <p>Mas o desejo não se sobrepõe à natureza e o corpo necessita de um período de tempo para recuperar e voltar ao que era. Nem sempre é fácil, e é preciso ter em mente que nem sempre se consegue - o que é motivo de frustração para muitas mães.</p> <p>Ver as ancas, o abdómen, as pernas e os seios, aumentarem quase para o dobro é por vezes difícil de aceitar, principalmente quando somos bombardeadas diariamente com imagens de famosas que acabaram de ser mães e cuja forma física já foi rapidamente recuperada. Na vida real as coisas não são assim tão fáceis. É necessário dedicação, empenho e acima de tudo, perseverança para não desanimar nesta cruzada. Se seguir alguns conselhos essenciais conseguirá dar os primeiros passos para atingir o tão desejado objectivo. O principal é não cruzar os braços.</p> <h3><span style="color: #808000;">Como lidar com a rotina</span></h3> <p><br />Com a chegada do bebé a vida no lar e da própria mãe desorganiza-se. Quando se trata do primeiro filho é ainda pior. Existem muitas dúvidas, incertezas sobre o que se deve ou não fazer, há rotinas diárias para cumprir e às quais terá de se habituar, e geralmente a última coisa em que pensamos é em nós próprias. É normal que custe ver-se ao espelho e achar que já teve melhores dias, mas também é normal que não faça disso prioridade na sua vida nesse momento. Como refere a fisioterapeuta Teresa Garcia, do Centro Clínico Santa Teresa de Jesus em Oeiras, "Há um grande choque hormonal com o nascimento do bebé e é normal as mães sentirem-se um bocadinho perdidas. Mesmo quando já tiveram anteriormente um bebé, há uma grande desorganização e ficam muitas vezes sem saber o que fazer, o que na literatura médica é descrito como o baby blues.</p> <p>É natural que sinta um forte desejo de começar a fazer algo que a ajude a eliminar a nova forma entretanto adquirida, mas com a chegada de um bebé, o tempo que tem para si mesma é quase nulo. Convém ter em mente que, consoante o tipo de parto por que passou - normal ou cesariana -, há um determinado período de descanso a respeitar: três ou seis semanas, respectivamente. E isto aplica-se não só ao regresso de uma actividade física regular, como à iniciação da recuperação pós-parto.</p> <h3><span style="color: #808000;">O corpo a seguir à gravidez</span></h3> <p><strong>Útero</strong> - Imediatamente a seguir ao parto há um processo de inversão do útero para retomar à sua antiga forma, mas esse efeito não é imediato. Afinal, trata-se do órgão que mais sofreu com a gravidez, tendo aumentado de volume cerca de 30 a 40 vezes, quando o seu tamanho normal é mais parecido com o de uma pêra. Como diminui cerca de um centímetro por dia, demorará, em média, três e</p> <p><strong>Abdómen -</strong> Aqui o problema mais comum são as inestéticas estrias, e é por isso essencial atacá-las durante a gravidez. O aumento de volume e de peso, leva a pele a esticar, sujeitando-se a uma pressão maior do que aquilo que lhe é habitual. Como não consegue aguentar, chega a um ponto em que estala e ‘parte', criando os inestéticos sulcos visíveis a olho nu. O uso de cremes específicos é a medida mais utilizada para as combater a perda de elastina da pele, mas nem sempre com grande sucesso.</p> <p><strong>Seios -</strong> È outra parte do corpo particularmente castigada com a gravidez. Aumentam de volume e têm tendência a ganhar estrias. No pós-parto ficam geralmente partidos e flácidos. Os elevados níveis hormonais que recebem durante a gravidez provocam um escurecimento do mamilo, que a partir do terceiro mês após o parto tende a atenuar, mas cuja cor nunca mais volta à original.</p> <p><strong>Pernas -</strong> O risco de aparecimento de varizes durante a gravidez é maior devido ao aumento de peso. Se tem problemas de má circulação as probabilidades aumentam. O uso recorrente de meias de descanso poderá dar-lhe uma ajuda, assim como a aplicação de cremes específicos estimuladores da circulação. <br />Pele - É comum a pele sofrer alterações devido às grandes doses hormonais que o organismo fabrica durante a gestação. O aparecimento de manchas na pele - cloasma  gravídico - ou ‘pano', como é vulgarmente conhecido, é bastante comum. Manchas acastanhadas, que assumem diferentes proporções podendo inclusive atingir a zona do rosto, ou o aparecimento de acne, são alguns dos sintomas mais comuns ao nível da pele.</p> <h3><span style="color: #808000;">Amamentar ajuda a recuperar a forma</span></h3> <p><strong> </strong></p> <p><br />Ficou surpreendida? Mas é verdade, dar de mamar ao bebé contribui para o regresso da boa forma mais rapidamente, para além de fazer bem à saúde o do recém-nascido. Como refere a terapeuta Teresa Garcia, ‘A amamentação além de ser benéfica para o bebé, ajuda a mãe a recuperar o seu peso mais rapidamente, pois exige uma perda calórica grande, o que pode favorecer o emagrecimento.' <br />Segundo a recomendação da Organização Mundial de Saúde, a prática da amamentação exclusiva durante seis meses, contribui para uma perda de peso por parte da mãe, de forma mais rápida e saudável: cerca de 500g por semana entre a 4.ª e a 14.ª semana pós-parto, o que equivale a uma perda de 5kg.</p> <p>Caso note num aumento de apetite, não entre em pânico. Como está a perder muitas calorias, é normal que sinta mais fome. O que deve fazer? Tenha apenas cuidado com a alimentação (o que não é sinónimo de dietas malucas!) mas coma saudavelmente quando sentir vontade.</p> <h3><span style="color: #808000;">Plano de ataque</span></h3> <p>Algumas horas após ter dado à luz, comece o seu primeiro exercício. Não, não se trata de brincadeira, mas não estranhe se nas primeiras 24 horas pós-parto, o seu médico lhe disser para começar a movimentar-se, nem que seja de forma lenta e pausada no corredor. Este procedimento é comum e tem como finalidade evitar a trombose venosa, e facilitar a recuperação fisiológica. É normal que sinta um desejo de começar já a perder peso, mas este simples ‘caminhar' não tem essa finalidade. É antes uma forma de obrigar o seu corpo a reagir ao esforço a que esteve sujeito.</p> <p>Nunca é demais lembrar que a verdadeira recuperação pós-parto só deverá ser feita a partir da terceira semana em caso de parto normal, ou a partir da sexta semana em caso de cesariana. Até essa altura a grávida deverá ir contribuindo com pequenos gestos e comportamentos para que o seu corpo ‘vá ao lugar' de forma natural, sendo necessárias diversas abordagens não só ao nível dos exercícios, mas também ao nível das dores que se desenvolvem durante a gravidez. <br />Dores lombares, ao nível da cervical são bastante comuns entre as grávidas, devido ao peso da barriga que tiveram de suportar durante a gravidez que provoca um esforço redobrado, sendo por isso de extrema importância que a mãe proceda à realização de exercícios simples para ajudar na recuperação pós-parto.</p> <h3><span style="color: #808000;">Combata aos problemas pós-parto</span></h3> <p>Os exercícios do períneo pélvico - ou exercícios de Kegel - são extremamente importantes para voltar a ter uma vida normal. Trata-se de uma forma muito simples de, aos poucos, ir trabalhando toda a musculatura da parte vaginal e ânus que estiveram particularmente sobrecarregadas durante a gravidez. As mães poderão ir contraindo estes músculos em curtas sessões de cinco minutos, evitando assim problemas, como a incontinência urinária, que geralmente têm tendência a ocorrer no pós-parto e contribuindo para uma melhoria da circulação sanguínea. Como explica a terapeuta Teresa Garcia, ‘quando as grávidas não trabalham estes músculos, têm tendências a ficar com problemas de incontinência urinária, que é um dos problemas pós-parto mais comum - elas espirram, tossem e vão soltando pequenas perdas de urina. Para tal há a fisioterapia que promove o trabalho desta área que tem de ser ginasticada."</p> <p>Mas não queira iniciar o exercício de modo regular e intenso. O seu corpo precisa de tempo para se habituar ao novo ritmo. Faça-o gradualmente.</p> <h3><span style="color: #808000;">Ventre liso sem cinta é impossível?</span></h3> <p>Após a gravidez o seu desejo será o de conseguir enfiar-se dentro das suas calças de ganga favoritas e largar definitivamente a roupa de grávida, mas nem sempre isso acontece como esperado. O colocar-se na balança e deparar-se com o peso extra que ainda permanece no seu corpo poderá provocar-lhe frustração, mas já diz o ditado ‘Roma e Pavia não se fizeram num dia'.</p> <p>O abdómen leva tempo a recuperar e mesmo passado algumas semanas após ter dado à luz, ainda parecerá que tem ‘barriga de grávida'. Muitas mães preocupadas com as gordurinhas extras que teimar em permanecer nesta zona do corpo, caem no erro de ‘amarrar' a barriga com a tão temida cinta, repetindo assim um erro crasso que passa de geração em geração há muito tempo.</p> <p>Está cientificamente provado que o uso da cinta pós-parto deve ser moderado, nunca a utilizando como única garantia para obter um ventre liso após a gravidez. Como refere a terapeuta, "Andar com a cinta, completamente espartilhadas é contra-prejudicial. Há mães que levam a cinta logo para o hospital e acham que sem ela nunca mais voltam ao sítio, e isso é um comportamento que tem de ser combatido porque se tornou do senso-comum" e acrescenta, "ao contrário do que as pessoas pensam, os ossos ‘não saem do sítio' e quanto mais tempo usarem a cinta, mais tempo demoram a recuperar a forma que tinham".</p> <p>Se pensa que está a contribuir para uma melhor recuperação dos músculos abdominais, engana-se. A compressão a que os músculos estão sujeitos é de tal forma, que a mesma ficará ‘preguiçosa'. O uso da cinta deverá ser aconselhado em casos que realmente o necessitem, quando a mãe sente algum desconforto, ou por conselho médico, caso contrário não o faça só porque a sua mãe ou amigas o fizeram.</p> <p>fonte:<a title="Depois da gravidez: "Quero o meu corpo de volta!"" rel="nofollow" href="http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?channelid=DB6B4C6C-DD2F-4829-98F0-98FCE9586CE4&contentid=7EABDCF4-2122-4E8A-9A20-41E5112A6563" target="_blanck">activa</a> </p> <p> </p> <div><span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 14px; color: #ffffff; font-weight: bold;"><br /></span></div>


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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Os medos e receios mais comuns sobre o parto...

Está nervosa com o parto? Não é a única!
Veja em seguida alguns dos medos mais comuns relativamente ao trabalho de parto e como lidar com eles.



• Não vou conseguir aguentar a dor.

Uma em cada cinco mulheres grávidas diz que este é o seu principal medo no terceiro trimestre, segundo um inquérito do BabyCenter. Embora seja verdade que o trabalho de parto e a expulsão são dolorosos para a maioria das mulheres, existem analgésicos eficazes e não deverá sentir-se culpada se pedir que lhe sejam administrados. A grande maioria das mulheres grávidas usa algum tipo de analgésico durante o trabalho de parto. Se achar que os métodos de controlo da respiração e outras técnicas de relaxamento não serão suficientes, não pense duas vezes em pedir ajuda ao médico.

• Vou precisar de uma episiotomia ou vou rasgar.
Uma episiotomia é um corte cirúrgico na zona muscular entre a vagina e o ânus, efectuado mesmo antes da expulsão, a fim de aumentar a abertura vaginal. Algumas mulheres rasgam espontaneamente esta zona e esses rasgões podem ser desde praticamente indetectáveis até muito grandes (cuja reparação requer uma grande quantidade de pontos). Em tempos eram a norma, mas as episiotomias estão a ser menos utilizadas. Segundo um estudo publicado na revista Obstetrics and Gynecology, as taxas de episiotomia num hospital de Filadélfia diminuíram de quase 70% de todos os nascimentos em 1983 para 19% de todos os nascimentos em 2000. Fale com o seu médico sobre a frequência e em que condições opta pela episiotomia e de que forma é possível evitar ter de fazê-la ou rasgar.

• Vou esvaziar os intestinos durante a expulsão.
Num inquérito recente do BabyCenter, 70% das mulheres disseram que receavam ter esvaziado os intestinos na mesa de parto, 39% afirmaram que o tinham feito efectivamente e, entre estas, apenas 22% se sentiam envergonhadas. Embora possa neste momento ter dificuldade em acreditar, se os seus intestinos se esvaziarem efectivamente durante a expulsão, a verdade é que ninguém lho dará a entender. As enfermeiras e os médicos limpam tudo possivelmente antes de sequer dar conta de que aconteceu. Se estiver mesmo muito preocupada com esta questão, quando chegar ao hospital peça um clister para limpar os intestinos. Outro pensamento reconfortante: o princípio do trabalho de parto estimula muitas vezes a diarreia. Se este for um dos seus sintomas, o mais provável é que o seu sistema fique todo limpo.

• Parto prematuro.
Cerca de 13% dos bebés dos Estados Unidos nascem prematuramente – antes das 37 semanas. Para reduzir a possibilidade de parto prematuro, cuide-se bem: alimente-se correctamente, descanse muito, vá regularmente às consultas, controle o seu stress e cuide da sua higiene íntima e dentária. Poderá gostar de saber que, mesmo que nascesse esta semana, o seu bebé teria óptimas probabilidades de sobrevivência e, a cada dia que passa na sua gravidez, aumentam as suas hipóteses de ter um bebé saudável.

• Vão encher-me de intervenções médicas desnecessárias.
A melhor forma de lidar com este receio é uma conversa franca com o seu médico. Se confiar no seu médico, pode ficar descansada e saber que ele fará o melhor possível por si e pelo bebé no dia do parto. Se tiver conhecimento dos seus desejos e preferências (pense em elaborar um plano de nascimento), estará em condições de dar o seu melhor no sentido de os satisfazer

• Ter de fazer uma cesariana.
Dado que uma em cada cinco primeiras gravidezes acaba por necessitar de cesariana para o nascimento do bebé, é um receio compreensível. A boa notícia é que se trata de uma cirurgia muito segura e que a maioria das mulheres recupera completamente no espaço de algumas semanas. Caso ocorra uma situação de emergência durante o trabalho de parto e o bebé entre em sofrimento, trata-se de uma operação vital.

• Não chegar a tempo ao hospital.

São muito pouco frequentes os partos de emergência em casa, especialmente numa primeira gravidez. Mas se não consegue livrar-se deste medo, o melhor que tem a fazer é preparar-se para essa possibilidade.



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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
O segundo parto duvidas e ansiedades...

O parto é sempre o momento mais temido - e ao mesmo tempo mais desejado - pela futura mamã. Mas, embora pareça mentira, quando se trata da segunda experiência, os receios são, geralmente, maiores.

Quem observa a cena de fora, acha que as mulheres que esperam um segundo filho, como já passaram pela experiência e “sabem do que se trata”, manejarão a situação “à vontade”, e entrarão na sala de parto com uma grande confiança. 

No entanto, nada mais afastado da realidade. Porque a verdade e que o segundo parto vive-se, a maior parte das vezes, com mais angústia de que o primeiro. Com efeito, os receios da mamã que vai dar à luz o seu segundo filho - embora sejam semelhantes aos que experimentou com o primeiro - , estão agora corrigidos e aumentados. Neste caso, somam-se novas ansiedades, que se aplicam a todo o parto, e que serão ainda maiores com o terceiro filho. 

O que quer dizer que o medo incrementa-se na medida em que aumenta o número de filhos. Noutras palavras: quanto mais partos, maiores receios. Embora pareça um paradoxo, nesse momento concentram-se todos os temores, ansiedades e preocupações face aos riscos - tanto reais como imaginários - que agora se sabe, com toda a certeza, que existem. No entanto, é verdade que os receios, trate-se do primeiro filho ou do quinto, dependem de cada mulher e da sua história. 

Na recta final

Durante o último mês de gestação, seja do primeiro ou do sexto filho, a iminência do nascimento do bebé representa para os pais, e muito especialmente para a mãe, o culminar de um período de tensa espera. O parto depressa chegará, e as fantasias concentram-se em redor do medo da morte, da dor e do vazio. Na parte final, da mesma maneira como aconteceu com o primeiro filho e que sucederá com os seguintes, a mulher tem sentimentos desencontrados. Por um lado, a sua parte “madura” anseia pela chegada do bebé. 

Por outro, perturba-a a ideia de que a gravidez esteja a chegar ao fim. E, ao mesmo tempo, o seu aspecto mais infantil anseia por escapar do parto com medo da dor. A verdade é que face a cada parto a futura mãe sente que deve efectuar um exame no qual - nada mais nada menos - vai “tirar o diploma de mamã” tantas vezes como filhos tiver. E é muito importante dar-lhe a garantia de que saberá fazê-lo muito bem. 

Os receios do pré-parto


A ansiedade específica desta etapa é a incerteza, que se exprime sob a forma de curiosidade, respeitante à data em que se produzirá o parto e do sexo do filho, se é que ainda não o conhece. E embora cada mamã deposite os seus temores em alguma circunstância particular que a inquieta e preocupa, existem alguns que poderíamos chamar “universais”, dado que são compartilhados por quase todas as mulheres. Os mais frequentes referem-se a situações que a mulher não pode controlar. Entre eles: não conhecer como está colocado o bebé na sua barriga, não saber o que ele faz e o que sente, e o medo ao roubo ou troca do bebé. É por isso que todas as mães desejam e pedem sempre para ver o seu bebé na altura em que nasce. Desta forma, pode reconhecê-lo como próprio. 

Surgem, ao mesmo tempo, os receios de morrer no momento de dar à luz, de ter um parto traumático, um filho disforme, ou a morte do bebé, aos que se somam o de não encontrar o médico no instante preciso, o de não saber quando deve ir para a maternidade, ou de ficar sozinha quando começam as contracções. No respeitante ao medo da dor, suscita-se um paradoxo. Por um lado, o bíblico “parirás com dor” parece continuar a vigorar apesar da existência da anestesia peridural. De facto, muitas vezes a mulher chega à maternidade em avançado trabalho de parto e ao perguntar-lhe porque não chegou mais cedo ela responde “porque não me doía”. De modo que parto e a dor parecem estar indissoluvelmente associados. E como se tudo isto fosse pouco, aparecem, além disso, o medo de enfrentar esse desconhecido que é o recém-nascido, e a angústia da separação, essa tristeza pela perda da barriga. Porque embora seja verdade que se ganha um filho, perde-se o estado de grávida, vivido geralmente como um estado de plenitude, com todos os olhares, mimos e elogios. Situação que não se repetirá até à próxima gravidez. 

Segundo parto, novos receios


Quando se trata do segundo filho, às ansiedades atrás mencionadas, somam-se algumas novas, relacionadas, basicamente, com o primogénito. Com efeito, nas últimas semanas ou dias anteriores ao parto, a mamã tem vontade de conhecer o seu bebé, tê-lo nos braços, dar forma e rosto às imagens tantas vezes fantasiadas e esperadas, mas sente, ao mesmo tempo, uma série de receios e preocupações pelo seu primeiro filho.

Um momento maravilhoso

Não obstante, e para lá dos receios, o parto é um processo natural e maravilhoso, para o qual nos preparámos durante nove meses. Chegado o momento, com uma adequada atenção profissional conseguiremos dominar a ansiedade e desfrutar de uma das experiências mais fascinantes da vida. Para finalizar, um pequeno conselho “anti-ciúmes” (e pró auto-estima): no momento de entrar na maternidade, coloque no saco um porta-retratos com uma fotografia linda e grande do primogénito. Desta maneira, quando visitar a sua mamã e o bebé na maternidade, a criança sentirá que apesar da chegada de um novo membro à família ele também continua a ser importante, conserva certo protagonismo e, fundamentalmente, está muito presente entre os afectos mais apreciados pela sua mamã. 

Os receios típicos de todos os partos

Que o bebé nasça com alguma malformação. 
À morte do recém-nascido. 
À dor. 
Às contracções e à episiotomia. 
De ficar magoada. 
De morrer no parto. 
À solidão e ao desamparo. 
A expulsar ou reter o bebé, como expressão do desejo de um parto prematuro ou de prolongar a gravidez. 
De não recuperar a linha. 
De não saber quando tem de sair da maternidade. 
De não chegar a tempo à maternidade e dar à luz em casa ou noutro lugar. 
De que o “seu” médico não chegue a tempo para o parto. 
Os receios do segundo parto 

Além das ansiedades típicas do parto, com o segundo filho a mãe experimenta alguns receios novos:

De morrer durante o parto e que o primogénito fique sem mãe. 
Dos ciúmes do primogénito: até agora “rei” da casa, a mamã receia pelos naturais ciúmes que o primeiro filho sentirá pela presença do seu irmãozinho. 
De não conseguir amar o novo bebé com a mesma intensidade do primeiro: este sentimento é comum a todas as mamãs que esperam um segundo filho, embora nem sempre o manifestem abertamente (“que pensarão se me ouvem? Vão julgar que eu sou uma má mãe”). 
Quem cuidará do primogénito quando ela for internada: quando a data do primeiro parto se aproxima, a mamã preocupa-se pelo enxoval, por ter a casa preparada para receber o bebé e o saco pronto com todas as coisas que deve levar para a maternidade. Mas agora deverá prever, além disso, quem cuidará do irmãozinho - ansioso, na expectativa e ciumento - quando tiver de sair da maternidade. Com quem ficará? Tratá-lo-ão como eu o tratava? E se for de madrugada, como farei? E se não me der tempo de deixá-lo com a avó? Estas são algumas das dúvidas mais frequentes.



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Sábado, 26 de Junho de 2010
Perguntas e respostas sobre os cuidados do pós-parto

O bebê já está em seus braços. Foi um tempo de preocupações, incertezas, mas de muita alegria. Uma alegria que agora se multiplica milhões e milhões de vezes com o nascimento. Mas ainda alguns cuidados são necessários no período que nós, médicos, chamamos de puerperal, com algumas importantes mudanças físicas que podem inclusive afetar o lado emocional. O Puerpério é o período de 6 semanas a seguir do parto. A maioria das alterações provocadas pela gravidez regride na maioria dos sistemas orgânicos do corpo. Podemos dividir esse período em: 1. Puerpério Imediato - as primeiras 24 horas ; 2. Puerpério Precoce - a primeira semana e 3. Puerpério Remoto - as 5(Flávio: não seriam 5?) semanas seguintes(na verdade essa é uma divisão apenas didática, pois as regressões das modificações que a gravidez provocou no corpo demoram cerca de 6 meses para sumirem por completo). É uma fase cheia de dúvidas. Veja algumas delas e as respostas. 

1. Qual deve ser o tempo de internamento?

Depende do tipo de parto. NORMAL: alta em 24-48 horas. CESÁRIA: 48-72 horas
A alta hospitalar é dada após a paciente estar em condições de andar sem apoio, com intestino e bexiga funcionado sem problemas.
As condições de alta dependem também das perdas sangüíneas durante o parto. A grávida está preparada para perder até 1500 ml de sangue sem problemas. Isso acontece por todo aquele aumento de volume sanguíneo que aconteceu durante a gestação. As perdas normais são: durante o PARTO NORMAL = 400 a 600 ml ; Durante a CESÁRIA = 800 a 1000 ml. 

2. Como serão as minhas reações emocionais? E a depressão pós-parto?
Primeiramente vem o alívio com o êxito do parto. Depois chega a vontade de se relacionar com o recém-nascido. Em seguida sensação de insegurança e algumas vezes certo grau de depressão, causada pela impressão de que nada sabe sobre como cuidar do novo ser que agora está fora do útero e totalmente dependente de sua presteza e de seu amor. 

3. Em quanto tempo eu posso levantar e andar ?
Devemos estimular que a puérpera (as mães por favor me desculpem o uso dessa palavra feia, mas que designa a mulher que acabou de dar à luz) levante precocemente de seu leito, se houver condições, 6 horas após o parto normal, e 12 horas após a cesárea. Andar precocemente melhora o funcionamento dos intestinos e da bexiga e evita complicações trombo-embólicas, ou seja, a coagulação do sangue dentro das veias, o que pode acontecer, principalmente nas pernas. 
Um inchaço nas pernas, principalmente do lado esquerdo, é comum nos primeiros dias pós-parto. Isso se deve à redistribuição dos líquidos contidos na placenta. É como se parte desse líquido fosse armazenado de forma temporária nas pernas. Deitar com as pernas elevadas pode ajudar a diminuir esse tipo de problema.

4. Em quanto tempo o intestino volta ao normal?
É normal uma certa demora do funcionamento intestinal , particularmente, após a cesária, quando uma pequena quantidade de sangue que fica dentro do abdome dificulta o peristaltismo ou a movimentação dos intestinos. Assim, uma dieta rica em fibras e alguns laxativos leves serão utilizados nos primeiros 3 dias.

5. E a bexiga?
Urinar se torna impossível após anestesia (primeiras 12 a 24 horas). Por isso usamos sonda vesical (na bexiga) de demora (que fica por algum tempo) após a cesariana. Às vezes, mesmo depois que se retira a sonda (12 horas após a intervenção), há certa dificuldade em se obter a primeira micção. As primeiras micções podem inclusive ser dolorosas.

6. Como deve ser a higiene?
Assim que a puérpera se levanta deve tomar um banho.
O fato de lavar a cabeça não afeta e evolução saudável do puerpério.

7. Quais os cuidados com os curativos?

São retirados após 24 horas do parto, no caso de cesárea. Podem ser molhados durante o primeiro banho desde que depois sejam trocados. Após o segundo dia mantemos o corte descoberto sem necessidade de curativos. A episiotomia (corte realizado no períneo para facilitar a expulsão fetal durante o parto normal) requer apenas limpeza com água e sabonete durante o banho. Nos casos de dor e ardência - que são freqüentes - usamos alguns anti-sépticos e analgésicos em forma de "spray" - o que promove alívio.

8. Existem exercícios específicos a serem feitos no pós-parto?
Sugestões Práticas de Exercícios Durante a Gravidez e Pós-parto.
OBJETIVO: Visam tonificar os músculos da região lombar, assoalho pélvico e abdome.
Pós-PARTO NORMAL = começam após a segunda semana
Pós-CESÁRIA = começam após a terceira semana
Você pode continuar fazendo exercícios de relaxamento ou caminhadas leves a qualquer momento após um parto normal. Contudo, é uma boa conduta dar a seu corpo o devido descanso e um tempo para recuperação, antes de reiniciar um programa de ginástica. Usualmente, seis semanas é o tempo que se espera para uma boa recuperação do corpo, se você teve um parto vaginal sem complicações. Se houve complicações, ou muitas suturas perineais, você poderia esperar um pouco mais. Se você se sente pronta para reiniciar seus exercícios antes de seis semanas, discuta o assunto com seu médico.
Em caso de cesariana o tempo de espera para exercícios reguçares e intensos deve ser maior ou seja, acima de 60 dias após o parto. Esteja sempre em contato com seu médico sobre seu progresso ao iniciar um programa de ginástica após a cesariana. 
Se recomeçar um programa de ginástica significa retornar à natação, novamente, converse com seu médico. As incisões e suturas podem não estar bem cicatrizadas, e a água da piscina possui agentes químicos e bactérias que podem ser prejudiciais. Queremos salientar que há muitos outros tipos de exercícios e alongamentos que podem ser praticados na gestação e pós-parto e que as informações a seguir não substituem as recomendações do seu médico. Consulte-o sempre que for iniciar qualquer programa de exercícios físicos. Queremos dizer também que as sugestões abaixo não substituem a presença do fisioterapeuta e, na verdade, devem ser seguidas ao lado dele, até que você se sinta segura por estar fazendo os exercícios e alongamentos de modo correto. 

FAZER OS EXERCÍCIOS DE FORMA INCORRETA, ALÉM DE NÃO AJUDAR, PODE PROVOCAR PROBLEMAS FÍSICOS

9. Como deve ser a minha dieta?

Deve conter no mínimo 2600 cal/dia.
A puérpera deve ingerir boa quantidade de líquidos o que deve ajudar na produção do leite.
Nos primeiros 2 meses após o parto o esquema alimentar deve se manter no mesmo ritmo da gestação, com um acréscimo de cerca de 400 cal/dia, em virtude da produção do leite.

10. Quando voltar ao médico?

A paciente que amamenta não terá suas menstruações regulares e com muita freqüência terá ausência delas. Naquelas que não estão amamentando, a primeira menstruação poderá vir logo após a sexta semana pós-parto. Desse modo, é após 40 dias que a primeira revisão médica do parto deve ser feita. Nos casos de cesariana é aconselhável uma revisão 10 dias após a retirada dos pontos (que é feita uma semana após a intervenção). 

11. Em quanto tempo o útero volta ao normal?

De modo geral, 6 semanas é tempo suficiente para que o útero volte ao tamanho e peso normais. No primeiro dia pós-parto ele já se encontra na cicatriz umbilical e após 10 dias ele está na sínfise púbica ( ao nível do osso púbico, logo acima dos pelos pubianos).
A cicatriz da área de inserção placentária dentro do útero (área sangrante) é responsável pela presença de um constante fluxo de líquidos através da vagina no período puerperal, denominados de lóquios. No início os lóquios são vermelhos (rubros), depois vermelho-claros e a seguir amarelados, cessando após a sexta semana. Portanto, nas primeiras 2 a 3 semanas é normal apresentar um sangramento semelhante ao da menstruação, que depois vai se tornando claro e amarelado , até parar.
É comum nos 2 ou 3 dias que seguem o parto a presença de cólicas, principalmente durante a amamentação, que são a tradução de contrações vigorosas do útero, com o intuito de acelerar a involução desse órgão.

12. E o meu peso ? Em quanto tempo volto ao peso com que engravidei?
Um ganho de peso de 9 a 10 Kg durante a gravidez está relacionado a retenção de água. É normal uma perda de 5,5 Kg logo após o parto devido a saída do feto , placenta, líquido amniótico e involução uterina. Outros 4,5 Kg são eliminados nas 6 semanas seguintes, sendo cerca de 1,5 Kg na primeira semana pós-parto e 3,0 Kg nas outras 5 semanas. Assim , esses 9 a 10 Kg serão sempre perdidos , porque correspondem ao acúmulo de água durante a gestação. A quantidade de quilos que ultrapassou esses 10 kg, será o restante que você poderá perder durante o período de amamentação, ou seja, nos primeiros 6 meses.

13. Como eu faço para amamentar o Bebê?
Depende de motivação e aprendizado adequado.
A mama é preparada durante toda a gravidez para produzir leite em quantidade suficiente para o recém-nascido. Vários hormônios estão envolvidos no desenvolvimento e crescimento mamário, bem como na elaboração e ejeção do leite. 
Os principais hormônios são produzidos pela hipófise (ocitocina e prolactina); eles atingem a corrente sangüínea e vão atuar sobre a mama na produção e na liberação do leite.
A sucção é necessária tanto para produção quanto para a ejeção do leite. É ela que mantém os níveis de prolactina adequados para que se dê a síntese do leite - essa suspensão de proteínas e gorduras em solução de açúcar (lactose) e sais de sódio. Cerca de 90% da composição do leite corresponde a água. 
O volume de leite produzido é variável de mãe para mãe. Sabemos que quanto mais o bebê suga mais leite é produzido. Nos primeiros 2 dias após o parto só é produzido o colostro (secreção pré-láctea rica em proteínas e anticorpos), de cor amarelada, que é suficiente para manter as condições de nutrição do bebê, até que ocorra a apojadura ou descida do leite propriamente dito. Essa descida do leite acontece em geral 2 a 5 dias após o parto. Não se preocupe com essa demora, pois o bebê nasce com reservas energéticas suficientes para agüentar até a vinda definitiva do leite. É por esse motivo que o bebê perde até 10% de seu peso de nascimento nesse período. O volume de leite aumenta gradativamente de 120 ml por dia no segundo dia, 170 ml no terceiro dia , 240 ml no quarto dia para cerca de 300 ml por dia a partir do quinto dia do período puerperal. Podemos calcular a quantidade de leite produzido por dia, multiplicando-se o dia pós-parto por 60. Dessa forma 15 dias após o parto a produção do leite estará em torno de 900 ml por dia (15 x 60). Portanto, são necessários 14 a 15 dias para que essa produção seja regular e constante.


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publicado por adm às 23:36
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Tudo sobre a Analgesia Epidural no Trabalho de Parto

O QUE É ?

É o controlo da dor do trabalho de parto pela administração de medicamentos anestésicos no espaço epidural.


ONDE ESTÁ O ESPAÇO EPIDURAL ?

O espaço epidural situa-se ao longo da coluna vertebral antes das membranas que envolvem o cordão medular. 
Localiza-se por detecção de perda de resistência, visto ser um espaço virtual que fica entre o ligamento amarelo e a dura mater, a sua abordagem é feita com a grávida sentada ou deitada em decúbito lateral.

Antes de iniciar a técnica:

- Fala-se com a grávida, garantindo que não existem contra-indicações para a sua execução;
- Faz-se uma breve explicação do que vai acontecer e obtém-se a sua autorização (escrita);
- Coloca-se um soro em perfusão, para preenchimento vascular; 
- Mede-se a tensão arterial e o pulso;
- Vigia-se a frequência cardíaca fetal pela Cardiotocografia;
- Posiciona-se a grávida ou na posição de sentada ou em decúbito lateral. O importante é ficar o mais enrolada possível e manter essa posição até ao final da execução da técnica. É a chamada posição de gato assanhado ou posição fetal.

E depois?

- Desinfectam-se as costas;
- Identifica-se o local onde se vai fazer a epidural;
- A parturiente sente na pele uma pequena picada da anestesia local;
- Identifica-se o espaço epidural com uma agulha específica;
- Coloca-se o cateter no espaço epidural;
- Fixa-se o cateter á pele com adesivos;
- Deita-se a grávida de costas com o tronco ligeiramente elevado;
- Avalia-se a tensão arterial e o pulso da mãe de 5 em 5 minutos, durante cerca de 15 minutos.

COMO ACTUA?

Pelo cateter administram-se anestésicos locais que vão banhar os nervos, impedindo a transmissão da dor causada pelas contracções.
Os anestésicos locais demoram cerca de 5 a 10 minutos a fazer efeito. A duração do efeito (mais ou menos 2 horas) varia de grávida, mas pode sempre ser administrada nova dose através do cateter.
A administração dos anestésicos locais só é realizada quando a grávida se encontra em trabalho de parto activo, ou seja, com pelo menos 3 centímetros de dilatação do colo uterino.

VANTAGENS ?

→ Aliviar a dor sem alterar a consciência;
→ Os fármacos utilizados não vão prejudicar o bebé;
→ Permite que a parturiente possa repousar / descansar;
→ Colaboração activa da futura mãe durante o período expulsivo;
→ O cateter pode ser utilizado, se necessário, para a anestesia numa cesariana ou em outras intervenções, sempre sem dor.

EFEITOS INDESEJÁVEIS ?

→ Sensação de peso e/ou dormência nas pernas;
→ Dificuldade em urinar;
→ Hipotensão (diminuição da tensão arterial):
Previne-se com a colocação de um soro antes da epidural e corrige-se facilmente com a infusão de mais soros ou de medicamentos que façam subir a tensão;
→ Dores de cabeça:
Devem-se a uma complicação da técnica. Podem surgir cerca de 12 horas após a punção e localizam-se na nuca. Apesar de incómodas, são de fácil tratamento;
→ Dores nas costas:
Raramente se deve à epidural. O local picado pode, contudo ficar “dorido” durante uns dias;
→ Analgesia parcial ou ineficaz:
Deve ser colocado novo cateter epidural.


CONTRA-INDICAÇÕES ?

- Recusa da grávida;
- História ou suspeita de doenças do sangue (dificuldade em cicatrizar feridas, equimoses sem causa aparente…)
- Grávida medicada com anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários (ex.: Aspirina);
- Infecção da pele no local da punção;
- Alergia aos anestésicos locais.

CASOS ESPECIAIS ?

Existem por vezes situações particulares que por poderem vir a ser motivo de ansiedade ou preocupação por parte da grávida, são de discussão obrigatória com o médico anestesiologista. As escolioses ou “costas tortas”, as dores de costas, as intervenções cirúrgicas à coluna, as hérnias discais e ainda as tatuagens na região lombo-sagrada, entre outros, poderão ser alguns destes casos.

CONCLUSÃO »

A analgesia epidural é o método mais eficaz na analgesia do trabalho de parto e com menores riscos para o feto.É uma técnica invasiva que é executada exclusivamente por médicos anestesiologistas.
As contra-indicações para a sua realização são raras, assim como as complicações.
Permite à grávida manter a plena vivência de todo o processo do nascimento do seu bebé sem dor.

PARTO SEM DOR É UM DIREITO DE TODA A MULHER!


INFORMAÇÕES SOBRE A DOR DESDE AS CIVILIZAÇÕES MAIS PRIMITIVAS E A EVOLUÇÃO PARA A ANALGESIA EPIDURAL :

A gravidez é uma etapa muito importante na vida de qualquer mulher.


Ao longo de aproximadamente 40 semanas, não é apenas a criança que cresce no útero materno, ocorrem ao mesmo tempo, na mulher, alterações naturais (fisiológicas) que têm como objectivo preparar o seu corpo para o parto. Embora este seja um acontecimento natural, é acompanhado, na maioria das vezes, por dor.


O Homem desde sempre foi atormentado pela dor, e as suas causas e possíveis tratamentos sempre foram procurados desde as mais primitivas civilizações. Ao longo da história encontramos diferentes explicações para o fenómeno da dor. Chegou a ser considerada um castigo mandado pelos Deuses ofendidos, foi atribuída a maus espíritos e perda de substâncias essenciais ao organismo.


A dor na Grécia Antiga era percebida como um ser independente que atacava e “devorava” o indivíduo. Esta era entendida como um ser vivo que se alimentava da vítima. Nas civilizações mais primitivas/antigas era originada, por forças maléficas, as quais eram tratadas com amuletos ou tatuagens.


Foi com grandes filósofos e médicos como Aristóteles (Grego) e Galeno (Romano) que a dor passou a ser constituída pelos aspectos emocionais e sensoriais. Assim Aristóteles considerava que a dor era o oposto do prazer.


A partir do século XII, e devido ao sofrimento de Cristo, a dor passou a ser valorizada como uma forma de manifestação de fé. No Renascimento o Homem é colocado no centro do universo. O sofrimento físico passa a ser associado ao indivíduo e não à religião. O declínio religioso acontece por volta dos séculos XVI e XVII e surge a revolução científica. Foi René Descartes que utilizou o método das ciências exactas para tentar explicar o sofrimento físico. Foi o primeiro a afirmar que a dor quando partia da pele, corria por filamentos até ser percebida pelo cérebro/modelo simples do sistema nervoso).


No século XVIII, no período Iluminista, os médicos passam a estudar a dor a partir dos cinco sentidos, tentando perceber como é transmitida dentro do corpo até chegar ao cérebro.

Foi no século XIX que surgiu a fundamentação e consolidação dos modelos de transmissão da dor por um sistema de nervos que comunicam com a medula e de esta até ao cérebro. 


Falando concretamente da dor no trabalho de parto, o receio do parto, bem como as dores por ele provocadas vêm desde as escrituras longínquas. O Antigo Testamento compara o trabalho de parto … “a guerra dos inimigos e a força do vento que despedaça os grandes navios …” (Vellay, 1995).


É desde a Idade Média que se sente, que o acto de parir está adulterado. Religiões repressivas criaram sobre a vida sexual, uma imagem de algo proibido, errado, gerador de dor, reprimindo a noção de prazer, o que era considerado pecaminoso. Em qualquer circunstância, há sempre um castigo a lançar sobre o acto sexual que se reflecte sobre a consequência: o parto.


É toda esta representação de dor, castigo e tragédia que rodeia o trabalho de parto e o próprio parto, que fez ao longo dos tempos com que as parturientes assim como as suas famílias, rogassem aos Deuses, aos Santos e à Virgem Maria, para que tivessem uma “boa hora”, expressão ainda hoje usada para desejar que tudo corra bem no parto.


Ainda hoje existem pessoas que continuam subordinadas a certa moral religiosa, que pensam que o ter um filho terá que estar associado a dor, “senão cai-se em pecado, não se amando os filhos”. A sociedade continua a influenciar negativamente as mulheres em relação ao parto, o qual, nem sempre foi considerado doloroso, como nem sempre significou motivo de sofrimento para as mães (Soares, 1994).


Nas civilizações asiáticas e em algumas tribos africanas, o parto é visto com um acto fisiológico, encarado sob o signo da alegria e não do sofrimento, constituindo uma festa em que a mãe e todos os membros da tribo participam. Na Europa e na América do Sul é tido de uma maneira geral doloroso (Soares, 1994)


Quando se estuda a história da obstetrícia, verifica-se que de civilização para civilização, a representação do parto e o seu contexto são totalmente diferentes. Para uns é doloroso, para outros é uma festa. A diferença não está nos úteros está sim, na maneira como o cérebro da mulher regista e interpreta os sinais que o útero dá, quando em trabalho de parto.


A analgesia epidural já existe há cerca de 40 anos e tem-se revelado um método seguro e eficaz de alívio da dor neste período tão especial. Os equipamentos cada vez mais sofisticados e os medicamentos cada vez mais aperfeiçoados, contribuem para a diminuição de efeitos secundários.



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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Estarei mesmo preparado para ser mão / pai?

Para quem está a pensar ter filhos, para quem quer saber se está ou não preparado(a) para assumir a maternidade/ paternidade, ou mesmo, para quem tem curiosidade em saber algumas das “ sensações “ de ser Mãe/Pai, Colin Bowles criou 10 tópicos, ( a partes menos boas ), onde tenta mostrar alguns desses exemplos.

Quem actualmente tem filhos, vai com certeza identificar-se com algumas destas situações .

Contudo e em especial para as futuras mães e pais, informamos que em breve , divulgaremos “ As Dez Boas Razões para se ser Mãe/ Pai “, que são certamente mais importantes e “ animadoras ” , que os tópicos que se seguem .
( para participar envie a sua “razão “ através do formulário do portal.)

Divirta-se!

As dez maneiras de saber se estão preparados para a paternidade/maternidade por Colin Bowles:

1. Vestir crianças não é tão fácil como parece. Primeiro compre um polvo vivo e um saco de rede. Tente enfiar o polvo no saco sem deixar nenhum braço de fora.

2. Esqueça os carros desportivos e compre um familiar. 
Não pense que o pode deixar à porta, impecável e a brilhar, porque os carros de família não são assim. 
Compre um gelado e guarde-o no compartimento das luvas. 
Enfie uma moeda no leitor de cassetes, desfaça um pacote de bolachas e atire-as para os bancos traseiros.

3. Prepare-se para sair. Espere à porta do quarto de banho durante meia hora. Saia para a rua. Volte a entrar. Saia. Entre de novo. Volte a sair e ande um bocado em frente de casa. Entre. Saia. È normal que falte sempre mais alguma coisa para levar.
Agora, caminhe devagar ao longo da estrada durante cinco minutos. Detenha-se para examinar minuciosamente todas as beatas, pastilhas elásticas, lenços sujos e insectos mortos que encontre pelo caminho. Está pronto a levar uma criança a passear.

4. Para antever como serão as noites, ande às voltas pela sala entre as 5 da tarde e as 10 da noite, com um saco molhado com cerca de 6 Kg de peso.
Às 10 pouse o saco, meta o despertador para a meia-noite e vá-se deitar.
Levante-se à meia-noite e ande às voltas à sala de estar com o saco ao colo até à uma da manhã. Ponha o despertador para as 3. Como não consegue voltar a adormecer levante-se às 2 e tome uma bebida. Volte para a cama às 2:45.
Levante-se quando o despertador tocar às 3. Ponha o despertador para as 5.
Levante-se. Prepare o pequeno almoço. Repita durante 5 anos sempre de cara alegre.

5. Antes de se decidir por fim a ter filhos, descubra um casal que já os tenha e censure-lhes os métodos de disciplina, a falta de paciência e o facto de os deixarem fazer tudo. Sugira maneiras de melhorar os hábitos de sono e de ir ao bacio, de apurar as maneiras à mesa e o comportamento em geral. Desfrute da sua última oportunidade de acertar nas respostas para os problemas.

6. Tire o miolo a um melão e faça-lhe um orifício lateral mais ou menos do tamanho de uma bola de golfe.
Suspenda do tecto com um fio e faça-o balançar. Pegue numa colher de papa e tente encher o melão 
através do orifício. Está apto(a) a alimentar um bebé de 12 meses.

7. Vá ao supermercado e leve consigo o que mais se parece com uma criança em idade pré-escolar. O ideal é uma cabra adulta. Se está a pensar ter mais de um filho, leve mais que uma cabra. Faça as compras sem perder as cabras de vista e pague tudo o que destruírem.

8. Aprenda o nome das personagens de todos os desenhos animados e dos Pokemon. Quando der por si a cantar o "Batatoon", no banho, está apto(a) a receber o diploma de pai/mãe.

9. Repita sempre o que disse pelo menos 5 vezes.

10. Mulheres: para se preparar para a maternidade, vista um roupão ependure um saco de feijões à
frente ..Deixe-o ficar assim 9 meses. No fim retire 10% dos feijões. Homens: vá à farmácia local, despeje o conteúdo da sua carteira no balcão e diga ao farmacêutico que se pague. Dirija-se em seguida ao
supermercado e mande o seu ordenado ser lá pago directamente.

Mesmo assim.. vale mesmo a pena ser Mãe/ Pai !



publicado por adm às 21:57
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010
Trabalho de Parto - Será agora?

Durante a última fase da gravidez, mãe e feto preparam-se para o parto. O feto cresceu e desenvolveu-se, preparando-se para a vida extra-uterina.
A mãe ao longo da gravidez, sofreu várias adaptações fisiológicas que a prepararam para o parto e para a maternidade.
O trabalho de parto e o nascimento representam o terminus da gravidez e o início da vida extra-uterina para o recém-nascido.


DEFINIÇÃO DE TRABALHO DE PARTO :


Trabalho de parto é um processo que tem como finalidade expulsar o feto, a placenta, e as membranas, para o exterior do útero, através do canal de parto.


SINAIS DE FALSO TRABALHO DE PARTO :

Expulsão do rolhão mucoso ( Consiste na eliminação pela vagina de um muco gelatinoso e rosado, acastanhado ou sanguinolento, tipo clara de ovo. Na presença deste sinal não é necessário dirigir-se à maternidade.)
Contracções irregulares (o seu intervalo não é certo).
Dor que atenua com a marcha.
Os movimentos fetais podem encontrar-se aumentados.
Sem alterações da secreção vaginal.
Nesta situação não é necessário recorrer à maternidade, repouse em decúbito lateral esquerdo e vigie se as contracções se tornam cada vez mais intensas, rítmicas/regulares e frequentes.


SINAIS DE VERDADEIRO TRABALHO DE PARTO :


Rotura de bolsa de águas ( É a saída pela vagina de um líquido de cor clara (pode sair pouco a pouco ou em quantidade abundante que não consegue reter), e indica o rompimento da bolsa amniótica que contém o bebé. Neste momento deve dirigir-se à maternidade.)
Contracções uterinas regulares ( As contracções uterinas no início aparecem espaçadas de 30 em 30 ou de 20 em 20 minutos e são de fraca intensidade. Este ritmo vai aumentando, passando a ser de 15 em 15 e depois de 10 em 10 minutos, e nesse momento, é altura de com calma ir para a maternidade. )


ESTÁDIOS DO TRABALHO DE PARTO

O decurso do trabalho de parto, que é razoavelmente constante, consiste em:

Progressão regular das contracções uterinas.
Apagamento e dilatação progressiva do colo uterino.
Progressão do feto.
A duração de total média do primeiro estádio de trabalho de parto (desde as primeiras contracções uterinas regulares até à dilatação completa do colo uterino) varia, na mulher que vai ter um primeiro filho, entre 3 e 19 horas, nas gravidezes subsequentes, os valores situam-se entre 1 e 14 horas.
O segundo estádio (período expulsivo) pode ir até 3 horas, na mulher que vai ter o primeiro filho e 1,5 horas em gravidezes subsequentes.
O terceiro estádio do trabalho de parto (decorre entre o nascimento do feto e a expulsão da placenta), pode ir até 60 minutos.
O quarto estádio do trabalho de parto consiste na fase de hemostase e dura cerca de 2 horas após a expulsão da placenta.


SITUAÇÕES QUE A DEVEM LEVAR À MATERNIDADE

Independentemente de se encontrar em franco trabalho de parto existem situações que a devem levar a procurar orientação pelos profissionais de saúde.
Hemorragia vaginal;
Perda de líquido pela vagina;
Corrimento vaginal com prurido/ardor;
Dores abdominais;
Arrepios ou febre;
Dor/ardor quando urina;
Vómitos persistentes;
Dores de cabeça fortes ou contínuas;
Perturbações da visão;
Diminuição dos movimentos fetais.
Lembre-se que a gravidez é uma situação normal, mas exige uma atenção especial à sua saúde e à saúde do filho que vai nascer. Sempre que suscitarem dúvidas procure orientação pelos profissionais de saúde.



publicado por adm às 00:05
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Domingo, 6 de Junho de 2010
Potenciais lesões produzidas durante o parto!

Os ossos da pelve da mãe constituem o canal do parto. Habitualmente, um bebé conta com suficiente espaço para atravessá-lo. No entanto, se o canal é pequeno ou se o feto é grande (como acontece frequentemente com as mães diabéticas), a passagem através do mesmo pode ser díficil ou produzir lesões. Quando os exames determinam que o bebé é demasiado grande para o canal de nascimento da mãe, o emprego de cesariana em vez de fórceps reduz o risco de lesão. 

Praticamente qualquer parte do recém-nascido pode lesionar-se durante o parto. Em geral, as lesões são ligeiras e curam-se rapidamente. Os hematomas são frequentes e não comportam consequências. Os ossos do crânio do feto não se encontram unidos para que a cabeça possa moldar-se ao canal de parto enquanto o atravessa. É completamente normal que a cabeça se deforme, embora a sua forma volte à normalidade ao cabo de poucos dias. As lesões graves na cabeça são pouco frequentes e, na actualidade, as lesões traumáticas na cabeça são extremamente raras. Os nervos podem sofrer distensões durante um parto difícil, sobretudo os dos braços, produzindo-se uma debilidade temporária ou permanente do braço (paralisia de Erb). Em certos casos, produzem-se fracturas, sobretudo do osso do pescoço, mas regra geral curam-se rapidamente, sem nenhum problema residual.



publicado por adm às 00:13
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